Na noite de 4 de setembro, Diogo Defante — influenciador que um dia trocou os palcos pelas telas — subiu ao Palco Supernova do Rock in Rio para reivindicar, com teatralidade punk e fumaça, um lugar na música que havia deixado para trás. A estreia no festival não foi apenas um show: foi o gesto simbólico de alguém que, após anos construindo audiência na internet, decide apostar que a voz pode existir além do algoritmo. Entre robôs expulsos e gritos de que 'o rock vai voltar', Defante propôs uma questão antiga com roupagem nova — o que significa ser artista quando a fama já chegou por outro cami
Diogo Defante faz estreia punk no Rock in Rio e expulsa robô humanoide do palco
O rock vai voltar, gritou repetidas vezes
Por que um influenciador com 5 milhões de seguidores sentiria mais nervosismo em um show de música do que em cobrir a Copa do Mundo?
Porque a internet e a música são territórios completamente diferentes. Na internet, ele controla o conteúdo, o ritmo, a edição. No palco, ao vivo, diante de uma multidão, não há rede de segurança. É vulnerabilidade pura.
Mas ele já tinha tocado antes — no Circo Voador em 2023. Então não era sua primeira vez em um palco musical. O que tornava o Rock in Rio especificamente assustador?
A escala. O Circo Voador é um espaço íntimo no centro do Rio. O Rock in Rio é um dos maiores festivais do país. A diferença de público, de expectativa, de visibilidade é abismal.
E a encenação com o robô — isso foi planejado ou surgiu no momento?
Parece ter sido planejado. A letra de "Humanoides" já brinca com a ideia de máquinas versus humanos, então usar um robô para abrir o show faz sentido temático. Mas a fonte não deixa claro se era algo que ele tinha feito antes ou se era específico para o Rock in Rio.
Exatamente. A gente sabe que aconteceu, mas não sabemos se era parte de um conceito maior que ele está desenvolvendo ou se foi uma criação única para este festival.
Ele gritava "O rock vai voltar!" — isso soa como alguém tentando convencer a si mesmo ou ao público?
Provavelmente os dois. É uma declaração de fé no gênero, mas também uma afirmação pessoal de que ele está comprometido com esse retorno.
O que a gente não sabe é se o público respondeu bem. Sabemos que houve aplausos para o cover do Audioslave, mas qual foi a reação geral? Ele conquistou novos fãs ou apenas confirmou os que já o seguiam?
E quanto ao projeto musical em si — ele está lançando álbum, singles, ou ainda está em fase de construção?
A fonte diz que ele está tentando "construir uma base sólida de fãs para suas canções", o que sugere que ainda está em processo de consolidação, não em fase de grande lançamento.
Mas não temos números. Quantas músicas ele lançou desde 2023? Qual é o alcance delas? Essas são perguntas que a cobertura não responde.
Il Polso
- Um robô humanoide declarou Defante inferior às máquinas antes mesmo de ele pisar no palco — e a tensão entre o humano e o digital nunca saiu de cena.
- Com mais de 5 milhões de seguidores, o influenciador carregava o peso de provar que sua música não era apenas extensão da marca pessoal.
- O show de uma hora misturou punk, efeitos especiais e um cover de Audioslave para convencer uma plateia que talvez fosse mais fã do personagem do que das canções.
- Defante confessou nervosismo maior do que o enfrentado na Copa do Mundo — a diferença entre cobrir um evento e ser o próprio evento revelou-se enorme.
- Aos gritos de 'O rock vai voltar!', o artista sinalizou que o Rock in Rio era menos uma chegada do que o início de uma construção mais longa.
Na noite de 4 de setembro, Diogo Defante — influenciador que um dia trocou os palcos pelas telas — subiu ao Palco Supernova do Rock in Rio para reivindicar, com teatralidade punk e fumaça, um lugar na música que havia deixado para trás. A estreia no festival não foi apenas um show: foi o gesto simbólico de alguém que, após anos construindo audiência na internet, decide apostar que a voz pode existir além do algoritmo. Entre robôs expulsos e gritos de que 'o rock vai voltar', Defante propôs uma questão antiga com roupagem nova — o que significa ser artista quando a fama já chegou por outro caminho?
Diogo Defante estreou no Rock in Rio na noite de sexta-feira com uma encenação que dizia muito sobre quem ele quer ser: um robô chamado Gepeto tomou o palco para anunciar que o influenciador não se apresentaria por ser humano — e, portanto, inferior. Imagens no telão mostravam Defante amordaçado. Segundos depois, ele se libertou, expulsou a máquina e abriu o show com 'Humanoides', cujo refrão brinca com a ideia de ter um androide para obedecer ordens.
O espetáculo de uma hora consolidou um retorno que começou em 2023, quando Defante — mais conhecido como o 'repórter doidão' e apresentador do Rango Brabo, com mais de 5 milhões de seguidores — decidiu retomar a música após anos dedicado exclusivamente à carreira digital. A apresentação misturou rock e punk com fumaça abundante, efeitos especiais e interação constante com o público. Um cover de 'Like a Stone', do Audioslave, arrancou aplausos calorosos da plateia.
Antes de subir ao palco, Defante admitiu que o nervosismo superava o que havia sentido ao cobrir a última Copa do Mundo como correspondente excêntrico da CazéTV. A distância entre narrar um evento e protagonizá-lo revelou-se, para ele, considerável.
A relação de Defante com a música vem de longe: aos 13 anos, ele já tinha uma banda de garagem, mas abandonou o projeto para seguir outros caminhos. O Circo Voador, no Rio, foi o palco de seu retorno formal em 2023. O Rock in Rio, com toda sua escala e visibilidade, foi o próximo passo — e os gritos repetidos de 'O rock vai voltar!' soaram menos como celebração do que como promessa de quem ainda tem muito a provar.
Diogo Defante subiu ao Palco Supernova do Rock in Rio na noite de sexta-feira, 4 de setembro, para fazer sua estreia no festival — e o fez com uma encenação que resumia bem o tom do que viria: um robô humanoide chamado Gepeto anunciou que o influenciador não se apresentaria porque era humano e, portanto, inferior às máquinas. Imagens no telão mostravam Defante amordaçado. Segundos depois, ele se libertou das amarras, expulsou o robô do palco e começou a cantar "Humanoides", um de seus maiores sucessos, cuja letra brinca: "Comprei um humanoide só pra ter em quem mandar".
O show de uma hora consolidou o retorno de Defante à música — um projeto que ele retomou em 2023 após anos dedicado exclusivamente à carreira de influenciador digital. Mais conhecido como o "repórter doidão" e apresentador do programa Rango Brabo, Defante tem mais de 5 milhões de seguidores na internet. Sua apresentação no Rock in Rio misturou rock e punk com efeitos especiais abundantes, muita fumaça no palco e interação constante com o público. Ele também apresentou uma versão de "Like a Stone", do Audioslave, que arrancou muitos aplausos da plateia.
Antes do show, Defante revelou que o nervosismo era significativamente maior do que aquele que havia enfrentado durante a cobertura da última Copa do Mundo, quando trabalhou como correspondente da CazéTV encarnando seu personagem de repórter excêntrico. A diferença de escala entre cobrir um evento esportivo e se apresentar como músico em um dos maiores festivais do país aparentemente pesava em sua mente.
A trajetória de Defante na música não é recente, embora tenha sido interrompida. Aos 13 anos, ele tinha uma banda de garagem, mas abandonou o projeto musical para seguir outros caminhos profissionais. Durante anos, consolidou-se como influenciador de sucesso e correspondente jornalístico, deixando a música de lado. Em 2023, porém, decidiu retomar os planos musicais e se apresentou pela primeira vez no Circo Voador, no centro do Rio de Janeiro, marcando o início formal de seu retorno ao palco como artista.
Durante a apresentação no Rock in Rio, Defante gritou repetidas vezes: "O rock vai voltar!". A frase funcionava tanto como convicção pessoal quanto como declaração de intenção — a de que seu projeto musical, construído em paralelo ao sucesso na internet, pudesse consolidar uma base sólida de fãs para suas canções além do universo digital. A estreia no festival, com toda sua teatralidade punk e seus efeitos especiais, sugeriu que ele estava disposto a levar essa ambição a sério.
Citazioni salienti
Comprei um humanoide só pra ter em quem mandar— Letra de 'Humanoides', música de Diogo Defante
O rock vai voltar!— Diogo Defante, gritado repetidas vezes durante o show