Em um momento em que a diplomacia e a soberania judicial se entrelaçam de forma inédita, o ministro Dino convocou o STF, o presidente Lula e o Itamaraty a responderem de forma coordenada às pressões americanas sobre a corte brasileira. O governo Trump hesita em sancionar ministros por cálculo político — teme fortalecer Lula —, enquanto Eduardo Bolsonaro ameaça usar o palco americano para provocar novas sanções. O Brasil se vê diante de um paradoxo moderno: suas decisões judiciais são, ao mesmo tempo, expressões de soberania e alvos de disputa geopolítica.