Em um domingo de setembro de 2026, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que a União revise em 90 dias as normas que regem a Comissão de Valores Mobiliários — um gesto que vai além da burocracia regulatória. O caso do Banco Master serviu de gatilho, mas a preocupação mais profunda é antiga: quando as regras do mercado de capitais se tornam porosas, o crime organizado encontra abrigo onde deveria haver transparência. A ordem de Dino é, em essência, um lembrete de que a frouxidão normativa nunca é neutra — ela sempre favorece alguém.