No coração do Supremo Tribunal Federal, o que deveria ser deliberação jurídica revelou-se, na terça-feira de setembro, um exercício de autopreservação institucional. Um grupo de ministros, liderado por Flávio Dino, utilizou disputas procedimentais e acusações cruzadas para impedir que investigações contra Alexandre de Moraes chegassem a voto. É um momento que coloca em evidência a tensão permanente entre a independência que a corte proclama e os interesses que, por vezes, a habitam.