Sete meses após a alta hospitalar, pacientes diabéticos que sobreviveram à COVID-19 ainda carregavam o peso de uma recuperação incompleta — um lembrete de que certas vulnerabilidades não desaparecem com o vírus, mas se aprofundam na sua ausência. Um estudo da Universidade de São Paulo, acompanhando 870 internados nos primeiros meses da pandemia, revelou que a inflamação crônica do diabetes e a toxicidade do SARS-CoV-2 formam uma aliança silenciosa que compromete o coração, a mobilidade e a autonomia muito depois do momento agudo. A ciência, aqui, não apenas descreve o sofrimento — ela aponta p
Diabetes prolonga recuperação e agrava sequelas da COVID longa, aponta estudo USP
Diabéticos infectados por SARS-CoV-2 enfrentam recuperação prolongada com maior incidência de quedas (21,1%), perda de mobilidade, incapacidade para atividades diárias e qualidade de vida reduzida.