No coração de uma guerra que há muito apagou a fronteira entre o militar e o civil, um míssil russo caiu sobre um evento de tecnologia de drones nos arredores de Kiev na sexta-feira, matando dez pessoas e ferindo cem. O ataque, parte de uma escalada recíproca que incluiu ofensivas ucranianas contra instalações da gigante Wildberries e uma base em Kirov, revela como a lógica da guerra moderna transforma encontros industriais em alvos legítimos — e civis em danos colaterais de uma disputa que nenhum dos lados parece disposto a encerrar.
Dez morrem em ataque russo contra show de drones na Ucrânia
Eu gostaria que houvesse paz, mas você vê o que eles estão fazendo
Por que um show de drones se tornou alvo militar?
Porque reunia os tomadores de decisão da defesa ucraniana — não era um evento público, mas um encontro de fabricantes, comandantes e agentes de segurança. Para a Rússia, era uma oportunidade de atingir múltiplos alvos de alto valor em um único lugar.
A Ucrânia atacou a Wildberries porque sabia que ela fornecia suprimentos militares?
Zelensky afirmou isso publicamente, mas o Kremlin nega qualquer ligação. O que sabemos é que a Ucrânia atacou a empresa três vezes em uma semana — sugerindo que acreditava estar atingindo algo militarmente significativo, não apenas um varejista.
Como as pessoas comuns estão vivendo isso?
Com medo e confusão. Uma mulher em São Petersburgo disse que quer paz mas vê ataques acontecendo. Uma professora sente que os ataques contra civis só pioram as coisas. Ninguém sabe mais onde termina a infraestrutura civil e começa a militar.
Por que o procurador-geral abriu investigação por negligência?
Porque cem pessoas foram feridas em um evento que deveria ter medidas de segurança adequadas. Críticos questionam como um encontro de defesa tão importante não estava melhor protegido contra ataques aéreos.
Isso vai escalar ainda mais?
Os números sugerem que sim. Ambos os lados estão atacando com mais frequência e em mais locais. A Rússia derrubou 571 drones em uma noite. A Ucrânia está atacando a mesma empresa três vezes em uma semana. Não há sinais de desaceleração.
The Pulse
- Um míssil balístico russo destruiu um show de drones perto de Kiev, matando dez pessoas num evento que reunia fabricantes, militares e agentes de segurança ucranianos.
- A Ucrânia havia lançado horas antes uma onda de drones e mísseis contra depósitos da Wildberries e uma instalação em Kirov, deixando seis mortos e 26 feridos em território russo.
- O procurador-geral ucraniano abriu investigação por negligência, enquanto críticos questionam por que um evento com tantos alvos sensíveis não tinha proteção adequada.
- O Kremlin nega qualquer ligação entre a Wildberries e as forças armadas, mas Zelensky insiste que os depósitos forneciam componentes militares ao exército de ocupação.
- Em Sloviansk, bombas guiadas russas mataram mais cinco civis, e em São Petersburgo moradores expressam medo e desejo de paz enquanto os ataques se intensificam dos dois lados.
No coração de uma guerra que há muito apagou a fronteira entre o militar e o civil, um míssil russo caiu sobre um evento de tecnologia de drones nos arredores de Kiev na sexta-feira, matando dez pessoas e ferindo cem. O ataque, parte de uma escalada recíproca que incluiu ofensivas ucranianas contra instalações da gigante Wildberries e uma base em Kirov, revela como a lógica da guerra moderna transforma encontros industriais em alvos legítimos — e civis em danos colaterais de uma disputa que nenhum dos lados parece disposto a encerrar.
Na sexta-feira, um míssil balístico russo atingiu um show de drones nos arredores de Kiev, matando dez pessoas e ferindo outras cem. O evento reunia fabricantes de defesa, comandantes militares e agentes de segurança ucranianos para uma demonstração de tecnologia — e o exército russo confirmou o ataque pelo Telegram, nomeando explicitamente os participantes que havia visado.
O golpe fazia parte de uma escalada recíproca. Horas antes, a Ucrânia havia lançado drones e mísseis de longo alcance contra depósitos da Wildberries — a gigante do comércio eletrônico russa — perto de São Petersburgo e na Crimeia, além de uma instalação na região de Kirov, onde seis pessoas morreram e 26 ficaram feridas. Era o terceiro ataque ucraniano em uma semana contra a empresa. Zelensky afirmou que os depósitos forneciam componentes de drones e equipamentos militares ao exército russo; o Kremlin negou qualquer ligação entre a Wildberries e suas forças armadas.
O custo humano se alastrou além da capital. Em Sloviansk, última grande cidade da região de Donetsk ainda sob controle ucraniano, bombas guiadas russas mataram cinco pessoas e feriram nove. O procurador-geral Ruslan Kravchenko anunciou investigação por negligência nas medidas de segurança do evento de drones, enquanto críticos do setor de defesa questionaram como um encontro com tantos alvos sensíveis pôde ocorrer sem proteção adequada.
Em São Petersburgo, moradores ouvidos pela AFP expressaram medo e desejo de paz. Para uma professora de 50 anos, os ataques contra alvos civis só aprofundam a raiva. A troca de golpes entre os dois países reflete uma guerra em que ambos os lados alegam visar infraestrutura militar — enquanto civis, de Kiev a Kirov, continuam pagando a conta.
Na sexta-feira, um míssil balístico russo caiu sobre um show de drones nos arredores de Kiev, matando dez pessoas e ferindo outras cem. O evento reunia representantes da indústria de defesa ucraniana — fabricantes, comandantes militares e agentes dos serviços de segurança — em um encontro que pretendia exibir tecnologia de drones ucraniana e estrangeira. O exército russo confirmou o ataque pelo Telegram, nomeando explicitamente o tipo de evento e os participantes que havia visado.
O ataque fazia parte de uma escalada de ataques recíprocos que começou horas antes, quando a Ucrânia lançou uma onda de drones e mísseis de longo alcance contra a Rússia. Os alvos incluíram depósitos da Wildberries, a gigante do comércio eletrônico russa frequentemente descrita como a Amazon russa, em locais próximos a São Petersburgo e na Crimeia anexada. Outro ataque ucraniano atingiu uma instalação na região de Kirov, no centro da Rússia, deixando seis mortos e 26 feridos, segundo o governador Alexander Sokolov. O presidente ucraniano Volodimir Zelensky afirmou na rede X que o depósito da Wildberries atacado nesta sexta-feira fornecia componentes de drones, equipamentos de navegação e suprimentos militares ao exército de ocupação — uma acusação que o Kremlin havia negado anteriormente, insistindo que a empresa não tinha ligações com as forças armadas russas.
Este foi o terceiro ataque ucraniano em uma semana contra instalações da Wildberries. A CEO da empresa, Tatiana Kim, declarou que conseguiram preservar parte das instalações e mercadorias, enquanto as autoridades russas relataram três feridos no ataque de sexta-feira. Durante a noite, Moscou afirmou ter derrubado 571 drones ucranianos em quinze de suas regiões e na Crimeia.
O custo humano se estendeu além de Kiev. Em Sloviansk, uma das últimas cidades da região de Donetsk ainda sob controle ucraniano, duas bombas guiadas russas mataram cinco pessoas e feriram nove. O procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, anunciou a abertura de uma investigação por negligência, enquanto críticos do setor de defesa questionaram as medidas de segurança inadequadas em torno do evento de drones.
Em São Petersburgo, Svetlana, uma caixa de supermercado nos seus 30 anos, expressou seu medo à AFP: "É horrível! O que está acontecendo me assusta. Eu gostaria que houvesse paz, mas você vê o que eles estão fazendo." Para Anna, uma professora de 50 anos, os ataques contra alvos civis só enfureciam ainda mais as pessoas. A troca de ataques reflete uma escalada em que ambos os lados visam infraestrutura que alegam ter importância militar, enquanto civis continuam pagando o preço.
Notable Quotes
É horrível! O que está acontecendo me assusta. Eu gostaria que houvesse paz, mas você vê o que eles estão fazendo— Svetlana, caixa de supermercado em São Petersburgo
Esses ataques contra alvos civis só enfurecem ainda mais as pessoas— Anna, professora de 50 anos