A quase mil e quinhentos metros abaixo da superfície de Dakota do Sul, um detector de xenônio líquido registrou algo que a humanidade nunca havia tocado antes — ou quase isso. Uma colaboração de 250 cientistas de seis países analisou 220 dias de dados e encontrou um único evento que se encaixa no perfil de uma WIMP, a partícula candidata à matéria escura que explica a gravidade invisível que molda galáxias inteiras. Não é ainda uma confirmação, mas é o tipo de sinal que faz a ciência pausar, respirar fundo e continuar olhando.