Messi joga sua última partida pela Argentina nesta terça-feira no Monumental de Núñez, encerrando trajetória de 20 anos como principal referência da Albiceleste. Técnico Scaloni considera o astro insubstituível e ainda não definiu herdeiro da camisa 10, que será escolhido na próxima Data Fifa em novembro.
Despedida de Messi deixa Argentina em busca de novo símbolo
Diego nos deixou e apareceu Messi. E agora?
Por que o momento da despedida de Messi é tão significativo agora, especificamente?
Porque ele está deixando a seleção no pico de sua relevância — campeão do mundo, maior artilheiro da história. Não é uma saída por declínio, é uma escolha.
Mas vale notar que a Argentina perdeu a final da Copa para a Espanha em 2025. Então não é exatamente um final perfeito.
E quanto ao vazio que fica? Scaloni disse que Messi é insubstituível.
Exatamente. Ele reconheceu que não há um jogador que possa fazer o que Messi fez. Cuti Romero é o novo capitão, mas a camisa 10 ainda está aberta.
A questão é: será que a Argentina precisa de um "novo Messi" ou precisa de uma estratégia diferente? Scaloni ainda não respondeu isso.
Como isso se compara ao que aconteceu com Maradona?
Maradona saiu, e depois apareceu Messi. Agora a Argentina está naquela posição de não saber o que vem a seguir.
Mas a diferença é importante: Maradona saiu em 1994, e levou alguns anos até Messi se estabelecer como referência. Não há garantia de que algo semelhante aconteça desta vez.
Quando a Argentina vai decidir quem fica com a camisa 10?
Na próxima Data Fifa, em novembro. Scaloni vai anunciar a decisão então.
Mas isso é apenas um símbolo. O verdadeiro desafio é reconstruir a identidade tática e emocional da seleção sem Messi.
Le Pouls
- Messi joga sua última partida pela Argentina nesta terça-feira contra Benin, no Monumental de Núñez
- Aos 39 anos, encerra trajetória de 20 anos como camisa 10 da Albiceleste
- Maior artilheiro da história da Argentina e campeão do mundo no Catar
- Cuti Romero nomeado novo capitão; camisa 10 será definida em novembro
Messi joga sua última partida pela Argentina nesta terça-feira no Monumental de Núñez, encerrando trajetória de 20 anos como principal referência da Albiceleste. Técnico Scaloni considera o astro insubstituível e ainda não definiu herdeiro da camisa 10, que será escolhido na próxima Data Fifa em novembro.
Lionel Messi encerra sua carreira pela seleção argentina aos 39 anos em amistoso contra Benin, deixando em aberto o futuro da equipe após duas décadas de liderança do camisa 10.
Lionel Messi entra em campo nesta terça-feira à noite no Monumental de Núñez para jogar sua última partida pela Argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra vinte anos de trajetória pela Albiceleste em um amistoso contra Benin, formalizando o que já havia anunciado semanas antes: sua aposentadoria da seleção nacional. O jogo acontece às 20h, horário de Brasília, e marca o fim de uma era que transformou a identidade do futebol argentino.
A carreira de Messi pela seleção foi marcada por contradições e, eventualmente, por glória. Ele é o maior artilheiro da história da Argentina e conquistou a Copa do Mundo no Catar, o título que havia escapado durante décadas. Mas o caminho não foi linear. Houve conflitos internos, uma tentativa de aposentadoria frustrada em 2016 que durou apenas alguns meses, e uma Copa do Mundo perdida para a Espanha em 2025, quando a Argentina chegou à final mas não conseguiu vencer. Apesar disso, ou talvez por causa disso, Messi se consolidou como a principal referência de sua geração, o jogador que a seleção construiu ao redor.
Agora, com sua saída, a Argentina enfrenta uma pergunta que não tinha resposta clara: quem será a Argentina sem Messi? O jornalista Ezequiel Fernández Moores colocou a questão em perspectiva histórica, comparando o momento ao que aconteceu após Diego Maradona deixar a seleção. "Diego nos deixou e apareceu Messi. E agora pensamos em como será sem Messi, mas não sabemos", disse. A diferença é que desta vez não há um Messi à espera nos bastidores.
O técnico Lionel Scaloni já tomou algumas decisões. Ele nomeou Cuti Romero como novo capitão, sinalizando uma mudança de liderança. Mas a camisa 10, aquela que Messi usou durante duas décadas, ainda não tem dono definido. Scaloni afirmou que considera o astro "insubstituível" — uma declaração que reconhece tanto a magnitude do que Messi representou quanto a dificuldade de preencher aquele vazio. A decisão sobre quem herdará o número será tomada na próxima Data Fifa, em novembro, quando a seleção se reunirá novamente.
O que fica claro é que a Argentina não está apenas perdendo um jogador. Está perdendo um símbolo, um ponto de referência que orientou a seleção através de duas décadas de mudanças, crises e, finalmente, conquistas. O que virá depois é ainda uma incógnita que o futebol argentino terá que resolver nos próximos meses.
Citations marquantes
Diego nos deixou e apareceu Messi. E agora pensamos em como será sem Messi, mas não sabemos— Ezequiel Fernández Moores, jornalista
Messi é insubstituível— Lionel Scaloni, técnico da Argentina