Nas dobras íngremes da fronteira entre Nepal e China, onde a terra e o gelo coexistem em equilíbrio precário, um colapso de geleira no dia 26 de agosto de 2026 sepultou centenas de vidas sob lama e escombros. Quatro dias depois, 768 mortos foram confirmados e mais de três mil pessoas permanecem desaparecidas — um número que carrega, em si, a dimensão de comunidades inteiras apagadas. O evento não é apenas uma tragédia natural: é também um espelho do desequilíbrio climático global, que castiga com maior brutalidade aqueles que menos contribuíram para criá-lo.
Deslizamento no Nepal e China deixa 768 mortos e mais de 3 mil desaparecidos
768 pessoas mortas, mais de 3.000 desaparecidas, cerca de 100 trabalhadores potencialmente presos em túnel; centenas de corpos enterrados em sepulturas coletivas.