No Brasil, a promessa de proteção contra o HPV chega de forma desigual: meninas estão mais próximas da meta de cobertura, mas meninos ficam para trás, e regiões como o Acre enfrentam taxas alarmantemente baixas, agravadas por desconfiança histórica e desinformação. O vírus, responsável por cânceres que afetam homens e mulheres, não distingue fronteiras nem gênero — mas as políticas de imunização, na prática, ainda o fazem. A janela de proteção é estreita e, uma vez perdida, raramente se reabre sem custo.
Desigualdade vacinal contra HPV deixa jovens desprotegidos, especialmente no Norte
Jovens desprotegidos contra HPV enfrentam risco aumentado de cânceres cervical, peniano, anal, vulvar, vaginal e orofaríngeo na vida adulta.