Seis meses após assumir a presidência chilena com um mandato centrado em segurança e imigração, José Antonio Kast se vê diante de uma crise que não estava no centro de sua campanha: desemprego em 9,5%, inflação em 4,1% e aprovação de apenas 35%. O episódio revela uma tensão antiga na política latino-americana — líderes são eleitos sob o signo do medo, mas governam sob o peso do cotidiano. O Chile, como tantas vezes antes, lembra ao continente que o bolso tem memória mais longa do que o medo.