Há frases que circulam sem autor confirmado e ainda assim tocam algo verdadeiro sobre a condição humana. Uma delas, atribuída a Carl Jung sem comprovação documental, convida a refletir sobre o custo silencioso de reter esperança em quem já partiu — e sobre como essa retenção, ao ocupar todo o espaço interior, impede que novas formas de presença e conexão possam se instalar. O desapego, nessa leitura, não é esquecimento nem traição ao passado, mas um ato de honestidade com o presente e com os próprios limites da reciprocidade.