Num domingo de agosto que recusou comportar-se como tal, o teto do Oeiras Parque cedeu ao peso de uma chuva que não deveria existir nesta época do ano. O incidente — sem feridos, mas com lojas encerradas e uma zona de passagem transformada em área de risco — é o sinal mais visível de uma perturbação atmosférica atípica, alimentada por uma depressão a nordeste dos Açores que traz ao verão português a instabilidade própria do outono. O que desabou não foi apenas estuque e água: foi também a ilusão de que agosto permanece, em Portugal, uma estação previsível.