Deputado argentino tem celular roubado ao vivo na Paulista durante entrevista

segurança no Brasil é estadual, e o governador é bolsonarista
Paulón respondeu críticos que tentavam politizar o roubo que sofreu na avenida Paulista.
Mark

Como é que um deputado argentino acaba na Paulista durante um ato de campanha de Lula?

Mimi

Paulón estava acompanhando o evento de campanha do presidente. Aproveitou para fazer uma entrevista ao vivo com uma rádio argentina sobre as eleições brasileiras.

Luke

Mas qual era o propósito dele estar lá? Ele é um observador oficial, um apoiador, um jornalista?

Mark

E o roubo aconteceu enquanto ele estava falando?

Mimi

Exatamente. Ele estava na calçada da Paulista, ao vivo na Rádio Rebelde, quando um homem em bicicleta puxou o celular de sua mão.

Luke

E ninguém o ajudou? Ninguém tentou impedir?

Mark

O criminoso foi identificado?

Mimi

Seu rosto apareceu na transmissão ao vivo. Ele estava de camiseta branca e com uma mochila de entrega de aplicativo.

Luke

Mas isso não significa que foi preso ou identificado pela polícia. Apenas que sua imagem ficou registrada.

Mark

Paulón respondeu politicamente ao incidente?

Mimi

Sim. Ele criticou pessoas de direita que tentavam culpar Lula pelo roubo. Apontou que segurança é responsabilidade estadual, e o governador de São Paulo é bolsonarista.

Luke

Isso é uma resposta legítima ou uma forma de desviar a conversa de um crime real que aconteceu com ele?

  • Um deputado argentino tem o celular arrancado da mão em plena transmissão ao vivo, com o rosto do ladrão capturado involuntariamente pela câmera do aparelho roubado.
  • O incidente ocorre num momento politicamente carregado: Paulón acabara de elogiar Lula e cobria um ato de campanha presidencial na avenida Paulista.
  • O vídeo se espalha rapidamente nas redes, e grupos opositores tentam transformar o roubo em munição política contra o governo federal.
  • Paulón rebate as instrumentalizações lembrando que a segurança pública é responsabilidade estadual — e que o governador de São Paulo é bolsonarista.
  • O episódio reafirma uma realidade persistente: roubos a celular em locais movimentados seguem sendo rotina nas ruas de São Paulo, independentemente de quem governa o país.

Em plena avenida Paulista, no sábado 3 de outubro, o deputado argentino Esteban Paulón vivia dois mundos ao mesmo tempo: falava ao vivo sobre política e democracia para ouvintes em seu país, enquanto a cidade ao redor seguia seu ritmo implacável. Um homem de bicicleta interrompeu a transmissão com um gesto veloz, levando o celular — e, sem saber, carregando consigo a própria imagem gravada. O episódio, banal na escala da violência urbana paulistana, tornou-se espelho de um tempo em que crime, política e redes sociais se fundem em narrativas instantâneas.

Na tarde de sábado, 3 de outubro, Esteban Paulón estava na calçada da avenida Paulista transmitindo ao vivo para a Rádio Rebelde, na Argentina. Ele havia acompanhado um ato de campanha do presidente Lula e aproveitava para comentar a política brasileira com seu público. Momentos antes do que viria a seguir, elogiava Lula como um dos poucos líderes com coragem de enfrentar Donald Trump.

A transmissão foi interrompida de forma abrupta e inesperada. Um homem em bicicleta, vestindo camiseta branca e mochila de entregador de aplicativo, passou por Paulón e arrancou o celular de sua mão em um único movimento. O que o ladrão não sabia: a câmera ainda transmitia. Seu rosto ficou registrado ao vivo, capturado pelo próprio aparelho que acabara de roubar.

Depois do ocorrido, Paulón publicou o vídeo no X e aproveitou o espaço para responder às tentativas de politizar o incidente. Com clareza, lembrou que a segurança pública no Brasil é atribuição dos governos estaduais — e que o governador de São Paulo é um aliado da oposição a Lula. O episódio, ao mesmo tempo corriqueiro e simbólico, revelou como um simples roubo de rua pode ser rapidamente absorvido pela polarização política, transformando o cotidiano urbano em campo de disputa narrativa.

Esteban Paulón, deputado argentino, estava em pé na calçada da avenida Paulista no sábado, 3 de outubro, falando ao vivo para a Rádio Rebelde de seu país. O tema era as eleições brasileiras. Ele havia acompanhado um ato de campanha do presidente Lula naquele dia e aproveitava o momento para comentar sobre política brasileira com seu público em casa.

Mas a transmissão não correu como planejado. Um homem em uma bicicleta passou por Paulón e, em um gesto rápido, arrancou o celular de sua mão. O roubo aconteceu enquanto a câmera ainda transmitia. O criminoso — vestindo uma camiseta branca e carregando uma mochila de entrega de aplicativo — não sabia que estava sendo filmado. Seu rosto ficou visível na transmissão ao vivo, capturado involuntariamente pelo próprio aparelho que havia roubado.

A transmissão não foi interrompida imediatamente. Paulón continuava falando sobre o presidente Lula quando o incidente ocorreu. Momentos antes do roubo, ele havia feito elogios ao líder brasileiro, destacando que Lula era um dos poucos presidentes do mundo com coragem suficiente para enfrentar Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Depois do ocorrido, Paulón compartilhou o vídeo do roubo em sua conta no X, a rede social anteriormente conhecida como Twitter. Mas seu foco não foi apenas relatar o crime. Ele também respondeu a críticos que tentavam usar o incidente para fazer ataques políticos contra Lula. Paulón apontou que a segurança pública no Brasil é responsabilidade dos governos estaduais, não do presidente. O governador de São Paulo, ressaltou, é bolsonarista — ou seja, alinhado com a oposição a Lula.

O episódio ilustra uma realidade comum nas ruas de São Paulo: roubos a celular em locais públicos, mesmo durante o dia e em avenidas movimentadas. Também expõe como eventos políticos e incidentes de segurança podem se entrelaçar rapidamente nas redes sociais, com diferentes grupos tentando extrair narrativas políticas de situações cotidianas de crime urbano.

Para aqueles que estão tentando fazer uso político do assalto que sofri em São Paulo, só o que digo é que a segurança no Brasil é estadual, e o governador de São Paulo é bolsonarista
— Esteban Paulón, em postagem no X
Quer a matéria completa? Leia o original em UOL Notícias ↗
Fale Conosco FAQ