Em Portugal, o mercado de depósitos a prazo atravessa um momento de renovado dinamismo: os bancos ajustam as suas ofertas com uma frequência incomum, e as taxas de juro sobem de forma gradual mas consistente. Em outubro de 2026, mais de 200 produtos já oferecem remunerações iguais ou superiores a 1,70%, num contexto em que a Euribor continua a escalar e o BCE mantém o seu ciclo de aperto monetário. Para o poupador comum, este movimento representa uma oportunidade que não se via há anos — e que poderá ainda não ter atingido o seu pico.
Depósitos a Prazo em Outubro: Taxas Sobem e Ultrapassam 2,5% em Mais Ofertas
Dinamismo neste mercado como há muito não se via
Porque é que isto importa agora? Depósitos a prazo sempre existiram.
Porque durante anos as taxas foram praticamente zero. Agora estão a 1,7%, 2%, até 2,5%. Para quem tem poupanças, isto é a diferença entre ganhar nada e ganhar algo real.
Mas esses 200 depósitos — é uma recolha exaustiva ou não? O texto diz que não é.
Não é. Portanto há provavelmente mais. Mas o ponto é que há oferta real acima de 1,70%, não é apenas uma ou duas instituições.
E o Banco Português de Gestão baixou as taxas. Isso não é estranho?
É uma exceção. A maioria está a subir. Mas sim, esse banco simplificou e reduziu significativamente.
A taxa média oficial é 1,62% em agosto, mas estamos em outubro. Não sabemos qual é a média real agora porque o Banco de Portugal atrasa dois meses.
Exatamente. Os dados oficiais ficam sempre para trás. Por isso é que este acompanhamento de 250 depósitos é útil — dá uma visão mais atual.
Isto vai durar?
Tudo aponta para sim. Euribor a subir, inflação em recordes, o BCE a manter a política de taxas altas.
Mas ninguém sabe quanto tempo. Isso é especulação, ainda que bem fundamentada.
O Pulso
- O ritmo de ajustes nos depósitos a prazo intensificou-se: em apenas dez dias, 24 bancos introduziram subidas, novos produtos e reajustes sucessivos nas suas ofertas.
- A inflação em máximos históricos e a Euribor em alta criam pressão sobre os bancos para competirem pela poupança dos clientes, tornando o mercado mais favorável ao depositante.
- Há exceções que revelam a assimetria do mercado: enquanto alguns bancos sobem taxas, o Banco Português de Gestão reduziu significativamente as suas, e uma instituição lançou novos depósitos a apenas 1,3% — muito abaixo da média.
- O número de depósitos que superam os 2,5% dos certificados de aforro cresce e já inclui ofertas permanentes, sinalizando uma mudança estrutural e não apenas promocional.
- Os dados oficiais do Banco de Portugal chegam com dois meses de atraso — a taxa média de agosto era 1,62% — mas a realidade de outubro já é substancialmente mais favorável para quem poupa.
Em Portugal, o mercado de depósitos a prazo atravessa um momento de renovado dinamismo: os bancos ajustam as suas ofertas com uma frequência incomum, e as taxas de juro sobem de forma gradual mas consistente. Em outubro de 2026, mais de 200 produtos já oferecem remunerações iguais ou superiores a 1,70%, num contexto em que a Euribor continua a escalar e o BCE mantém o seu ciclo de aperto monetário. Para o poupador comum, este movimento representa uma oportunidade que não se via há anos — e que poderá ainda não ter atingido o seu pico.
O mercado de depósitos a prazo em Portugal vive um período de agitação pouco habitual. Em apenas dez dias, as 24 instituições acompanhadas regularmente introduziram múltiplas subidas de taxas, novos produtos e reajustes frequentes — um dinamismo que contrasta com a letargia que caracterizou este segmento durante anos.
O movimento não é uniforme. Há bancos que já tinham ajustado as suas ofertas recentemente e voltaram a fazê-lo. Há exceções que vão no sentido contrário: o Banco Português de Gestão simplificou a sua gama e reduziu as taxas do seu depósito de referência. Outra instituição lançou novos depósitos para os prazos mais procurados — 3, 6 e 12 meses — mas a remunerar apenas 1,3%, muito abaixo do que o mercado já oferece.
O dado mais significativo é o crescimento do número de depósitos que superam os 2,5% dos certificados de aforro — e que já não se limitam a produtos promocionais. A 4 de outubro, existiam 200 depósitos com taxa anual nominal bruta igual ou superior a 1,70%, num levantamento que não pretende ser exaustivo. Os dados oficiais do Banco de Portugal, que chegam com dois meses de atraso, ainda registavam 1,62% em agosto.
O contexto macroeconómico sustenta a tendência: a Euribor continua a subir, a inflação bate recordes e o BCE mantém o seu ciclo de subida de taxas. Para o poupador, os sinais apontam para que as condições atuais se consolidem — ou melhorem — nos meses seguintes.
O mercado de depósitos a prazo em Portugal está numa fase de movimento acelerado. Nos dez dias que separam a última atualização do comparativo de produtos até ao início de outubro, os bancos ajustaram significativamente as suas ofertas de taxa de juro. Entre as 24 instituições acompanhadas regularmente, surgiram múltiplas subidas, novos depósitos em catálogo e reajustes frequentes — um dinamismo que não se via há bastante tempo neste segmento.
O fenómeno é visível em várias frentes. Há bancos que já tinham feito alterações substanciais há pouco tempo e voltaram a introduzir pequenos ajustes nos últimos dias. Há exceções notáveis: o Banco Português de Gestão não apenas simplificou a sua oferta como reduziu significativamente as taxas do seu depósito de referência. Noutro caso, uma instituição que habitualmente não figura no topo das ofertas criou uma nova gama de depósitos para os prazos mais procurados — 3, 6 e 12 meses — remunerando a 1,3% em taxa anual nominal bruta, muito abaixo da média do mercado.
Mas o dado mais relevante é outro: o número de depósitos a prazo que ultrapassam a taxa de 2,5% — o valor de referência pago pelos certificados de aforro — continua a crescer e a estender-se para além dos produtos promocionais. Isto significa que ofertas permanentes, não limitadas no tempo, já conseguem competir com este patamar.
Os números oficiais chegam com atraso. O Banco de Portugal divulga a taxa média de novos depósitos com um desfasamento de cerca de dois meses. Em agosto, essa taxa fixou-se em 1,62%. Mas o retrato da oferta disponível a 4 de outubro já é bem diferente: existem 200 depósitos a prazo — numa recolha que não pretende ser exaustiva — com taxa anual nominal bruta igual ou superior a 1,70%. A subida é lenta mas está a acelerar.
O contexto macroeconómico reforça esta tendência. A Euribor nos seus vários prazos continua a subir, acompanhando a taxa de juro passiva. Ao mesmo tempo, a inflação bate recordes dos últimos anos. Estes sinais sugerem que a política monetária do Banco Central Europeu — que tem vindo a aumentar as taxas de juro — deverá manter este curso por mais tempo. Para o poupador, isto significa que as condições atuais de remuneração dos depósitos a prazo tendem a consolidar-se ou a melhorar ainda mais nos próximos meses.
Citações Notáveis
A oferta disponível a 4 de outubro já conta com 200 depósitos a prazo com taxa anual nominal bruta igual ou superior a 1,70%— Análise do comparativo de depósitos a prazo