Duas democracias de peso global chegam, quase em uníssono, a momentos eleitorais que transcendem a simples alternância de poder. Em Israel, Benjamin Netanyahu tenta costurar uma direita fragmentada enquanto se apresenta como vítima de perseguição, transformando sua sobrevivência política em causa coletiva. Nos Estados Unidos, um processo paralelo reforça a sensação de que o mundo democrático ocidental atravessa, ao mesmo tempo, uma reavaliação profunda de seus próprios fundamentos.