Dembélé em estado de graça, três gols, um show
Em Boston, sob as luzes de uma Copa do Mundo que já revela suas hierarquias, a França confirmou o que muitos suspeitavam: Ousmane Dembélé carrega consigo uma forma de genialidade que transforma partidas em demonstrações. Com três gols no primeiro tempo, os Bleus encerraram a fase de grupos invictos e lançaram a Noruega — sem Haaland, sem Odegaard — em direção a um caminho que pode cruzar com o Brasil. O futebol, como sempre, organiza seus destinos com a frieza de um sorteio e a poesia de um encontro inevitável.
- Dembélé marcou hat-trick em menos de 32 minutos, transformando o que poderia ser um duelo equilibrado em uma exibição de domínio técnico absoluto.
- A Noruega, que entrou em campo sem seus maiores astros, ainda assustou com um gol de Aasgaard e forçou Maignan a defender um pênalti no segundo tempo.
- A França encerrou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, consolidando-se como uma das favoritas mais sólidas ao título.
- A Noruega enfrenta a Costa do Marfim em Dallas nas oitavas, mas o verdadeiro peso do resultado está no horizonte: uma possível batalha contra o Brasil nas quartas de final.
Em Boston, a França encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com uma vitória avassaladora sobre a Noruega, mantendo o aproveitamento perfeito na competição. O protagonista da noite foi Ousmane Dembélé, eleito melhor jogador do mundo no último The Best, que marcou três gols — todos no primeiro tempo — em uma exibição de técnica e frieza.
O jogo começou em velocidade máxima: menos de trinta segundos após o apito, Mbappé já acertava o travessão. Aos sete minutos, ele encontrou Dembélé pela direita, e o atacante do PSG finalizou cruzado com elegância para abrir o placar. A parceria se repetiu no segundo gol, com Dembélé vencendo o goleiro Selvik com um chute em curva. A Noruega respondeu com um belo gol de Aasgaard, mas a alegria durou pouco: aos 32 minutos, Dembélé completou o hat-trick com mais um chute curvo.
No segundo tempo, Oscar Bobb foi derrubado na área e Strand Larsen cobrou o pênalti — mas Maignan defendeu, mantendo a vantagem francesa intacta. Nos acréscimos, Desiré Doué, companheiro de Dembélé no PSG, ampliou com um cabeceio e fechou a conta.
A França, que pouco alterou sua escalação, garantiu a liderança do Grupo I e aguarda um dos melhores terceiros colocados na próxima terça-feira. Já a Noruega — que entrou em campo sem Haaland e Odegaard — enfrentará a Costa do Marfim em Dallas. O resultado, porém, carrega um peso maior: se o Brasil superar o Japão nas oitavas, serão os nórdicos o próximo adversário dos sul-americanos nas quartas de final.
Em Boston, a França consolidou sua supremacia no Grupo I da Copa do Mundo de 2026 com uma exibição ofensiva avassaladora. Ousmane Dembélé, eleito melhor jogador do mundo na última cerimônia do The Best, marcou três gols — todos no primeiro tempo — e conduziu os Bleus a uma vitória confortável sobre a Noruega que manteve o aproveitamento perfeito da seleção francesa na competição.
O jogo começou com intensidade imediata. Menos de trinta segundos após o apito inicial, Kylian Mbappé já testava o goleiro norueguês com um chute que acertou o travessão. A pressão francesa não arrefeceu. Aos sete minutos, Mbappé executou uma inversão de jogo precisa pela esquerda, encontrando Dembélé com espaço na direita. O atacante do Paris Saint-Germain invadiu a área, fingiu uma direção, mudou para a outra e finalizou cruzado com elegância. Gol.
A parceria entre Mbappé e Dembélé se repetiu pouco depois. Novamente foi o camisa 10 quem serviu o passe, e novamente Dembélé finalizou com curva, desta vez vencendo o goleiro Egil Selvik. A Noruega respondeu rapidamente. Saindo do fundo, construiu uma jogada pelo lado esquerdo que chegou a Thelo Aasgaard, que dribla seu marcador e soltou um chute potente. A execução foi tão limpa que Mike Maignan, goleiro francês, nem tentou defender. Mas a alegria escandinava durou pouco. Aos 32 minutos, Dembélé completou seu hat-trick com outro chute curvo, desta vez partindo da ponta direita em direção ao centro do campo.
O segundo tempo trouxe um momento de tensão para a França. Oscar Bobb costurou a defesa francesa dentro da área e foi derrubado. Jorgen Strand Larsen cobrou o pênalti, mas Maignan fez a defesa. A Noruega continuou buscando reduzir a desvantagem, mas sem criar oportunidades tão claras quanto aquela. Nos acréscimos, Desiré Doué, companheiro de Dembélé no PSG, ampliou o placar com um cabeceio.
Com a vitória, a França garantiu a primeira colocação do grupo e enfrentará um dos oito melhores terceiros colocados na próxima terça-feira, dia 30 de junho. Os campeões mundiais de 2018 e vice-campeões de 2022 pouco alteraram sua escalação em relação aos jogos anteriores, enquanto a Noruega optou por uma formação bastante diferente, deixando Erling Haaland e Martin Odegaard no banco.
A Noruega, já classificada antes desta rodada, enfrentará a Costa do Marfim nos 16 avos de final, também na terça-feira, em Dallas. Esse resultado coloca os nórdicos potencialmente no caminho do Brasil. Se a seleção brasileira superar o Japão nas oitavas de final, a Noruega será seu adversário nas quartas de final — um encontro que ganha peso especial pela trajetória de ambas as equipes na competição.
Notable Quotes
Ousmane Dembélé, eleito melhor jogador do mundo na última cerimônia do The Best, marcou três gols e conduziu os Bleus a uma vitória confortável— Contexto da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que Dembélé foi tão decisivo neste jogo em particular?
Ele tinha espaço. A Noruega escalou uma formação diferente, deixando seus principais defensores no banco, e a França aproveitou isso imediatamente. Mbappé criava, Dembélé finalizava. Era uma combinação que funcionava a cada tentativa.
A Noruega não tinha chance, então?
Tinha, mas não soube aproveitar. Aasgaard marcou um gol bonito, e tiveram um pênalti no segundo tempo. O problema é que a França estava em outro patamar naquele dia.
E quanto ao Brasil? Como isso afeta o caminho deles?
Se o Brasil vencer o Japão, enfrenta a Noruega nas quartas. Não é um adversário fácil, mas a Noruega não está no nível da França. É um cenário completamente diferente.
Você acha que a França vai ganhar o torneio?
Eles têm tudo para isso. Mantiveram 100% de aproveitamento, têm jogadores em forma — Dembélé provou isso hoje — e conhecem o caminho de vencer Copas. Mas futebol é imprevisível.
O que você achou da decisão da Noruega de deixar Haaland e Odegaard no banco?
Arriscada. Você não deixa seus melhores jogadores fora em um confronto direto pela liderança. Talvez fosse para poupar para o jogo contra a Costa do Marfim, mas custou caro.