Em setembro de 2026, uma decisão individual do ministro André Mendonça de afastar os chefes da Polícia Federal abriu uma fissura visível entre o Supremo Tribunal Federal e a corporação que investiga as mais altas autoridades do país. A Associação dos Delegados da PF não contestou apenas o mérito do afastamento, mas a forma — lembrando que instituições sólidas se constroem tanto pelo que decidem quanto pelo modo como decidem. O episódio revela uma tensão antiga: a de uma polícia de Estado que ainda opera sob lógicas de confiança política, sem os ancoradouros institucionais que lhe garantiriam a