Em agosto de 2026, o Centro-Norte do Brasil e a região do Matopiba enfrentam uma combinação silenciosa e perigosa: solo ressecado, temperaturas acima do normal e uma atmosfera que drena a água das plantas com implacável eficiência. O déficit hídrico acumulado, que pode ultrapassar 56 milímetros no oeste da Bahia, não é apenas um número técnico — é o retrato de lavouras que lutam para sobreviver no momento mais delicado de seu ciclo. Enquanto o Sul colhe os frutos de chuvas recentes, o Cerrado lembra que a terra, quando esquecida pela chuva, cobra seu preço nas colheitas.