Em meio a uma crise de liquidez que se aprofunda, o Banco de Brasília aguarda uma decisão que pode definir seu destino — e o STF, ao abrir um prazo de 45 dias, transformou uma urgência financeira em uma espera institucional. O ministro Luiz Fux, ao escalonar manifestações do governo Lula, do Banco Central e do FGC, devolveu ao tempo uma questão que o caixa do BRB não tem o luxo de aguardar. O que está em jogo não é apenas a sobrevivência de um banco regional, mas a capacidade do Estado de resolver suas próprias crises sem que a política eleitoral e a insegurança jurídica paralisem o processo.