De R$ 8 mil a R$ 800 mil: casal transforma Kombis em negócio de casas sobre rodas

A gente ouve a ideia e transforma em realidade
Nathália descreve o diferencial da empresa: personalização total de cada projeto.
Mark

Como é que dois bartenders sem experiência em construção conseguem chegar a R$ 800 mil de faturamento em um ano?

Mimi

Começaram pequeno, com R$ 8 mil, e reinvestiram cada lucro na próxima Kombi. Não tentaram escalar rápido demais — deixaram o negócio crescer organicamente.

Luke

Mas R$ 800 mil é faturamento bruto, certo? Não sabemos a margem de lucro real, quanto custa material, mão de obra, aluguel do espaço.

Mark

Entendo. E como eles aprenderam a fazer isso tudo sem treinamento formal?

Mimi

Aprenderam na prática. Desenharam projetos, fizeram maquetes, erraram, acertaram. Cada Kombi foi uma aula.

Luke

Isso é admirável, mas também é um risco — sem formação técnica, como garantem qualidade e segurança estrutural dos veículos?

Mark

Qual é o diferencial deles no mercado? Tem muita gente fazendo isso agora.

Mimi

A personalização total. Eles não vendem um modelo padrão — cada projeto é feito sob medida. Uma Kombi cigana, um estúdio de podcast móvel, um banheiro interno que ninguém mais faz.

Luke

Mas a gente não sabe quantos concorrentes existem, qual é o preço médio do mercado, ou se R$ 28 mil por uma Kombi é caro ou barato comparado com outras empresas.

Mark

E agora, qual é o próximo passo para eles?

Mimi

Estão investindo em tecnologia CNC para aumentar produtividade. Conseguem entregar até quatro veículos por mês, mas a demanda segue crescendo.

Luke

A máquina CNC é um bom sinal de profissionalização, mas também significa que o processo deixa de ser totalmente artesanal — isso pode ser bom para escala, mas pode mudar o que os clientes procuram neles.

  • Sem experiência e com apenas R$ 8 mil, o casal apostou tudo em um mercado que mal conhecia, aprendendo na prática enquanto a pandemia fechava portas ao redor.
  • A cada veículo vendido, o lucro virava investimento imediato — um ciclo que transformou uma garagem apertada em uma empresa com clientes de todo o Brasil.
  • A demanda por projetos 100% personalizados — de Kombis ciganas para teatro a estúdios de podcast móvel — cresce mais rápido do que a capacidade de entrega, que hoje chega a quatro veículos por mês.
  • A aquisição de uma máquina CNC sinaliza a transição do artesanal para o escalável, sem que o casal abra mão da personalização que é a alma do negócio.
  • Clientes como a família Costa, que viaja com filhos e pet em uma Kombi com banheiro interno e pastilhas 3D na cozinha, mostram que o produto vende não apenas mobilidade, mas um estilo de vida.

Em Guarulhos, um casal que servia drinks e atendia mesas descobriu que o desejo de viajar pode se tornar o motor de um negócio. Nathália e Murillo transformaram R$ 8 mil, uma garagem e vídeos nas redes sociais em uma empresa que já customizou quase 150 Kombis e faturou R$ 800 mil em 2024 — lembrando que grandes empreendimentos muitas vezes nascem de sonhos modestos e mãos dispostas a aprender.

Nathália Custódio e Murillo Átilla trabalhavam num bar em Guarulhos — ele como garçom, ela preparando drinks — quando vídeos de motorhomes nas redes sociais acenderam uma ideia. Sem experiência, aprenderam tudo na prática: desenharam projetos, fizeram maquetes e, com R$ 8 mil de investimento inicial, montaram artesanalmente a primeira Kombi.

A primeira unidade foi vendida durante a pandemia, e a segunda saiu da garagem de casa com comprador garantido. "Cada vez que entrava o lucro, a gente investia na próxima", lembra Murillo. No quarto veículo, o que era hobby virou empresa.

Hoje, com quase 150 veículos transformados e faturamento de R$ 800 mil em 2024, o casal atende clientes de todo o Brasil. Cada projeto é desenhado sob medida — já criaram uma Kombi cigana para apresentações teatrais e um estúdio de podcast móvel. "A gente ouve a ideia e transforma em realidade", diz Nathália.

Um dos projetos mais marcantes foi para a família Costa, que queria viajar com filhos e pet. A adaptação, por R$ 28 mil, incluiu pastilhas 3D na cozinha, divisórias personalizadas e banheiro interno — exigência que só Nathália e Murillo toparam executar. "A melhor coisa é chegar num camping, relaxar e curtir a paisagem", conta a cliente Ana Paula.

O processo continua artesanal, mas o casal investiu em uma máquina CNC para ganhar produtividade. Entregam até quatro veículos por mês, enquanto a demanda segue crescendo — prova de que uma garagem apertada pode ser o ponto de partida para transformar a forma como as pessoas pensam em viajar.

Nathália Custódio e Murillo Átilla trabalhavam em um bar em Guarulhos — ele como garçom, ela preparando drinks — quando decidiram transformar um sonho alimentado por vídeos nas redes sociais em algo concreto. Fascinados por motorhomes, queriam construir seu próprio veículo para viajar. Sem experiência prévia, aprenderam tudo na prática: desenharam projetos, fizeram maquetes, e com apenas R$ 8 mil de investimento inicial, começaram a montar a primeira Kombi artesanalmente, aproveitando materiais e contando com muita criatividade.

A primeira unidade foi vendida durante a pandemia, trazendo uma renda que ninguém esperava. A segunda saiu da garagem apertada de casa e também encontrou comprador rapidamente. "Cada vez que entrava o lucro, a gente investia na próxima", lembra Murillo. Quando chegaram ao quarto veículo, algo mudou: nasceu a empresa especializada em transformar utilitários em casas sobre rodas.

Hoje, com quase 150 veículos já transformados, o casal atende clientes de todo o Brasil. O faturamento em 2024 chegou a R$ 800 mil. Cada projeto é 100% personalizado, desenhado sob medida para quem quer viajar com conforto e estilo. "A gente ouve a ideia e transforma em realidade. Esse é o nosso maior desafio", diz Nathália. Os pedidos variam bastante: já criaram uma Kombi cigana para apresentações teatrais e até um estúdio de podcast móvel.

Um dos projetos mais significativos foi para a família Costa, que queria viajar com os filhos e o pet. Ana Paula, cliente da empresa, descreve o resultado: "A melhor coisa no fim de semana é chegar num camping, relaxar, tomar um café e curtir a paisagem". A adaptação custou R$ 28 mil e incluiu detalhes como pastilhas 3D na cozinha, divisórias personalizadas e um banheiro interno — uma exigência que apenas Nathália e Murillo aceitaram realizar.

Apesar do crescimento, o casal mantém o processo artesanal no coração do negócio. Recentemente investiram em uma máquina CNC para facilitar os cortes e aumentar a produtividade. Conseguem entregar até quatro veículos por mês, mas a demanda continua crescendo. O que começou como um investimento mínimo em uma garagem apertada virou uma operação que transforma a forma como as pessoas pensam em viajar.

Cada vez que entrava o lucro, a gente investia na próxima
— Murillo Átilla
A gente ouve a ideia e transforma em realidade. Esse é o nosso maior desafio
— Nathália Custódio
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