De paixão a R$ 3,3 milhões: empreendedora transforma moda em negócio de sucesso

Você sofre tanto para construir a mulher que é e quer mostrar ela
Carol Assunção explica por que a moda funciona como ferramenta de expressão pessoal para suas clientes.
Mark

Por que você acha que a história de Carol importa agora, em 2026? Parece ser apenas sobre uma loja de roupas que cresceu.

Mimi

Importa porque mostra algo real sobre empreendedorismo feminino — não é uma história de sucesso instantâneo. São quatro anos quebrando, estudando, tendo vergonha e fazendo mesmo assim. E porque ela entendeu que o digital não era uma ameaça à loja física, era uma extensão do relacionamento que ela já construía.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos com os números. R$ 3,3 milhões em 2025 — é faturamento bruto, não lucro. Não sabemos a margem dela, não sabemos quanto disso fica como ganho real. E "quatro anos quebrando" é uma frase dela, não uma auditoria.

Mimi

Verdade. Mas o ponto não é que ela ficou rica. É que ela transformou algo que não funcionava em algo que funciona, e fez isso aprendendo no caminho.

Mark

E o que mudou especificamente? Qual foi a decisão que virou o jogo?

Mimi

Duas coisas aconteceram juntas: ela parou de confiar só no instinto e começou a estudar gestão, precificação, marketing. E ao mesmo tempo, levou o atendimento personalizado dela para as redes sociais. Não era mais só quem passava pela rua que podia comprar.

Luke

Mas a fonte não diz exatamente quando isso aconteceu. "Alguns anos depois" é vago. E não sabemos se foi a presença digital que causou o crescimento ou se foi outra coisa — talvez a qualidade do produto melhorou, talvez o boca a boca funcionou.

Mimi

Justo. O que sabemos é que ela começou a aparecer nas redes, começou a compartilhar conhecimento, e depois disso as vendas cresceram. A sequência está clara, mas a causalidade exata não.

Mark

E essa coisa de "menos padrão, mais liberdade" — é um posicionamento genuíno ou é marketing?

Mimi

Parece genuíno porque nasceu de experiências pessoais dela. Ela precisou reinventar seu próprio estilo em diferentes momentos da vida. Não é um slogan que ela inventou para vender. É algo que ela viveu.

Luke

Mas a gente só tem a palavra dela sobre isso. Não há verificação independente de que esse é realmente o diferencial competitivo dela ou se é só como ela gosta de falar sobre o negócio.

Mimi

Certo. O que a gente pode dizer com segurança é que ela fala assim, que suas clientes parecem responder bem a isso, e que o negócio cresceu. O resto é interpretação.

Mark

Então o que fica?

Mimi

Fica que uma mulher começou do zero, enfrentou fracasso real, decidiu aprender, e construiu algo que as pessoas querem. Não é glamouroso, mas é real.

  • Investimento inicial de R$ 60 mil em 2025 gerou faturamento de R$ 3,3 milhões
  • Quatro anos de dificuldades financeiras com faturamento mensal inferior a R$ 50 mil
  • Loja física em São Caetano do Sul, ABC Paulista, expandida para vendas online em todo o Brasil
  • Começou como complemento de renda durante a faculdade

Iniciativa começou como complemento de renda na faculdade e evoluiu para negócio estruturado com investimento inicial de R$ 60 mil. Empreendedora enfrentou quatro anos de dificuldades financeiras antes de reorganizar a empresa e expandir para redes sociais e comércio eletrônico.

Carol Assunção transformou uma venda informal de roupas em uma loja de moda feminina que fatura R$ 3,3 milhões anuais, apostando em atendimento personalizado e presença digital para conectar mulheres com peças que representam suas identidades.

Carol Assunção começou vendendo roupas para pagar a faculdade. Era um bico, uma forma de ganhar dinheiro extra enquanto estudava, sem grandes pretensões ou planejamento. Mas algo naquela atividade a puxava — a relação com as peças, a forma como uma roupa certa podia mudar o dia de alguém, como a moda funcionava como linguagem. Aos poucos, o bico virou obsessão. A obsessão virou negócio. Hoje, em 2025, sua loja de moda feminina em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, fatura R$ 3,3 milhões por ano.

Mas o caminho até ali foi áspero. Quando Carol abriu a loja com um investimento inicial de R$ 60 mil, ela não tinha um plano de negócios. Tinha gosto, tinha intuição, tinha a capacidade de olhar para uma peça e saber se funcionaria com suas clientes. Nada mais. Ela acreditava que estar em uma rua movimentada garantiria vendas. Não garantiu. Durante quatro anos, a loja mal conseguia faturar R$ 50 mil mensais enquanto pagava R$ 5 mil de aluguel e mantinha duas funcionárias. "Eu só não fechei as portas, mas eu quebrei", resume ela, com a clareza de quem viveu aquilo.

O ponto de virada veio quando Carol decidiu parar de confiar apenas no instinto e começou a estudar. Precificação. Marketing. Gestão. Tecidos. Caimento. Tendências. Ela tinha vergonha de aparecer nas redes sociais — uma mulher que construiu um negócio inteiro em torno da estética e da expressão pessoal tinha medo de se expor. Mas decidiu que precisava tentar. Começou a compartilhar conhecimento sobre moda nos seus perfis, a conversar com as pessoas que a seguiam, a levar para o digital aquele atendimento cuidadoso que oferecia dentro da loja.

A mudança funcionou. Alguns anos depois, Carol viveu um momento que marcou para ela o ponto exato em que tudo mudou: um sábado em que os três provadores da loja encheram de clientes, havia fila esperando, e ela parou para respirar e pensar: "Meu Deus, deu certo". Não era apenas sobre vender mais. Era sobre ter criado algo que as pessoas queriam estar perto.

Sua cliente Célia Marriche, uma frequentadora fiel, explica por que volta: "Eu fico toda empolgada, porque é uma coisa que vai representar o que eu sou". Para Carol, essa frase resume tudo. Ela não vende roupas. Vende a possibilidade de uma mulher se encontrar em uma peça, de se reconhecer nela. A marca funciona sob um lema simples: menos padrão, mais liberdade. Carol viveu isso na pele — precisou reinventar seu próprio estilo durante a maternidade, durante uma separação, em diferentes fases da vida. Viu a moda não como frivolidade, mas como ferramenta de expressão, de poder, de identidade.

"Você sofre tanto para construir a mulher que é e quer mostrar ela", diz. Hoje, suas clientes não são apenas clientes. Viram amigas. Formaram uma comunidade. A loja física em São Caetano do Sul continua funcionando, mas agora é apenas um dos pontos de contato. A empresa vende para todo o Brasil por meio de site, aplicativo e canais de atendimento online. O negócio cresceu porque Carol entendeu algo fundamental: ela não está vendendo produto. Está vendendo serviço. Está vendendo a experiência de ser compreendida, de encontrar algo que fale a sua língua.

De um investimento inicial de R$ 60 mil a um faturamento anual de R$ 3,3 milhões, a trajetória de Carol é a história de alguém que começou sem saber para onde ia, enfrentou anos de dificuldade, decidiu aprender, e descobriu que o segredo não estava em vender mais rápido ou mais barato. Estava em vender melhor, em estar presente, em construir relacionamento. A paixão que a levou a vender roupas na faculdade se transformou em algo maior: um negócio que ajuda mulheres a se reconhecerem a si mesmas.

Eu fico toda empolgada, porque é uma coisa que vai representar o que eu sou
— Célia Marriche, cliente da loja
Meu negócio não é vender produto, meu negócio é vender serviço
— Carol Assunção
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