Em Pernambuco, a corrida eleitoral de 2026 revela um estado ainda dividido entre duas forças políticas de peso: Raquel Lyra, governadora em exercício, e João Campos, ex-prefeito de Recife. O Datafolha, ao fotografar esse momento em julho de 2026, encontrou não uma liderança consolidada, mas um equilíbrio tenso — onde os números sugerem vantagem, mas a margem de erro recusa certezas. É o retrato de uma democracia em deliberação, onde o eleitorado ainda pondera, e onde rejeição e preferência caminham lado a lado para os dois principais candidatos.
Datafolha: Raquel Lyra lidera disputa ao governo de Pernambuco com 48%
Ambos os candidatos carregam resistência quase idêntica
Quando você olha para esses números de Lyra e Campos, qual é a história real? Parece que ela está na frente, mas você diz que estão empatados.
Exatamente. Lyra tem 48%, Campos tem 42%, mas a margem de erro é de 3 pontos. Isso significa que Campos poderia estar em 45% e Lyra em 45% também — tecnicamente empatados. O número que você vê não é a realidade; é um ponto dentro de um intervalo.
Mas isso é importante destacar: a pesquisa foi feita em um momento específico, entre 28 e 30 de julho. Muita coisa pode mudar entre agora e o dia da eleição. E 1.022 entrevistados é uma amostra representativa, mas ainda assim é uma amostra.
E quanto à rejeição? Campos tem 30% de rejeição e Lyra tem 29%. Isso muda algo?
Muda porque mostra que ambos têm uma base de resistência quase idêntica. Não é que um seja muito mais rejeitado que o outro. Significa que há espaço para movimento nos dois lados — eleitores que ainda podem ser persuadidos ou que podem mudar de ideia.
Verdade, mas também note que 3% rejeitam todos os candidatos. Isso é um sinal de descontentamento mais profundo com as opções disponíveis.
E no Senado? Por que Marília Arraes está na frente mas você não a chama de favorita?
Porque 18% em uma disputa por duas cadeiras, com muitos candidatos, não é uma posição dominante. Humberto Costa está com 15%, e a diferença cabe na margem de erro. Além disso, 21% dos eleitores ainda não sabem em quem votarão — isso é quase um quarto do eleitorado.
E não esqueça: 9% não souberam responder. Então você tem quase um terço do eleitorado que ainda está aberto ou indeciso. Isso é muito espaço em jogo.
Então basicamente, Pernambuco ainda está em aberto em ambas as disputas?
Sim. Lyra tem uma ligeira vantagem no governo, mas não é segura. E no Senado, é praticamente uma incógnita.
O Pulso
- Lyra lidera com 48% no primeiro turno, mas a margem de erro de três pontos coloca Campos, com 42%, tecnicamente empatado — a vantagem existe no papel, mas não no bolso.
- No segundo turno simulado, a distância mal se move: 49% a 45%, ainda dentro da mesma margem que impede qualquer candidato de respirar com tranquilidade.
- A rejeição equilibrada — 30% para Campos e 29% para Lyra — revela que nenhum dos dois conquistou o eleitorado por inteiro; ambos carregam resistências quase simétricas.
- Na disputa ao Senado, a fragmentação é ainda maior: Marília Arraes lidera com apenas 18%, seguida de perto por Humberto Costa com 15%, em um campo onde 21% dos eleitores já declaram voto em branco ou nulo.
- A pesquisa, realizada com 1.022 entrevistados entre 28 e 30 de julho, registra um eleitorado que ainda não decidiu — e que, por ora, mantém a disputa aberta em todas as frentes.
Em Pernambuco, a corrida eleitoral de 2026 revela um estado ainda dividido entre duas forças políticas de peso: Raquel Lyra, governadora em exercício, e João Campos, ex-prefeito de Recife. O Datafolha, ao fotografar esse momento em julho de 2026, encontrou não uma liderança consolidada, mas um equilíbrio tenso — onde os números sugerem vantagem, mas a margem de erro recusa certezas. É o retrato de uma democracia em deliberação, onde o eleitorado ainda pondera, e onde rejeição e preferência caminham lado a lado para os dois principais candidatos.
O Datafolha divulgou, ao fim de julho de 2026, uma pesquisa que revela Pernambuco como um campo de batalha eleitoral sem vencedor definido. Raquel Lyra, governadora pelo PSD, aparece com 48% de intenção de voto no primeiro turno, enquanto João Campos, ex-prefeito de Recife pelo PSB, marca 42%. A diferença de seis pontos parece expressiva — até que se considera a margem de erro de três pontos percentuais, que transforma a liderança em empate técnico. Os demais candidatos somam apenas 1% cada, e 5% indicaram voto em branco ou nulo.
Um eventual segundo turno não resolve a ambiguidade: Lyra chegaria a 49%, Campos a 45% — a mesma margem de erro, o mesmo equilíbrio instável. Quando o instituto perguntou em quem os eleitores definitivamente não votariam, os números foram quase espelhados: 30% rejeitam Campos, 29% rejeitam Lyra. Nenhum dos dois carrega uma rejeição dominante, mas tampouco algum deles escapa dela.
No Senado, a disputa é ainda mais pulverizada. Marília Arraes, pelo PDT, lidera com 18%, seguida por Humberto Costa com 15% — diferença que também cabe na margem de erro. Mendonça Filho aparece com 10%, Miguel Coelho com 9%, e um expressivo grupo de 21% dos eleitores já declara intenção de votar em branco, nulo ou em ninguém. O segundo cenário estimulado para o Senado reproduz quase os mesmos números, sinalizando que as preferências ainda não se consolidaram.
A pesquisa ouviu 1.022 pernambucanos entre 28 e 30 de julho de 2026, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no TSE sob o número PE-04519/2026. O que ela revela, acima de tudo, é um eleitorado em compasso de espera — atento, mas ainda não decidido.
O Datafolha divulgou na última sexta-feira uma fotografia do cenário eleitoral em Pernambuco, e a imagem que emerge é de uma disputa pelo governo ainda em aberto, apesar das aparências. Raquel Lyra, governadora do estado e pré-candidata pelo PSD, registra 48% de intenção de voto no primeiro turno — um número que parece confortável até o momento em que se considera a margem de erro de três pontos percentuais. João Campos, ex-prefeito de Recife pelo PSB, fica com 42%, o que o coloca tecnicamente empatado com Lyra dentro daquela margem. Os demais candidatos — Ivan Moraes pelo PSOL e Camila Falcão pela UP — aparecem com apenas 1% cada. Cinco por cento dos eleitores indicaram voto em branco ou nulo, e 2% disseram não saber em quem votariam.
O cenário de segundo turno, caso necessário, mostra Lyra ampliando ligeiramente sua posição. Ela chegaria a 49% contra 45% de Campos, mantendo a vantagem dentro da mesma margem de erro que caracteriza toda a pesquisa. Quatro por cento votariam em branco, nulo ou nenhum, e 2% permaneceriam indecisos. A diferença é pequena o suficiente para que nenhum dos dois candidatos possa reivindicar uma posição segura.
Quando o Datafolha perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles definitivamente não votariam, a rejeição se distribuiu de forma relativamente equilibrada. Campos registrou 30% de rejeição, Lyra 29%, Ivan Moraes 22% e Camila Falcão 20%. Apenas 2% dos eleitores disseram que votariam em qualquer um dos candidatos, enquanto 3% rejeitavam todos eles e 7% não souberam responder. Esses números sugerem que ambos os principais candidatos carregam algum grau de resistência entre o eleitorado, embora nenhum deles esteja significativamente mais rejeitado que o outro.
Na disputa pelo Senado, a situação é ainda mais fragmentada. Marília Arraes, pelo PDT, lidera com 18% de intenção de voto no primeiro cenário estimulado, seguida por Humberto Costa, que aparece com 15% — uma diferença que também cabe dentro da margem de erro. Mendonça Filho, pelo PL, marca 10%, enquanto Miguel Coelho, pela União, fica com 9%. Eduardo da Fonte, pelo PP, tem 7%. Os demais candidatos — Silvio Nascimento, Carlos Sant'Anna, Pastor Wellington Carneiro, Fernando Dueire e Paulo Rubem Santiago — não ultrapassam 3% cada um. Um número expressivo de eleitores, 21%, indicou voto em branco, nulo ou nenhum, e 9% não souberam responder.
No segundo cenário estimulado para o Senado, os números permaneceram praticamente idênticos. Arraes mantém 18%, Costa cai para 14%, Mendonça Filho fica em 10% e Coelho em 9%. A principal diferença é que Túlio Gadelha, pelo PSD, aparece com 3% neste segundo cenário, enquanto Silvio Nascimento sobe para 4%. Os percentuais de branco, nulo ou nenhum continuam em 21%, e os que não souberam responder também permanecem em 9%. A estabilidade entre os dois cenários sugere que o eleitorado pernambucano ainda não consolidou suas preferências para as duas cadeiras em disputa.
A pesquisa foi realizada pelo Datafolha entre 28 e 30 de julho de 2026, com 1.022 entrevistados em Pernambuco. O nível de confiança é de 95%, com a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O trabalho foi contratado pela Nassau Editora Rádio e TV Ltda. e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04519/2026. Esses dados refletem um momento específico da campanha, e como ocorre com toda pesquisa de intenção de voto, fatores como a metodologia de entrevista, a composição da amostra e a forma como as perguntas são formuladas podem influenciar os resultados.
Citações Notáveis
Ambos os principais candidatos carregam algum grau de resistência entre o eleitorado, embora nenhum deles esteja significativamente mais rejeitado que o outro— Análise dos dados de rejeição do Datafolha