Em Pernambuco, o equilíbrio político se deslocou em questão de semanas. A governadora Raquel Lyra, que em abril parecia perseguir João Campos, agora o ultrapassa nas intenções de voto — um lembrete de que nas democracias a opinião pública raramente é estática. A pesquisa Datafolha, registrada no TSE e conduzida com rigor metodológico, não apenas registra números, mas revela um eleitorado em movimento, ainda à procura de sua convicção definitiva.
Datafolha: Raquel Lyra lidera com 48% contra 43% de João Campos em Pernambuco
Lyra ganhou dez pontos em um mês; Campos perdeu sete
Como uma liderança de dez pontos em um mês é possível? Isso é movimento real ou variação dentro da margem de erro?
A margem de erro é de três pontos, então sim, há movimento real aqui. Lyra ganhou dez, Campos perdeu sete. Mesmo descontando a margem, sobra movimento genuíno.
O que explica essa virada tão rápida?
A pesquisa não diz, mas você vê que Campos tem 29% de rejeição enquanto Lyra tem 25%. Pequenas diferenças em rejeição podem mover votos quando o eleitorado está atento.
E Ivan Moraes com 59% de rejeição — ele é viável de alguma forma?
Não. Com quase seis em cada dez eleitores rejeitando-o, ele é mais um marcador de posição ideológica do que um candidato competitivo.
No segundo turno, Lyra sobe para 51% enquanto Campos fica em 44%. Por que a diferença aumenta?
Porque no segundo turno, os votos de Moraes e os indecisos precisam ir para algum lugar. Parece que mais deles vão para Lyra do que para Campos.
Isso significa que Campos já perdeu?
Não. Cinco pontos no primeiro turno é vantagem, mas não é derrota. E a rejeição dele é menor que a de Moraes, então há espaço para movimento ainda.
Der Puls
- Em apenas um mês, Lyra saltou de 38% para 48% no primeiro turno, enquanto Campos despencou de 50% para 43% — uma inversão de dez pontos que redefine a corrida.
- A menor taxa de rejeição entre os candidatos, 25%, indica que Lyra não apenas conquista apoiadores, mas evita criar adversários — vantagem silenciosa em eleições acirradas.
- Campos, que chegou a parecer imbatível com metade do eleitorado em abril, agora enfrenta a pressão de explicar o recuo e reconquistar votos que migraram para a governadora.
- No segundo turno simulado, Lyra chegaria a 51% contra 44% de Campos, sugerindo que a tendência se consolida mesmo em confronto direto — embora a margem de três pontos do levantamento mantenha a disputa tecnicamente viva.
Em Pernambuco, o equilíbrio político se deslocou em questão de semanas. A governadora Raquel Lyra, que em abril parecia perseguir João Campos, agora o ultrapassa nas intenções de voto — um lembrete de que nas democracias a opinião pública raramente é estática. A pesquisa Datafolha, registrada no TSE e conduzida com rigor metodológico, não apenas registra números, mas revela um eleitorado em movimento, ainda à procura de sua convicção definitiva.
A corrida pelo governo de Pernambuco virou. O Datafolha divulgado na tarde de quinta-feira, 28 de maio, coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) à frente com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). É uma inversão expressiva: em abril, Campos liderava com 50% e Lyra marcava apenas 38%.
O instituto ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código PE-07888/2026. O ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) aparece com apenas 2%, e 4% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo.
Em um cenário de segundo turno, a vantagem de Lyra se amplia para 51% contra 44% de Campos. Os índices de rejeição também favorecem a governadora: ela é rejeitada por 25% dos eleitores, enquanto Campos tem 29% e Moraes enfrenta 59%.
A oscilação em um único mês é o dado mais revelador. Campos perdeu sete pontos; Lyra ganhou dez. Esse movimento sugere migração real de votos dentro do eleitorado pernambucano. Com a eleição ainda por vir e a margem estatística em jogo, a disputa permanece aberta — mas a tendência, consolidada em duas rodadas consecutivas, aponta para uma vantagem construída com solidez.
A corrida pelo governo de Pernambuco virou. Uma pesquisa Datafolha divulgada na tarde de quinta-feira, 28 de maio, mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) à frente com 48% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 43%. A margem de cinco pontos percentuais marca uma inversão clara em relação ao levantamento anterior, realizado em abril, quando Campos liderava com 50% e Lyra tinha apenas 38%.
O terceiro colocado, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), registra apenas 2% das intenções. Eleitores que pretendem votar em branco ou nulo somam 4%, enquanto 2% não souberam ou não quiseram se posicionar. O instituto ouviu 1.022 eleitores entre os dias 25 e 27 de maio, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código PE-07888/2026.
Em um cenário de segundo turno, a vantagem de Lyra se amplia. A governadora chegaria a 51% das intenções de voto, enquanto Campos permaneceria com 44%. Brancos e nulos representariam 4%, e apenas 1% não responderia. Essa projeção sugere que, mesmo em um confronto direto, Lyra manteria sua dianteira, embora o pleito continuasse competitivo.
Os números de rejeição também revelam dinâmicas distintas entre os candidatos. Ivan Moraes enfrenta a maior rejeição, com 59% dos eleitores declarando que não votariam nele. João Campos é rejeitado por 29%, enquanto Raquel Lyra tem o menor índice de rejeição entre os três, com 25%. Esses dados sugerem que, além da preferência positiva, a capacidade de Lyra de não gerar resistência entre os eleitores pode estar contribuindo para seu desempenho.
A trajetória de Campos no período entre as duas pesquisas é particularmente notável. Em apenas um mês, o ex-prefeito perdeu sete pontos percentuais no primeiro turno, caindo de 50% para 43%. Lyra, por sua vez, ganhou dez pontos no mesmo intervalo, passando de 38% para 48%. Essa oscilação sugere movimento significativo no eleitorado pernambucano, com possível migração de votos de Campos para a governadora.
Com a eleição ainda por vir, a pesquisa aponta para uma disputa que, embora tenha um favorito claro neste momento, permanece aberta a desenvolvimentos. A margem de erro de três pontos percentuais significa que, dentro da variação estatística, os candidatos poderiam estar mais próximos do que os números brutos indicam. Ainda assim, a tendência consolidada nas duas rodadas de pesquisa sugere que Raquel Lyra construiu uma vantagem real entre os eleitores pernambucanos.
Bemerkenswerte Zitate
A pesquisa foi divulgada no início da tarde de quinta-feira pela TV Tribuna— Datafolha