No Rio de Janeiro de outubro de 2026, uma pesquisa Datafolha revela uma corrida eleitoral em movimento: Eduardo Paes mantém a liderança, mas Douglas Ruas avança, comprimindo a distância entre os dois e lembrando que, em democracia, as preferências raramente se fixam antes do último momento. Com quase um quinto dos eleitores já decididos ainda abertos à mudança, a disputa pelo governo fluminense permanece viva — um retrato fiel da incerteza que habita toda escolha coletiva.
Datafolha: Paes lidera com 46% e Ruas avança para 38% na disputa pelo governo do RJ
A diferença entre os dois caiu de 12 para 8 pontos percentuais
Por que essa queda de um ponto para Paes importa se ele ainda lidera por 8 pontos?
Porque mostra movimento. Ruas subiu 3 pontos enquanto Paes caiu 1. A tendência é o que importa em campanha, não o número isolado. A diferença encolheu de 12 para 8 em pouco tempo.
Mas com margem de erro de 2 pontos, essa queda de 1 ponto está dentro da variação normal. Não sabemos se é tendência real ou flutuação.
E se Garotinho conseguir reverter a decisão do tribunal?
Os números mostram que ele tira mais votos de Ruas do que de Paes. Com Garotinho, Ruas fica em 38%. Sem ele, sobe para 40%. Paes sobe de 46% para 49%.
Verdade, mas Garotinho em 7% dos votos válidos é um número pequeno. A questão real é para onde vão esses votos se ele sair. A pesquisa mostra um cenário, não a certeza.
O que significa que 19% ainda podem mudar de voto?
Significa que quase um quinto do eleitorado que já escolheu um candidato não está fechado. Isso é bastante movimento possível ainda.
Mas subiu de 27% para 19% em relação à pesquisa anterior. Então a campanha está consolidando votos, não abrindo mais possibilidades. E 80% dizem estar totalmente decididos.
Por que 43% não sabe o número do candidato?
Porque muita gente vota por nome, por imagem, por recomendação. Não decora número. Mas esse percentual melhorou — era 52% na pesquisa anterior.
Isso pode significar que a campanha está investindo em reconhecimento de número, ou que os eleitores mais engajados estão se informando melhor. Não diz nada sobre a qualidade da decisão de voto.
Le Pouls
- Douglas Ruas subiu três pontos e reduziu a diferença para Paes de 12 para 8 pontos, sinalizando que a corrida está longe de estar encerrada.
- A candidatura de Garotinho paira como variável instável: indeferida pelo TRE e ainda sob recurso no TSE, ela redistribui votos e altera o mapa da disputa conforme o cenário considerado.
- Mesmo entre os 80% que se declaram totalmente decididos, 19% admitem que ainda podem mudar de voto — uma janela de incerteza que nenhum dos candidatos pode ignorar.
- Em um segundo turno hipotético, Paes venceria com 50% contra 41% de Ruas, sugerindo que votos dispersos em candidatos menores tenderiam a se concentrar no atual líder.
- O conhecimento dos números dos candidatos cresceu 9 pontos, mas 43% dos eleitores ainda não sabem ou erram a identificação — um dado que pode influenciar o resultado nas urnas.
No Rio de Janeiro de outubro de 2026, uma pesquisa Datafolha revela uma corrida eleitoral em movimento: Eduardo Paes mantém a liderança, mas Douglas Ruas avança, comprimindo a distância entre os dois e lembrando que, em democracia, as preferências raramente se fixam antes do último momento. Com quase um quinto dos eleitores já decididos ainda abertos à mudança, a disputa pelo governo fluminense permanece viva — um retrato fiel da incerteza que habita toda escolha coletiva.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado retrata uma eleição para governador do Rio de Janeiro em pleno movimento. Eduardo Paes, do PSD, lidera com 46% dos votos válidos, mas recuou um ponto em relação à rodada anterior. Douglas Ruas, do PL, avançou três pontos e chegou a 38%, reduzindo a margem que os separava de 12 para 8 pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 35 municípios fluminenses nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos.
A candidatura de Anthony Garotinho adiciona uma camada de incerteza ao cenário. Com o registro indeferido pelo TRE e o recurso ainda pendente no TSE, sua presença ou ausência altera os números: sem ele, Paes sobe para 49% e Ruas para 40%. William Siri, do PSOL, permanece estável em 4% em ambos os cenários, enquanto os demais candidatos somam percentuais pequenos.
Na pesquisa espontânea, Paes manteve os 29% da rodada anterior, mas Ruas cresceu de 19% para 22%. A parcela de indecisos caiu de 32% para 28%, indicando que a campanha está consolidando preferências — ainda que lentamente. Entre os eleitores que já escolheram um candidato, 80% dizem estar totalmente decididos, alta de 7 pontos, mas 19% admitem que ainda podem mudar de voto.
O conhecimento dos números dos candidatos também evoluiu: 57% dos entrevistados que citaram alguma opção conseguiram informar o número correto, ante 48% na pesquisa anterior. Ainda assim, 43% não sabem ou erraram — um contingente relevante às vésperas da eleição.
Em um eventual segundo turno, Paes venceria Ruas por 50% a 41%, com 6% de votos brancos ou nulos e 3% de indecisos. A simulação sugere que parte dos eleitores hoje distribuídos entre candidatos menores migraria para o atual líder em um confronto direto, ampliando sua margem de conforto.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra a corrida pelo governo do Rio de Janeiro em movimento. Eduardo Paes, do PSD, mantém a liderança com 46% das intenções de voto entre os votos válidos, mas perdeu um ponto percentual em relação à sondagem anterior. Douglas Ruas, do PL, avançou três pontos e agora marca 38%, reduzindo a margem que os separava de 12 para 8 pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Folha de S. Paulo e pela Globo, e entrevistou 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 35 municípios do estado nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O cenário muda quando se remove Anthony Garotinho da equação. Sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral. Sem Garotinho na disputa, Paes sobe para 49% e Ruas para 40%, ampliando novamente a distância entre eles. William Siri, do PSOL, permanece com 4% dos votos válidos em ambos os cenários. Os demais candidatos — Coronel Busnello pela Missão, André Marinho pelo Novo, Cyro Garcia pelo PSTU, Juliete pela UP e Luan Monteiro pelo PCO — somam percentuais pequenos e relativamente estáveis.
Quando se contabilizam todos os votos, incluindo brancos, nulos e abstenções, os números caem. Com Garotinho na disputa, Paes aparece com 41% do total e Ruas com 34%. Sem Garotinho, Paes chega a 43% e Ruas a 35%. Em ambos os cenários, há 5% de eleitores ainda indecisos. A parcela de votos em branco, nulo ou nenhum voto caiu de 8% para 6% com Garotinho, e de 9% para 7% sem ele.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Paes mantém 29% — o mesmo patamar da rodada anterior. Ruas, porém, cresceu de 19% para 22%. Garotinho permanece com 4% e Siri com 2%. A proporção de indecisos caiu de 32% para 28%, sugerindo que a campanha está consolidando preferências, ainda que lentamente. Outras respostas subiram de 7% para 10%, indicando fragmentação nas menções espontâneas.
Entre os eleitores que já declararam voto em um candidato, 80% afirmam estar totalmente decididos — um aumento de 7 pontos em relação à pesquisa anterior. Outros 19% dizem que ainda podem mudar de voto, queda de 8 pontos. Apenas 1% não soube responder. Esse dado sugere que a campanha está endurecendo posições, embora quase um quinto do eleitorado que já escolheu um candidato mantenha a porta aberta para mudanças.
Quanto ao conhecimento dos números dos candidatos, 57% dos entrevistados que citaram alguma opção de voto conseguiram informar o número correto do seu candidato, aumento de 9 pontos em relação à rodada anterior, quando 48% acertaram. Os 43% que não sabem ou deram resposta errada ainda representam um contingente significativo de eleitores com conhecimento incompleto sobre a identificação dos candidatos.
Em um eventual segundo turno entre Paes e Ruas, o primeiro venceria com 50% contra 41% do segundo, com 6% de votos em branco, nulo ou nenhum, e 3% de indecisos. Essa simulação mostra uma margem mais confortável para Paes do que a atual, sugerindo que parte do eleitorado que hoje está com Garotinho ou outros candidatos migraria para ele em um confronto direto. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob os protocolos RJ-01334/2026 e BR-07933/2026.
Citations marquantes
80% dos eleitores que declararam voto dizem estar totalmente decididos— Pesquisa Datafolha