Na véspera de uma eleição que definirá duas cadeiras no Senado Federal por Minas Gerais, o estado mais populoso do interior do país se encontra diante de uma escolha ainda em aberto. A pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pela Folha de S. Paulo, revela que Marília Campos, Carlos Viana e Domingos Sávio lideram tecnicamente empatados — mas é o silêncio de 55% dos eleitores, incapazes de citar espontaneamente um candidato, que mais fala. Quando a maioria ainda não decidiu, qualquer resultado é possível.
Datafolha mostra Marília Campos à frente na disputa pelo Senado em MG
55% dos eleitores não conseguem nomear um candidato
Por que 55% de indecisos espontâneos é um número tão importante na véspera de uma eleição?
Porque mostra que a maioria dos eleitores não tem um candidato em mente quando você não lhe oferece opções. Isso significa que o voto não está consolidado — muita gente ainda pode mudar de ideia.
Mas quando você apresenta os nomes, Marília Campos sai na frente com 21%. Isso é uma liderança real ou está dentro da margem de erro?
Está fora da margem de erro de dois pontos. Ela tem uma vantagem clara sobre Viana e Sávio quando os eleitores veem os nomes.
E por que os números mudam tanto entre a primeira e a segunda vaga?
Porque nem todo eleitor que vota em Campos para a primeira vaga quer votá-la novamente. Alguns preferem diversificar, votando em candidatos de outros partidos na segunda.
Então a pesquisa estimulada é mais confiável que a espontânea?
Não é que uma seja mais confiável. A espontânea mede o que está naturalmente na cabeça das pessoas. A estimulada mede o que elas escolhem quando veem as opções. São coisas diferentes.
Com 23% de indecisos no total de votos, qual é a chance real de uma surpresa no resultado?
Depende de como esses indecisos se distribuem. Se concentrarem em um candidato, pode haver mudança. Mas a pesquisa não nos diz isso — ela só diz que existem.
O que sabemos é que há espaço para movimento. Nenhum candidato tem uma vantagem tão grande que possa ignorar esses números.
El Pulso
- Com três candidatos separados por apenas quatro pontos percentuais nos votos válidos, a disputa pelas duas vagas no Senado mineiro é, na prática, uma corrida sem favorito claro.
- O dado mais perturbador não está nos percentuais dos candidatos, mas no vazio: mais da metade dos eleitores não conseguiu nomear espontaneamente nenhum nome na véspera do pleito.
- A fragmentação se aprofunda quando o eleitor precisa escolher dois nomes — o segundo voto abre espaço para candidatos como Áurea Carolina, que sobe para 9%, embaralhando ainda mais o tabuleiro.
- Com 23% de indecisos e 13% inclinados ao voto em branco ou nulo no total geral, o eleitorado mineiro chega ao domingo como um campo ainda por ser lavrado.
- A margem de erro de dois pontos percentuais, aplicada a candidatos tão próximos, torna qualquer projeção de resultado uma aposta — e não uma certeza.
Na véspera de uma eleição que definirá duas cadeiras no Senado Federal por Minas Gerais, o estado mais populoso do interior do país se encontra diante de uma escolha ainda em aberto. A pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pela Folha de S. Paulo, revela que Marília Campos, Carlos Viana e Domingos Sávio lideram tecnicamente empatados — mas é o silêncio de 55% dos eleitores, incapazes de citar espontaneamente um candidato, que mais fala. Quando a maioria ainda não decidiu, qualquer resultado é possível.
A véspera da eleição para o Senado em Minas Gerais chegou sem trazer clareza. A pesquisa Datafolha, realizada entre 2 e 3 de outubro com mais de dois mil eleitores, mostrou que 55% deles não conseguiram citar espontaneamente nenhum candidato — um sinal de que o voto mineiro ainda estava longe de consolidado.
Na pesquisa estimulada, com os nomes apresentados, Marília Campos (PT) liderava com 21% dos votos válidos, seguida por Carlos Viana (PSD) com 19% e Domingos Sávio (PL) com 17%. Aécio Neves (PSDB) aparecia em quarto, com 13%, e Áurea Carolina (PSOL) e Marcelo Aro (PP) empatavam em 9% cada.
Quando brancos, nulos e indecisos entram no cálculo, as margens encolhem: Marília Campos cai para 13%, Carlos Viana para 12% e Domingos Sávio para 11%. Os indecisos representavam 23% do eleitorado nessa medição.
A dinâmica dos dois votos — já que cada eleitor mineiro escolherá dois nomes para as duas vagas em disputa — revelou uma divisão interessante. Para a primeira vaga, Campos liderava com 20%. Para a segunda, Carlos Viana e Domingos Sávio empatavam em 10%, e Áurea Carolina subia para 9%, enquanto Campos recuava para 6%. O domingo prometia surpresas.
A véspera da eleição para o Senado em Minas Gerais revelou um cenário de incerteza. Quando pesquisadores do Datafolha perguntaram aos eleitores em quem votariam sem apresentar nenhuma lista de candidatos, 55% não conseguiram nomear um nome. Essa cifra alta de indecisos espontâneos aponta para um voto ainda pouco consolidado, o que significa que o resultado de domingo poderia sofrer mudanças significativas em relação ao que as pesquisas indicam agora.
Na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Marília Campos, do PT, aparece na frente. Considerando apenas os votos válidos, ela alcança 21%, seguida por Carlos Viana, do PSD, com 19%, e Domingos Sávio, do PL, com 17%. Aécio Neves, do PSDB, fica em quarto lugar com 13%. Áurea Carolina, do PSOL, e Marcelo Aro, do PP, empatam em 9% cada. Os demais candidatos ficam abaixo disso, com Marco Antônio Superman, do Novo, em 4%, e os restantes em 2% ou menos.
Quando se incluem os votos em branco, nulos e os indecisos no cálculo — o que resulta no total de votos — o quadro muda. Marília Campos mantém a liderança agregada com 13%, mas a margem diminui. Carlos Viana sobe para 12%, e Domingos Sávio para 11%. Aécio Neves cai para 8%. O percentual de indecisos nessa medida é de 23%, e 13% dos eleitores indicaram que votarão em branco ou nulo.
Os números variam conforme o eleitor escolhe seu primeiro ou segundo candidato. Para a primeira vaga, Marília Campos lidera com 20%, Carlos Viana tem 14%, Domingos Sávio 12% e Aécio Neves 11%. Para a segunda vaga, o cenário é diferente: Carlos Viana e Domingos Sávio empatam em 10%, Áurea Carolina sobe para 9%, e Marília Campos cai para 6%. Isso sugere que alguns eleitores planejam votar em Campos para a primeira vaga, mas consideram outras opções para a segunda.
A pesquisa foi realizada entre 2 e 3 de outubro com 2.003 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e pela Folha de S. Paulo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-06705/2026. No domingo, cada eleitor mineiro terá que escolher dois nomes para as duas vagas em disputa no Senado.
Citas Notables
Quanto maior o número de indecisos na véspera, menos consolidado está o voto e maior a possibilidade de mudanças em relação ao resultado de domingo— Metodologia Datafolha