Datafolha mostra empate técnico entre quatro candidatos ao Senado em SP

Quatro candidatos tecnicamente empatados em uma disputa aberta
Marina Silva, Simone Tebet, André do Prado e Guilherme Derrite dividem as preferências dos eleitores paulistas dentro da margem de erro.
Mark

Como assim empate técnico? Os números são diferentes — 15%, 14%, 12%, 12%.

Mimi

A margem de erro é de dois pontos percentuais. Isso significa que Marina Silva poderia estar entre 13% e 17%, Simone Tebet entre 12% e 16%, e os outros dois entre 10% e 14%. Quando as faixas se sobrepõem, não dá para dizer com segurança quem está na frente.

Luke

Mas é importante notar que Marina tem 15% e os outros têm menos. Ela está numericamente à frente. O empate técnico é uma questão estatística, não significa que todos estão literalmente iguais.

Mark

E por que 68% estão indecisos no cenário espontâneo, mas quando os nomes são apresentados, só 15% ficam indecisos?

Mimi

Porque muita gente não tem uma preferência consolidada. Quando você pergunta sem dar opções, as pessoas não sabem o que responder. Quando você apresenta os nomes, elas conseguem escolher, mesmo que não tenham pensado muito sobre isso antes.

Luke

Isso também pode significar que a pesquisa está capturando respostas que não refletem convicção real. Se 68% estão indecisos de verdade, talvez muitos dos votos no cenário estimulado sejam escolhas superficiais.

Mark

Então a campanha ainda pode mudar tudo?

Mimi

Sim. Com essa indecisão toda e um empate técnico entre quatro nomes, qualquer movimento de campanha, qualquer evento, pode deslocar votos significativamente.

Luke

Mas também precisamos lembrar que essa pesquisa é um retrato de um momento específico — 22 e 23 de setembro. Daqui a dois meses, tudo pode ser diferente.

Mark

Qual é o tamanho da amostra?

Mimi

1.610 entrevistados, com nível de confiança de 95%. É um tamanho respeitável.

Luke

E foi contratada por Folha e Globo, registrada no TSE. Os dados estão públicos e verificáveis.

  • Quatro candidatos dividem o topo da pesquisa estimulada com entre 12% e 15% — uma diferença que a margem de erro de dois pontos percentuais simplesmente apaga.
  • No cenário espontâneo, 68% dos eleitores paulistas seguem sem candidato definido, revelando que o empate técnico esconde, na verdade, uma vasta zona de indefinição.
  • A distância entre os dois cenários — estimulado e espontâneo — sugere que muitos eleitores reconhecem nomes quando apresentados, mas ainda não os abraçaram como escolha própria.
  • Com mais de um ano pela frente, a campanha eleitoral permanece o principal fator capaz de reorganizar esse tabuleiro e definir quem ocupará as duas vagas em disputa.

Em São Paulo, a corrida por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela, por ora, menos uma disputa de forças consolidadas do que um campo aberto de possibilidades. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, mostra quatro candidatos — Marina Silva, Simone Tebet, André do Prado e Guilherme Derrite — tecnicamente empatados, enquanto dois em cada três eleitores ainda não sabem em quem votar quando perguntados sem lista. É o retrato de uma democracia que ainda não escolheu, e de uma campanha que ainda não começou de verdade.

O Datafolha mediu nesta quinta-feira as intenções de voto para o Senado em São Paulo e encontrou um cenário de empate generalizado. Quando os nomes são apresentados aos eleitores, Marina Silva da Rede lidera com 15%, seguida por Simone Tebet do PSB com 14% e por André do Prado e Guilherme Derrite, ambos com 12%. A margem de erro de dois pontos percentuais impede qualquer separação estatística entre eles — são, na prática, quatro candidatos no mesmo patamar para duas vagas.

A pesquisa ouviu 1.610 eleitores entre 22 e 23 de setembro, com nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob o número SP-03730/2026. No formato estimulado, os eleitores podiam indicar até dois nomes, refletindo a natureza da disputa por duas cadeiras.

O cenário espontâneo, porém, conta uma história diferente. Sem lista à frente, 68% dos paulistas dizem não saber em quem votar. Derrite aparece à frente com 8%, Marina Silva e Tebet empatam com 7% cada, e André do Prado cai para 3%. O contraste entre os dois cenários indica que o reconhecimento de nome ainda não se converteu em preferência consolidada para a maioria dos eleitores.

Entre os demais postulantes, Salles do Novo registra 4% no cenário estimulado, Geraldo Rufino do Podemos marca 3%, e outros candidatos oscilam entre 1% e 2%. Brancos, nulos e nenhum somam 14%, enquanto 15% seguem indecisos mesmo com os nomes na frente. O quadro geral aponta para uma disputa que a campanha eleitoral ainda tem pleno poder de redefinir.

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira uma nova medição do cenário eleitoral para o Senado em São Paulo, e o resultado aponta para uma disputa aberta entre quatro nomes principais. Quando apresentados os candidatos aos eleitores, Marina Silva da Rede aparece com 15% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet do PSB com 14%, enquanto André do Prado do PL e Guilherme Derrite do PP dividem 12% cada um. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que significa que esses quatro candidatos estão tecnicamente empatados — nenhum deles consegue se destacar de forma estatisticamente significativa dos demais.

O levantamento foi realizado entre 22 e 23 de setembro com 1.610 entrevistados e possui nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e Globo Comunicação, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-03730/2026. Dois assentos estão em disputa no Senado paulista, e os eleitores podiam indicar até dois candidatos de sua preferência no cenário estimulado — aquele em que os nomes são apresentados previamente.

Quando a pesquisa foi feita de forma espontânea, sem apresentar lista de candidatos, o quadro muda drasticamente. Nesse cenário, 68% dos eleitores paulistas seguem indecisos sobre em quem votar. Guilherme Derrite lidera com 8%, Marina Silva e Simone Tebet aparecem empatadas com 7% cada, enquanto André do Prado fica com apenas 3%. A alta taxa de indecisão no cenário espontâneo contrasta com o resultado do cenário estimulado, sugerindo que muitos eleitores ainda não têm uma preferência consolidada e podem estar respondendo de forma diferente quando os nomes lhes são apresentados.

Os demais candidatos aparecem com votações menores no cenário estimulado. Salles do Novo obtém 4%, Geraldo Rufino do Podemos marca 3%, enquanto Soninha Francine da Cidadania, Dra Eliana Ferreira do PSTU, Maíra de Souza da UP e Guto Schiavetto da Missão ficam com 2% cada um. William Teixeira do Agir aparece com 1%, e candidatos como Ednelson Cesaretti do PCO, Weller Gonçalves do PSTU e Petter Maahs do PCB não registram percentual. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 14%, enquanto 15% dos entrevistados ainda se declaram indecisos mesmo quando os nomes são apresentados.

A pesquisa reflete um momento de indefinição na corrida senatorial paulista. Com quatro candidatos tecnicamente empatados e uma margem de erro que não permite separar claramente um vencedor, a campanha ainda tem espaço para influenciar o resultado final. A diferença entre o cenário espontâneo, onde a indecisão domina, e o estimulado, onde os candidatos principais conseguem consolidar votos, indica que a exposição dos nomes e a campanha eleitoral podem ter papel determinante nos próximos meses. A Gazeta do Povo publica regularmente pesquisas de intenção de voto dos principais institutos de opinião pública do país, entendendo que essas medições oferecem uma leitura do momento político baseada em amostras representativas da população, ainda que métodos de entrevista, composição da amostra e formulação das perguntas possam influenciar os resultados.

Há empate técnico entre quatro candidatos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais
— Datafolha
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