Datafolha: Marília Campos lidera corrida pelo Senado em MG com 13%

67% dos eleitores estão indecisos quando não veem os nomes
A pesquisa espontânea revela o baixo reconhecimento dos candidatos entre o eleitorado mineiro.
Mark

Como é possível Marília Campos ter 13% quando 67% dos eleitores não a reconhecem espontaneamente?

Mimi

A diferença entre pesquisa espontânea e estimulada é exatamente isso — quando você mostra o nome, as pessoas conseguem se posicionar. Mas quando não mostra, a maioria não lembra. Isso é comum em campanhas que ainda estão começando.

Luke

Mas vale notar que mesmo na estimulada, 13% é um número pequeno. Ela lidera, sim, mas está longe de consolidar apoio. E 21% ainda indecisos na estimulada significa que há muito espaço para movimento.

Mark

E por que a segunda vaga é tão diferente da primeira?

Mimi

Na primeira vaga, as pessoas tendem a votar em nomes mais conhecidos, mais consolidados. Na segunda, há mais dispersão, mais espaço para candidatos menores crescerem. Veja Áurea Carolina — 2% na primeira vaga, 8% na segunda.

Luke

Também é importante lembrar que cada eleitor vota em dois candidatos. Então a estratégia muda. Alguns podem votar em Campos na primeira e em alguém completamente diferente na segunda.

Mark

Aécio Neves tem uma história política longa em Minas. Por que está em segundo lugar com apenas 11%?

Mimi

Porque o eleitorado mineiro mudou. Aécio foi governador, foi senador, foi candidato presidencial. Mas isso não garante voto automático. Além disso, a pesquisa mostra que ele tem apenas 2% de menção espontânea — as pessoas não estão pensando nele naturalmente.

Luke

E vale dizer que a margem de erro é de três pontos. Então Aécio, Viana e Campos estão tecnicamente próximos na primeira vaga. Nada está decidido.

  • Com 67% dos eleitores indecisos na pesquisa espontânea, a disputa pelo Senado mineiro é menos uma corrida e mais um território ainda por ser mapeado.
  • Marília Campos lidera com 13% quando os nomes são mostrados, mas o abismo até seus 5% espontâneos expõe a fragilidade do reconhecimento de todos os candidatos.
  • Aécio Neves, figura de longa trajetória política, aparece com apenas 2% de menção espontânea — evidência de que história não se converte automaticamente em presença no imaginário do eleitor.
  • A regra que obriga cada eleitor a votar em dois candidatos distintos fragmenta as estratégias e multiplica as variáveis, tornando a segunda vaga um campo ainda mais disputado e imprevisível.
  • Com Áurea Carolina subindo de 3% para 5% e o pelotão central em empate técnico, o cenário aponta para meses de intensa movimentação antes que qualquer tendência se consolide.

Em Minas Gerais, o primeiro retrato da corrida ao Senado para 2026 revela menos certezas do que candidatos: com dois assentos em disputa e dois terços do eleitorado ainda sem nome na ponta da língua, a pesquisa Datafolha aponta menos uma liderança consolidada e mais um campo aberto à persuasão. Marília Campos, do PT, ocupa a frente com 13% na lista apresentada, mas cai para 5% quando o eleitor precisa lembrar sozinho — sinal de que o reconhecimento ainda é construção, não conquista.

A primeira sondagem Datafolha sobre o Senado de Minas Gerais em 2026, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, chegou a público nesta quinta-feira revelando um quadro de ampla indefinição. Ouvidos entre 22 e 24 de setembro, 1.204 eleitores mineiros com 16 anos ou mais desenharam um cenário em que a maioria ainda não escolheu — e muitos sequer reconhecem os nomes sem ajuda.

Na pesquisa estimulada, quando a lista de candidatos é apresentada, Marília Campos, do PT, lidera com 13%, seguida por Aécio Neves, do PSDB, e Carlos Viana, do PSD, ambos com 11%, e Domingos Sávio, do PL, com 9%. Todos cresceram um ponto percentual em relação à medição anterior, de 11 de setembro. Mas o número mais revelador vem da pesquisa espontânea: 67% dos eleitores estão indecisos, e Campos, mesmo na liderança, consegue apenas 5% de menção sem estímulo. Aécio Neves, com décadas de vida pública, aparece com apenas 2%.

O contexto eleitoral adiciona uma camada de complexidade: em 2026, cada eleitor mineiro precisará votar em dois candidatos distintos para as duas vagas em disputa. Na briga pela primeira, Campos lidera com 18%, seguida por Neves com 15% e Viana com 13%. Na segunda vaga, o cenário se fragmenta — Viana, Domingos Sávio e Áurea Carolina, do PSOL, aparecem empatados com 8% cada, ao lado da própria Campos. A indecisão sobe para 26% nessa segunda escolha.

Com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a pesquisa registrada sob o número MG-07400/2026 retrata menos uma disputa definida e mais um campo em formação — com tempo e espaço suficientes para que o mapa mude várias vezes antes de 2026.

Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24 de setembro) oferece o primeiro retrato da disputa pelo Senado em Minas Gerais para 2026, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O levantamento revela um cenário ainda muito aberto, com a maioria dos eleitores longe de uma decisão.

Quando apresentados aos nomes dos candidatos — o que a pesquisa chama de estimulada — Marília Campos, do PT, aparece na frente com 13% das intenções de voto. Atrás dela, em empate técnico, vêm Aécio Neves, do PSDB, e Carlos Viana, do PSD, ambos com 11%. Domingos Sávio, do PL, marca 9%. Campos cresceu um ponto percentual em relação à medição anterior, feita em 11 de setembro, quando tinha 12%. Neves e Viana também subiram um ponto cada.

Mas o número mais revelador está na pesquisa espontânea, aquela em que os pesquisadores não mostram a lista de candidatos aos entrevistados. Ali, 67% dos eleitores mineiros dizem estar indecisos. Campos consegue apenas 5% de menção espontânea, enquanto Viana aparece com 4%. Aécio Neves, apesar de sua longa trajetória política, marca apenas 2%. Esse contraste entre os 13% quando o nome é apresentado e os 5% quando não é sugere que o reconhecimento dos candidatos ainda é frágil entre o eleitorado.

O levantamento ouviu 1.204 eleitores com 16 anos ou mais entre 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-07400/2026.

O contexto eleitoral em Minas é particular. Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado, e cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes — não é permitido escolher o mesmo nome duas vezes. Essa regra muda a dinâmica da campanha e das estratégias dos candidatos. A renovação será de 54 das 81 cadeiras do Senado.

Na disputa pela primeira vaga, Campos lidera com 18%, seguida por Aécio Neves com 15% e Carlos Viana com 13%. Para a segunda vaga, o cenário se fragmenta mais: Carlos Viana, Domingos Sávio e Áurea Carolina, do PSOL, aparecem empatados com 8% cada. Marília Campos também marca 8% nessa segunda vaga, enquanto Aécio Neves fica com 7%.

Os números mostram ainda que 21% dos entrevistados estão indecisos quando os nomes são apresentados, e 14% optam por branco, nulo ou nenhum voto. Esses percentuais variam conforme a vaga — na segunda vaga, a indecisão sobe para 26%. Marcelo Aro, do PP, aparece com 6% na pesquisa geral, enquanto Áurea Carolina, do PSOL, cresceu de 3% para 5% desde a última medição. A campanha segue em seu estágio inicial, com muito tempo ainda para mudanças no posicionamento dos candidatos e na preferência dos eleitores.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores, 67% estão indecisos.
— Pesquisa Datafolha
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