Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A pesquisa Datafolha divulgada em 3 de outubro de 2026 mostrou Raquel Lyra e João Campos separados por apenas um ponto percentual nos votos válidos para o governo de Pernambuco, dentro da margem de erro, enquanto a disputa pelo Senado repetia o mesmo equilíbrio frágil entre Marília Arraes e Humberto Costa. O retrato estatístico sugeria menos uma vantagem e mais uma pergunta aberta: em Pernambuco, a última palavra pertenceria às urnas.
Datafolha: Lyra e Campos empatam em Pernambuco; Arraes e Humberto Costa lideram Senado
Lyra e Campos empatados, Arraes e Costa empatados
Como uma pesquisa feita apenas dois dias antes da votação consegue ser relevante se as pessoas ainda podem mudar de ideia?
É verdade que as pessoas podem mudar, mas uma pesquisa nesse momento captura o estado real do eleitorado — quem está decidido, quem ainda está em dúvida, qual é a força de cada candidato. No caso de Pernambuco, mostra que a disputa é genuinamente aberta.
Mas precisamos ser claros: essa é uma fotografia de um momento específico, 2 e 3 de outubro. Não é uma previsão. E a margem de erro de dois pontos percentuais significa que Lyra e Campos poderiam estar em qualquer ordem dentro daquele intervalo.
A pesquisa espontânea mostrou Lyra com 40% e Campos com 36%, mas quando os nomes foram apresentados, ficaram empatados. O que explica essa diferença?
Quando você não apresenta os nomes, está medindo quem as pessoas lembram naturalmente — quem está mais presente na mente delas. Quando apresenta os nomes, está medindo a preferência real entre as opções. Campos ganhou quatro pontos percentuais quando seu nome foi mostrado.
Isso é importante notar: a pesquisa estimulada, com nomes apresentados, é geralmente considerada mais próxima do que vai acontecer na urna. Mas ainda assim, a diferença entre 49% e 48% está dentro da margem de erro.
E no Senado, por que Arraes e Costa empatam com 29% cada um quando a pesquisa espontânea mostrava ambos com apenas 13%?
Porque muita gente não tinha uma preferência clara no Senado. Na espontânea, 46% disseram que não sabiam em quem votar. Quando os nomes foram apresentados, essas pessoas tiveram que escolher, e Arraes e Costa foram os beneficiários principais.
Exatamente. Isso significa que o Senado é ainda mais imprevisível que o governo. Quase metade do eleitorado estava indecisa, então qualquer movimento de campanha nos últimos dias poderia ter mudado o resultado.
A pesquisa foi feita pela Folha e pela Globo. Isso importa?
O instituto é o Datafolha, que é independente. Quem contratou é menos importante que a metodologia — 1.650 entrevistados, 95% de confiança, margem de erro de dois pontos. Esses números são o que você precisa saber.
Verdade. Mas vale mencionar que pesquisas contratadas por grandes veículos tendem a ter mais visibilidade e podem influenciar o comportamento de eleitores. Não é um problema metodológico, mas é um contexto real.
O Pulso
- Com apenas horas antes da votação, Lyra e Campos chegam ao primeiro turno separados por um único ponto percentual — uma diferença que a margem de erro de dois pontos simplesmente apaga.
- A simulação de segundo turno não resolve a tensão: 47% para Lyra e 46% para Campos mantêm a disputa no mesmo território de incerteza estatística.
- No Senado, Arraes e Humberto Costa empatam em 29% cada, enquanto quase metade dos eleitores pernambucanos ainda declarava não saber em quem votar para a vaga senatorial.
- A pesquisa espontânea dava a Lyra uma leve vantagem de quatro pontos, mas ela desaparecia assim que os nomes eram apresentados — sinal de que a preferência declarada é mais volátil do que parece.
Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A pesquisa Datafolha divulgada em 3 de outubro de 2026 mostrou Raquel Lyra e João Campos separados por apenas um ponto percentual nos votos válidos para o governo de Pernambuco, dentro da margem de erro, enquanto a disputa pelo Senado repetia o mesmo equilíbrio frágil entre Marília Arraes e Humberto Costa. O retrato estatístico sugeria menos uma vantagem e mais uma pergunta aberta: em Pernambuco, a última palavra pertenceria às urnas.
A menos de um dia das urnas, o Datafolha entregou a Pernambuco um cenário que recusava qualquer conforto para os dois principais candidatos ao governo do estado. Ouvindo 1.650 eleitores entre 2 e 3 de outubro, o instituto encontrou a governadora Raquel Lyra, do PSD, com 49% dos votos válidos, e João Campos, do PSB, com 48% — uma diferença de um ponto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.
A simulação de segundo turno repetiu o mesmo padrão: Lyra com 47% e Campos com 46%, novamente sem separação estatisticamente significativa. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Lyra abria quatro pontos de vantagem — 40% contra 36% —, mas essa diferença se dissolvia quando os candidatos eram nomeados aos entrevistados.
A disputa pelas cadeiras do Senado seguia o mesmo roteiro de equilíbrio. Marília Arraes, do PDT, e Humberto Costa, do PT, marcavam 29% cada nos votos válidos estimulados, com Mendonça Filho, do PL, em terceiro com 16%, e Eduardo da Fonte, do PP, com 14%. O dado mais revelador, porém, era o da indecisão: 46% dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar para o Senado, e 9% optavam por branco ou nulo.
Contratada pela Folha da Manhã e pela Globo Comunicações, com 95% de confiança e registro no TSE, a pesquisa oferecia o último retrato público do eleitorado pernambucano antes da votação — um retrato marcado tanto pela competitividade extrema quanto por bolsões expressivos de indecisão, especialmente na disputa senatorial.
A menos de vinte e quatro horas da votação do primeiro turno, o Datafolha apresentou um cenário de empate técnico na disputa pelo governo de Pernambuco. Entre 2 e 3 de outubro, o instituto ouviu 1.650 eleitores pernambucanos e encontrou a governadora Raquel Lyra, do PSD, e João Campos, do PSB, praticamente empatados quando considerados apenas os votos válidos: 49% para Lyra contra 48% para Campos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que significa que os dois candidatos estão dentro do intervalo de confiança estatística.
O resultado reflete uma disputa que se mantém acirrada mesmo quando o instituto simulou um segundo turno. Nesse cenário, Lyra aparecia com 47% e Campos com 46%, novamente dentro da margem de erro. A pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, mostrava Lyra com ligeira vantagem: 40% contra 36% de Campos. Quando os nomes foram apresentados, porém, a diferença desapareceu.
Na disputa pelas duas cadeiras do Senado, o quadro era igualmente competitivo. Marília Arraes, do PDT, e Humberto Costa, do PT, empatavam com 29% cada um dos votos válidos na pesquisa estimulada. Mendonça Filho, do PL, aparecia em terceiro lugar com 16%, seguido por Eduardo da Fonte, do PP, com 14%. A pesquisa espontânea para o Senado revelava, porém, que muitos eleitores ainda não tinham definido suas preferências: 46% responderam que não sabiam em quem votar, e 9% optaram por branco ou nulo.
O Datafolha apresentou tanto cenários espontâneos quanto estimulados para ambas as disputas. Na corrida pelo governo, candidatos como Ivan Moraes, do PSOL, Renan Hallais, do Missão, e outros obtiveram menos de 1% dos votos válidos. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicações, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-02404/2026.
O timing da divulgação — na véspera da votação — oferecia um último retrato do eleitorado pernambucano antes das urnas. Os números sugeriam que tanto a disputa estadual quanto a senatorial permaneceriam incertas até o resultado final, com eleitores ainda capazes de mudar de ideia ou definir suas escolhas nos últimos momentos. A pesquisa não capturava apenas intenções de voto, mas também revelava bolsões de indecisão, particularmente no Senado, onde quase metade dos entrevistados ainda não havia se posicionado.
Citações Notáveis
O empate técnico permanece na simulação de segundo turno, na qual Lyra tem 47% e Campos 46%— Datafolha