Datafolha: Lyra e Campos empatam em Pernambuco; Arraes e Humberto Costa lideram Senado

Lyra e Campos empatados, Arraes e Costa empatados
A pesquisa Datafolha de véspera de votação mostrou disputas acirradas tanto para governador quanto para Senado em Pernambuco.
Mark

Como uma pesquisa feita apenas dois dias antes da votação consegue ser relevante se as pessoas ainda podem mudar de ideia?

Mimi

É verdade que as pessoas podem mudar, mas uma pesquisa nesse momento captura o estado real do eleitorado — quem está decidido, quem ainda está em dúvida, qual é a força de cada candidato. No caso de Pernambuco, mostra que a disputa é genuinamente aberta.

Luke

Mas precisamos ser claros: essa é uma fotografia de um momento específico, 2 e 3 de outubro. Não é uma previsão. E a margem de erro de dois pontos percentuais significa que Lyra e Campos poderiam estar em qualquer ordem dentro daquele intervalo.

Mark

A pesquisa espontânea mostrou Lyra com 40% e Campos com 36%, mas quando os nomes foram apresentados, ficaram empatados. O que explica essa diferença?

Mimi

Quando você não apresenta os nomes, está medindo quem as pessoas lembram naturalmente — quem está mais presente na mente delas. Quando apresenta os nomes, está medindo a preferência real entre as opções. Campos ganhou quatro pontos percentuais quando seu nome foi mostrado.

Luke

Isso é importante notar: a pesquisa estimulada, com nomes apresentados, é geralmente considerada mais próxima do que vai acontecer na urna. Mas ainda assim, a diferença entre 49% e 48% está dentro da margem de erro.

Mark

E no Senado, por que Arraes e Costa empatam com 29% cada um quando a pesquisa espontânea mostrava ambos com apenas 13%?

Mimi

Porque muita gente não tinha uma preferência clara no Senado. Na espontânea, 46% disseram que não sabiam em quem votar. Quando os nomes foram apresentados, essas pessoas tiveram que escolher, e Arraes e Costa foram os beneficiários principais.

Luke

Exatamente. Isso significa que o Senado é ainda mais imprevisível que o governo. Quase metade do eleitorado estava indecisa, então qualquer movimento de campanha nos últimos dias poderia ter mudado o resultado.

Mark

A pesquisa foi feita pela Folha e pela Globo. Isso importa?

Mimi

O instituto é o Datafolha, que é independente. Quem contratou é menos importante que a metodologia — 1.650 entrevistados, 95% de confiança, margem de erro de dois pontos. Esses números são o que você precisa saber.

Luke

Verdade. Mas vale mencionar que pesquisas contratadas por grandes veículos tendem a ter mais visibilidade e podem influenciar o comportamento de eleitores. Não é um problema metodológico, mas é um contexto real.

  • Com apenas horas antes da votação, Lyra e Campos chegam ao primeiro turno separados por um único ponto percentual — uma diferença que a margem de erro de dois pontos simplesmente apaga.
  • A simulação de segundo turno não resolve a tensão: 47% para Lyra e 46% para Campos mantêm a disputa no mesmo território de incerteza estatística.
  • No Senado, Arraes e Humberto Costa empatam em 29% cada, enquanto quase metade dos eleitores pernambucanos ainda declarava não saber em quem votar para a vaga senatorial.
  • A pesquisa espontânea dava a Lyra uma leve vantagem de quatro pontos, mas ela desaparecia assim que os nomes eram apresentados — sinal de que a preferência declarada é mais volátil do que parece.

Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A pesquisa Datafolha divulgada em 3 de outubro de 2026 mostrou Raquel Lyra e João Campos separados por apenas um ponto percentual nos votos válidos para o governo de Pernambuco, dentro da margem de erro, enquanto a disputa pelo Senado repetia o mesmo equilíbrio frágil entre Marília Arraes e Humberto Costa. O retrato estatístico sugeria menos uma vantagem e mais uma pergunta aberta: em Pernambuco, a última palavra pertenceria às urnas.

A menos de um dia das urnas, o Datafolha entregou a Pernambuco um cenário que recusava qualquer conforto para os dois principais candidatos ao governo do estado. Ouvindo 1.650 eleitores entre 2 e 3 de outubro, o instituto encontrou a governadora Raquel Lyra, do PSD, com 49% dos votos válidos, e João Campos, do PSB, com 48% — uma diferença de um ponto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

A simulação de segundo turno repetiu o mesmo padrão: Lyra com 47% e Campos com 46%, novamente sem separação estatisticamente significativa. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Lyra abria quatro pontos de vantagem — 40% contra 36% —, mas essa diferença se dissolvia quando os candidatos eram nomeados aos entrevistados.

A disputa pelas cadeiras do Senado seguia o mesmo roteiro de equilíbrio. Marília Arraes, do PDT, e Humberto Costa, do PT, marcavam 29% cada nos votos válidos estimulados, com Mendonça Filho, do PL, em terceiro com 16%, e Eduardo da Fonte, do PP, com 14%. O dado mais revelador, porém, era o da indecisão: 46% dos entrevistados ainda não sabiam em quem votar para o Senado, e 9% optavam por branco ou nulo.

Contratada pela Folha da Manhã e pela Globo Comunicações, com 95% de confiança e registro no TSE, a pesquisa oferecia o último retrato público do eleitorado pernambucano antes da votação — um retrato marcado tanto pela competitividade extrema quanto por bolsões expressivos de indecisão, especialmente na disputa senatorial.

A menos de vinte e quatro horas da votação do primeiro turno, o Datafolha apresentou um cenário de empate técnico na disputa pelo governo de Pernambuco. Entre 2 e 3 de outubro, o instituto ouviu 1.650 eleitores pernambucanos e encontrou a governadora Raquel Lyra, do PSD, e João Campos, do PSB, praticamente empatados quando considerados apenas os votos válidos: 49% para Lyra contra 48% para Campos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que significa que os dois candidatos estão dentro do intervalo de confiança estatística.

O resultado reflete uma disputa que se mantém acirrada mesmo quando o instituto simulou um segundo turno. Nesse cenário, Lyra aparecia com 47% e Campos com 46%, novamente dentro da margem de erro. A pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, mostrava Lyra com ligeira vantagem: 40% contra 36% de Campos. Quando os nomes foram apresentados, porém, a diferença desapareceu.

Na disputa pelas duas cadeiras do Senado, o quadro era igualmente competitivo. Marília Arraes, do PDT, e Humberto Costa, do PT, empatavam com 29% cada um dos votos válidos na pesquisa estimulada. Mendonça Filho, do PL, aparecia em terceiro lugar com 16%, seguido por Eduardo da Fonte, do PP, com 14%. A pesquisa espontânea para o Senado revelava, porém, que muitos eleitores ainda não tinham definido suas preferências: 46% responderam que não sabiam em quem votar, e 9% optaram por branco ou nulo.

O Datafolha apresentou tanto cenários espontâneos quanto estimulados para ambas as disputas. Na corrida pelo governo, candidatos como Ivan Moraes, do PSOL, Renan Hallais, do Missão, e outros obtiveram menos de 1% dos votos válidos. A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicações, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-02404/2026.

O timing da divulgação — na véspera da votação — oferecia um último retrato do eleitorado pernambucano antes das urnas. Os números sugeriam que tanto a disputa estadual quanto a senatorial permaneceriam incertas até o resultado final, com eleitores ainda capazes de mudar de ideia ou definir suas escolhas nos últimos momentos. A pesquisa não capturava apenas intenções de voto, mas também revelava bolsões de indecisão, particularmente no Senado, onde quase metade dos entrevistados ainda não havia se posicionado.

O empate técnico permanece na simulação de segundo turno, na qual Lyra tem 47% e Campos 46%
— Datafolha
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