No limiar de outubro, o Brasil contempla uma disputa presidencial que os números se recusam a resolver: o Datafolha entrevistou mais de dois mil cidadãos e encontrou Lula e Flávio Bolsonaro separados por apenas três pontos percentuais — distância que a margem de erro estatística dissolve em empate. É o retrato de um eleitorado dividido, onde a aritmética da democracia ainda não escolheu seu vencedor.
Datafolha: Lula tem 48% e Flávio, 45% em cenário de 2º turno
Tecnicamente empatados dentro da margem de erro
Então tecnicamente empatado significa o quê, exatamente? Que ninguém está ganhando?
Significa que a diferença entre eles — três pontos — é menor que a margem de erro de dois pontos. Então estatisticamente, não dá pra afirmar com confiança que um está à frente do outro.
Mas Lula está com 48 e Flávio com 45. Aquele número é maior. Por que não dizemos que Lula está ganhando?
Porque dentro da margem de erro, Lula poderia estar com 46% e Flávio com 47%. Os números reais podem estar em qualquer lugar naquele intervalo.
Entendi. E essa margem de erro de dois pontos — como eles chegam nela?
Vem do tamanho da amostra. Entrevistaram 2.002 pessoas. Quanto maior a amostra, menor a margem de erro.
Mas 2.002 pessoas é uma gota no oceano de eleitores brasileiros. Como isso representa 200 milhões de pessoas?
Não representa perfeitamente, é claro. Por isso existe a margem de erro. Mas estatisticamente, se a amostra for bem feita — aleatória, representativa — os números tendem a ser confiáveis.
Quem pediu essa pesquisa?
Folha de S.Paulo e Globo. Datafolha é o instituto que faz o trabalho.
E isso foi registrado no TSE? Tem transparência?
Sim, tem protocolo, está tudo registrado. Nível de confiança de 95% também é padrão.
Então o que a gente realmente sabe? Que em um segundo turno entre esses dois, é muito apertado?
Exatamente. Muito apertado. Qualquer coisa pode mudar.
O Pulso
- A pesquisa Datafolha coloca Lula em 48% e Flávio Bolsonaro em 45%, uma diferença tão estreita que a estatística se recusa a declarar um líder claro.
- Com margem de erro de dois pontos percentuais, qualquer um dos dois candidatos poderia tecnicamente estar à frente — a incerteza é o dado mais relevante do levantamento.
- O estudo, encomendado por dois dos maiores veículos do país e registrado no TSE, confere peso institucional ao resultado, mas não elimina a volatilidade natural de uma campanha em curso.
- A proximidade dos números sinaliza que debates, eventos inesperados ou mudanças no humor do eleitorado ainda têm poder real de alterar o desfecho da disputa.
No limiar de outubro, o Brasil contempla uma disputa presidencial que os números se recusam a resolver: o Datafolha entrevistou mais de dois mil cidadãos e encontrou Lula e Flávio Bolsonaro separados por apenas três pontos percentuais — distância que a margem de erro estatística dissolve em empate. É o retrato de um eleitorado dividido, onde a aritmética da democracia ainda não escolheu seu vencedor.
Uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira, revelou que a corrida presidencial brasileira está em território de empate técnico. Ouvindo 2.002 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro, o levantamento encontrou o presidente Lula com 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno — diferença de três pontos que a margem de erro de dois pontos percentuais é capaz de absorver estatisticamente.
O estudo foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral e conduzido com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros conferem solidez metodológica ao resultado, mas não apagam a incerteza: dentro dos limites da sondagem, qualquer um dos dois candidatos poderia estar à frente.
Este foi apenas um dos vários cenários de segundo turno testados pelo Datafolha, que habitualmente mapeia diferentes combinações de candidatos para entender como o eleitorado reagiria a distintos confrontos. A divulgação deste recorte específico reflete o interesse em projetar o que aconteceria se Lula e Flávio Bolsonaro chegassem juntos ao segundo turno.
A pesquisa é, por natureza, um retrato de um instante — e o instante capturado é de disputa aberta. Lula parte com leve dianteira, mas a proximidade dos números deixa claro que eventos políticos, debates e a intensificação das campanhas ainda têm capacidade de mover o placar de forma decisiva.
Uma pesquisa divulgada na quinta-feira mostra a disputa presidencial brasileira em território extremamente apertado. O instituto Datafolha entrevistou 2.002 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções de voto contra 45% do candidato Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno. A margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos coloca os dois nomes em empate técnico — o que significa que, dentro dos limites estatísticos da pesquisa, qualquer um deles poderia estar à frente.
O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08039/2026. O nível de confiança é de 95%, um padrão que oferece segurança razoável sobre os números, ainda que não elimine a incerteza inerente a qualquer sondagem. A diferença de três pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro fica dentro daquele intervalo de dois pontos, o que explica por que os institutos de pesquisa classificam o resultado como tecnicamente empatado.
Este cenário específico — Lula versus Flávio Bolsonaro em um segundo turno — foi um dos vários testados pelo Datafolha. O instituto costuma explorar diferentes combinações de candidatos para mapear como o eleitorado se comportaria em distintos matchups. A divulgação deste resultado em particular reflete o interesse em entender como a campanha se desdobraria se esses dois nomes chegassem ao segundo turno.
O timing da pesquisa, realizada nos últimos dias de setembro e primeiros de outubro, captura um momento específico da campanha. As intenções de voto podem flutuar conforme eventos políticos se desenrolam, debates acontecem e campanhas intensificam seus esforços. Uma pesquisa é sempre um retrato de um momento, não uma previsão do futuro.
O fato de Lula manter uma pequena vantagem — ainda que dentro da margem de erro — sugere que ele parte com uma ligeira dianteira neste cenário hipotético. Mas a proximidade dos números deixa claro que qualquer movimento significativo na campanha, qualquer mudança no humor do eleitorado ou qualquer evento inesperado poderia alterar substancialmente o resultado final. A disputa, pelos números do Datafolha, permanece aberta.