Na véspera de um primeiro turno histórico, o Brasil se vê diante de um espelho dividido ao meio: uma pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo revela que Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao momento decisivo praticamente lado a lado, com 47% e 46% respectivamente em simulação de segundo turno. A diferença de um ponto percentual — absorvida pela margem de erro de dois pontos — transforma a disputa em algo que os números, sozinhos, não conseguem resolver. É o retrato de um país em equilíbrio instável, onde a vontade de 4.006 eleitores ouvidos em um único sábado condensa déca
Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 46% em simulação de 2º turno
Lula e Flávio Bolsonaro estão no mesmo patamar
Como assim estão empatados se Lula tem 47 e Flávio tem 46? Não é uma vantagem?
Tecnicamente Lula está na frente, mas a margem de erro de dois pontos significa que essa diferença de um ponto pode desaparecer. Dentro do intervalo de confiança, eles estão no mesmo lugar.
Exato. E é importante notar que essa margem de erro se aplica a cada número individualmente. Lula pode estar entre 45 e 49, Flávio entre 44 e 48. Há sobreposição real.
A pesquisa anterior mostrava Lula com 48. Ele caiu um ponto em dois dias?
Sim, caiu de 48 para 47. Ao mesmo tempo, Flávio subiu de 45 para 46. Então houve movimento nos dois sentidos.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. Flutuações de um ponto em pesquisas sucessivas podem ser apenas variação natural da amostragem, não necessariamente mudança real no eleitorado.
E os 13% que ainda podem mudar de voto — isso é muito?
É uma parcela considerável. Significa que quase um em cada sete eleitores que já escolheu um candidato ainda está aberto a trocar.
Verdade, mas o texto não nos diz para onde esses 13% poderiam ir. Eles estão distribuídos igualmente entre Lula e Flávio? Tendem para um lado? Isso não sabemos.
Por que a pesquisa foi feita justamente no sábado, véspera do primeiro turno?
Porque é o momento mais próximo possível do voto. Captura o estado do eleitorado no último instante antes das pessoas irem às urnas.
E também porque é quando a lei permite divulgar. Há restrições sobre pesquisas muito próximas do dia da eleição, então sábado é provavelmente o último momento legal para publicar.
Der Puls
- A corrida presidencial chega ao seu momento mais tenso com os dois principais candidatos separados por apenas um ponto percentual — uma distância que a margem de erro simplesmente apaga.
- Em relação à pesquisa anterior, Lula recuou um ponto e Flávio Bolsonaro avançou um, sinalizando uma aproximação real e não apenas estatística na reta final.
- Com 87% dos eleitores declarando voto totalmente decidido, o eleitorado chega ao primeiro turno mais cristalizado do que volátil — mas os 13% ainda abertos podem ser o fiel da balança.
- Os votos brancos, nulos e indecisos somados chegam a 8%, uma fatia pequena mas potencialmente decisiva em uma disputa onde cada décimo de ponto importa.
- O resultado, registrado sob número oficial na Justiça Eleitoral, captura um equilíbrio frágil que qualquer movimento de campanha, mobilização ou surpresa do primeiro turno pode romper.
Na véspera de um primeiro turno histórico, o Brasil se vê diante de um espelho dividido ao meio: uma pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo revela que Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao momento decisivo praticamente lado a lado, com 47% e 46% respectivamente em simulação de segundo turno. A diferença de um ponto percentual — absorvida pela margem de erro de dois pontos — transforma a disputa em algo que os números, sozinhos, não conseguem resolver. É o retrato de um país em equilíbrio instável, onde a vontade de 4.006 eleitores ouvidos em um único sábado condensa décadas de tensões políticas ainda não concluídas.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 3 de outubro — véspera do primeiro turno —, mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico numa simulação de segundo turno presidencial. O presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 46% do senador pelo PL. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão, na prática, no mesmo patamar.
O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e realizado com 4.006 eleitores, aponta uma leve movimentação em relação à pesquisa da quinta-feira anterior: Lula perdeu um ponto, Flávio Bolsonaro ganhou um. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato ficaram estáveis em 6%, enquanto os indecisos subiram de 1% para 2%.
Entre quem já declarou preferência, a convicção predomina: 87% afirmam estar totalmente decididos, e apenas 13% admitem que ainda podem mudar de ideia. Esse núcleo consolidado sugere que a disputa chegará ao eventual segundo turno com bases eleitorais firmes — mas a margem de indefinição ainda é suficiente para alterar o desfecho.
Registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708-2026 e conduzida com nível de confiança de 95%, a pesquisa oferece um retrato de equilíbrio raro: duas forças quase idênticas em peso, separadas por uma diferença que os próprios instrumentos de medição não conseguem confirmar como real.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 3 de outubro, apresenta um cenário de segundo turno presidencial onde Lula e Flávio Bolsonaro estão praticamente empatados. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, mostra o presidente com 47% das intenções de voto contra 46% do senador pelo PL. A diferença de um ponto percentual fica dentro da margem de erro de dois pontos, o que significa que tecnicamente os dois candidatos estão no mesmo patamar.
Este resultado representa uma pequena oscilação em relação à pesquisa anterior, realizada na quinta-feira anterior. Naquela ocasião, Lula tinha 48% enquanto Flávio Bolsonaro marcava 45%, mantendo também um empate técnico. Desta vez, o presidente perdeu um ponto enquanto seu potencial adversário ganhou um, aproximando ainda mais a disputa. Os votos em branco, nulo ou nenhum candidato permaneceram estáveis em 6%, enquanto os indecisos subiram de 1% para 2%.
O levantamento ouviu 4.006 eleitores com 16 anos ou mais durante o sábado, utilizando metodologia que oferece nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708-2026, seguindo os procedimentos obrigatórios para divulgação de sondagens eleitorais. O timing da divulgação é significativo: a pesquisa foi realizada na véspera do primeiro turno das eleições, oferecendo um retrato do momento político imediatamente antes do voto.
Entre os eleitores que já declararam preferência por um candidato, a maioria demonstra convicção em sua escolha. Oitenta e sete por cento afirmam estar totalmente decididos no voto, enquanto 13% reconhecem que ainda podem mudar de ideia. Este dado sugere que, apesar da proximidade entre os dois nomes, há um núcleo considerável de eleitores com posição consolidada, embora uma parcela não desprezível permaneça aberta a mudanças.
O cenário apresentado pela Datafolha reforça o caráter competitivo da disputa presidencial. Com números tão próximos e dentro da margem de erro, qualquer movimento entre agora e um eventual segundo turno poderia alterar significativamente o resultado. A pesquisa captura um momento de equilíbrio frágil, onde pequenas variações nas preferências eleitorais podem ter impacto decisivo no desfecho da campanha.
Bemerkenswerte Zitate
Na pesquisa anterior, Lula tinha 48% contra 45% de Flávio Bolsonaro, e os dois estavam tecnicamente empatados— Datafolha