Datafolha: Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, no 2º turno, em empate técnico

Pela primeira vez na série, os dois estão tecnicamente empatados
O Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno.
Mark

Qual é a novidade nesta pesquisa, se o segundo turno continua 46% a 44%?

Mimi

A novidade está no primeiro turno. Lula tem 39% e Flávio, 35%, e é a primeira vez na série que os dois aparecem tecnicamente empatados ali. Na rodada de 3 de setembro era 38% a 33%.

Luke

Vale lembrar o que "empate técnico" quer dizer: a margem é de 2 pontos para mais ou para menos. Uma diferença de 4 pontos já está no limite do que a estatística consegue distinguir. Não dá para dizer que Flávio subiu de fato.

Mark

E a crise no STF entra nessa conta?

Mimi

A pesquisa foi a primeira a ouvir os eleitores depois que Mendonça tirou o sigilo do relatório da PF sobre Vorcaro e Moraes, em 1º de setembro.

Luke

Mas isso é cronologia, não causa. A fonte não diz que a crise mexeu nos números, e a pesquisa não pergunta isso. Seria afirmar mais do que o dado sustenta.

Mark

Quem mais aparece?

Mimi

Cury tem 6%, Caiado 4%, Renan Santos 3% e Zema 2%. Cury caiu de 8%.

Luke

Uma queda de dois pontos também está dentro da margem. Seria precipitado chamar de tendência.

Mark

O que observar agora?

Mimi

A sessão do STF marcada para terça, 15, e a próxima rodada do Datafolha.

Luke

E se o empate se repete. Uma pesquisa mostra um momento; só a sequência mostra direção.

  • Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno, uma diferença que encolheu para apenas quatro pontos.
  • No segundo turno, o placar de 46% a 44% fica dentro da margem de erro de dois pontos, deixando a disputa em aberto.
  • A pesquisa foi a primeira a ouvir eleitores depois da crise no STF, com um ministro expondo relatório da PF e Moraes reagindo com petição.
  • Uma sessão marcada para 15 de setembro pode reacender o conflito e reorganizar o cenário antes da próxima rodada.
  • Os demais candidatos seguem com números baixos, e Augusto Cury, com 6%, é o terceiro nome, em queda.

Num ponto da corrida presidencial em que a disputa parece mais apertada do que antes, a pesquisa Datafolha de 11 de setembro mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no primeiro turno, algo inédito na série do instituto. O retrato foi colhido logo depois de uma crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal, e a leitura honesta é que a pesquisa registra o momento sem explicar o motivo. Como tantas vezes na história das eleições, o que se vê agora é uma fotografia, e só as próximas semanas dirão se ela anuncia uma mudança ou apenas uma oscilação dentro da margem de erro.

Na sexta-feira, 11 de setembro, o Datafolha divulgou sua pesquisa mais recente sobre a corrida presidencial, e o dado que mais chamou atenção foi o do primeiro turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 35%. É a primeira vez na série do instituto que os dois aparecem tecnicamente empatados.

No segundo turno, Lula tem 46% e Flávio, 44%. Com margem de erro de dois pontos, a diferença fica dentro do limite estatístico. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro, com confiança de 95%.

Na rodada anterior, de 3 de setembro, Lula tinha 38% e Flávio, 33%, e o segundo turno estava igual. Ou seja, a distância no primeiro turno caiu de cinco para quatro pontos, enquanto o segundo turno não se mexeu. Augusto Cury caiu de 8% para 6%, e os demais candidatos seguem com índices baixos.

O que torna esta leitura delicada é o contexto. Esta é a primeira edição a captar a opinião do eleitorado depois do agravamento da crise no STF. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que expunha contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, e Moraes reagiu com uma petição contra Mendonça. O texto não estabelece relação de causa entre a crise e os números, apenas registra a coincidência temporal.

Agora, os olhos se voltam para a sessão do STF marcada para terça-feira, 15 de setembro, e para as próximas rodadas do Datafolha. Elas dirão se o empate no primeiro turno se firma ou se foi apenas uma oscilação dentro da margem de erro.

Na sexta-feira, 11 de setembro, o Datafolha divulgou o retrato mais recente da corrida presidencial, e o dado que chamou a atenção foi o do primeiro turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 35%. Pela primeira vez na série do instituto, os dois estão tecnicamente empatados nessa etapa da disputa.

No segundo turno, o cenário é de equilíbrio. Lula registra 46%, e Flávio, 44%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, o que mantém a diferença dentro do limite estatístico. O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, com nível de confiança de 95%. Está registrado no TSE sob o número BR-01833/2026.

Fora da dupla da frente, o primeiro turno tem números baixos. Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%. Samara Martins (UP), Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) marcam 1% cada. Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU) não foram citados por nenhum entrevistado.

Para comparar, na rodada anterior, de 3 de setembro, Lula tinha 38% no primeiro turno e Flávio, 33%. No segundo turno, o quadro era idêntico ao de agora: 46% a 44%, também dentro da margem de erro. Ou seja, a distância entre os dois no primeiro turno diminuiu de cinco para quatro pontos, enquanto a simulação de segundo turno não se mexeu. Cury, que era o terceiro colocado com 8%, caiu para 6%. Caiado, Renan Santos e Zema mantiveram 4%, 3% e 2%.

O Datafolha destaca ainda que esta é a primeira edição da pesquisa a captar a opinião do eleitorado depois do agravamento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expunha mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes reagiu com uma petição baseada no inquérito das Fake News contra Mendonça. A crise escalou, e uma sessão foi marcada para terça-feira, 15 de setembro.

O texto original não estabelece relação de causa entre a crise no tribunal e os números da pesquisa; apenas registra que a coleta foi a primeira feita depois dela. Também lembra que Flávio Bolsonaro afirmou querer "transparência total" sobre uma investigação da PF que o envolve.

O que vem a seguir é a sessão do STF de terça-feira, 15, e as próximas rodadas do Datafolha, que dirão se o empate técnico no primeiro turno se consolida ou se é uma oscilação dentro da margem de erro.

Flávio Bolsonaro disse querer transparência total sobre a investigação da PF contra ele.
— Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato
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