Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% no primeiro turno

Quase metade do eleitorado descarta completamente cada um deles
Lula e Flávio Bolsonaro registram 45% de rejeição cada, sinalizando polarização profunda no eleitorado brasileiro.
Mark

Como é possível Lula estar na frente com 40% se Flávio tem 36%? Não é praticamente a mesma coisa?

Mimi

Tecnicamente, sim. A diferença de quatro pontos cai dentro da margem de erro de dois pontos, então estatisticamente eles estão empatados. Mas Lula tem uma pequena vantagem real — cresceu um ponto de uma semana para a outra, enquanto Flávio se manteve estável.

Luke

Espera aí. Cresceu um ponto em relação a quem? A pesquisa anterior era de uma semana antes. Isso é movimento real ou flutuação normal?

Mimi

Boa pergunta. A pesquisa anterior, de 17 de setembro, mostrava Lula com 39%. Agora tem 40%. É um movimento pequeno, mas na direção dele.

Mark

E os outros candidatos? Augusto Cury caiu de 6% para 5%. Isso significa que ele está perdendo apoio?

Mimi

Parece que sim. Cury recuou um ponto. Mas Romeu Zema também caiu, de 2% para 1%. Há movimento no eleitorado, pessoas mudando de preferência.

Luke

Mas qual é a margem de erro para cada candidato individualmente? A margem geral é dois pontos, mas para candidatos menores pode ser maior. Cury caindo de 6% para 5% pode não ser significativo estatisticamente.

Mimi

Você tem razão. Para candidatos com números menores, a incerteza é maior. Não podemos afirmar com segurança que Cury está perdendo apoio.

Mark

E quanto ao segundo turno? Lula tem 47% e Flávio tem 45%. Isso é mais confortável para o presidente?

Mimi

Também está dentro da margem de erro. Mas há um padrão: em todos os cenários de segundo turno testados, Lula sai na frente. Contra Caiado, Zema, Renan Santos e Cury, ele vence em todos.

Luke

Mas essas simulações de segundo turno são especulativas. O eleitor que hoje diz que votaria em Caiado no segundo turno contra Lula pode mudar de ideia completamente se Caiado chegar lá. Essas projeções têm valor limitado.

Mark

O que mais chama atenção nessa pesquisa?

Mimi

A rejeição. Lula e Flávio estão empatados em 45% de rejeição cada. Significa que quase metade do eleitorado descarta completamente cada um deles.

Luke

Isso é polarização pura. Mas também significa que há espaço para movimento. Se a rejeição cair, o voto pode crescer. E se subir, o candidato está em apuros.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, o que transforma cada ponto percentual em território disputado.
  • A rejeição de 45% para cada candidato revela um eleitorado profundamente polarizado, onde quase metade do país fecha a porta para os dois nomes mais fortes.
  • O campo fora do duelo principal permanece fragmentado — Cury, Caiado, Zema e outros somam menos de 15%, sem força para romper a lógica binária da disputa.
  • Lula avançou um ponto desde a pesquisa anterior, enquanto Flávio se manteve estável, sinalizando um movimento lento mas real no humor do eleitorado.
  • O destino da eleição pode estar nas mãos dos indecisos e dos que rejeitam ambos — uma fatia que, dependendo de como se mover, pode redefinir o resultado final.

No outono político de 2026, o Brasil se descobre dividido quase ao meio: uma pesquisa Datafolha publicada em setembro coloca Lula e Flávio Bolsonaro separados por margens que a estatística considera silêncio. Com 40% contra 36% no primeiro turno, e 47% contra 45% em um eventual segundo turno, os dois líderes espelham não apenas suas forças, mas também suas fragilidades — ambos rejeitados por 45% do eleitorado. O país caminha para 2026 carregando a tensão de uma escolha que, para muitos, ainda não tem resposta.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro coloca o presidente Lula à frente da corrida presidencial de 2026 com 40% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, do PL, com 36%. A diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura, na prática, um empate técnico entre os dois candidatos.

O levantamento, feito com 2.002 eleitores entre 22 e 23 de setembro, mostra um campo fragmentado além do duelo principal. Augusto Cury aparece com 5%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3%, e Romeu Zema e Samara Martins com 1% cada. Cinco por cento declararam voto em branco ou nulo, e 2% ainda não sabem em quem votar.

Em relação à pesquisa anterior, de 17 de setembro, Lula cresceu um ponto — de 39% para 40% —, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu estável. Em simulação de segundo turno, o presidente marca 47% contra 45% do senador, novamente dentro da margem de erro. Contra outros adversários, Lula vence em todos os cenários testados, com margens que variam entre dois e nove pontos.

Um dado que atravessa toda a análise é o índice de rejeição: 45% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula, e o mesmo percentual rejeita Flávio Bolsonaro — uma queda de dois pontos para ambos em relação à semana anterior. Esse espelho de rejeição aponta para uma polarização intensa, onde o eleitorado indeciso e aquele que descarta os dois líderes pode ser o fator decisivo nos meses que antecedem a eleição.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24) de setembro coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente na corrida presidencial de 2026, com 40% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece logo atrás, com 36%. A diferença de quatro pontos percentuais situa-se dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o que significa que tecnicamente os dois candidatos estão empatados sob a perspectiva estatística.

O levantamento, realizado entre 22 e 23 de setembro junto a 2.002 eleitores, mostra um cenário fragmentado no restante do campo. Augusto Cury, do Avante, aparece com 5% das intenções de voto. Ronaldo Caiado, do PSD, marca 4%. Renan Santos, da Missão, fica com 3%. Romeu Zema, do Novo, e Samara Martins, da UP, dividem 1% cada. Nenhum outro candidato pontuou na pesquisa. Cinco por cento dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 2% ainda não sabem em quem votar.

Comparando com o levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro, Lula cresceu um ponto percentual — saiu de 39% para 40%. Flávio Bolsonaro manteve-se estável em 36%. Augusto Cury recuou de 6% para 5%, enquanto Romeu Zema avançou de 2% para 1%, uma queda que reflete a dinâmica do eleitorado em movimento.

Em uma simulação de segundo turno direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47% contra 45% do senador. Novamente, a diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, mantendo os dois candidatos tecnicamente empatados. Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio, 44%, indicando uma pequena oscilação em favor do presidente. Sete por cento dos entrevistados neste cenário votariam em branco ou nulo, e 1% não soube responder.

O instituto também testou outros possíveis confrontos de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula venceria com 46% contra 44%. Diante de Romeu Zema, o presidente teria 48% contra 39%. Contra Renan Santos, Lula chegaria a 48% contra 39%. E em um eventual duelo com Augusto Cury, o presidente marcaria 46% contra 43%. Em todos esses cenários, Lula sai na frente, mas as margens variam.

Um dado particularmente relevante é o índice de rejeição. Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados neste quesito: 45% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Lula, e o mesmo percentual rejeita Flávio Bolsonaro. Uma semana antes, ambos registravam 47% de rejeição, o que sugere uma leve queda na rejeição de ambos. Esse empate na rejeição aponta para uma polarização significativa no eleitorado, onde uma parcela considerável da população descarta completamente cada um dos principais candidatos.

A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026. O nível de confiança do levantamento é de 95%, o que significa que há uma probabilidade de 95% de que os resultados reflitam a realidade dentro da margem de erro estabelecida. Os números sugerem uma disputa aberta, onde o resultado final dependerá de como o eleitorado indeciso e aquele que ainda rejeita ambos os principais candidatos se posicionar nos próximos meses.

Os números mostram empate técnico no limite da margem de erro
— Datafolha
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur O São Gonçalo ↗
Nous contacter FAQ