Datafolha: Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro

Lula lidera entre eleitores de centro, mas ambos enfrentam rejeição acima de 45%
Pesquisa Datafolha mostra vantagem de Lula no primeiro turno, mas simetria de rejeição sugere tetos para ambos os candidatos.
Mark

Por que essa pesquisa de centro importa? Parece um segmento pequeno do eleitorado.

Mimi

Na verdade, eleitores que se autoidentificam como de centro costumam ser decisivos. São pessoas menos presas a identidades partidárias fortes, então migram mais facilmente entre candidatos. Se Lula está à frente ali, é sinal de que conseguiu alguma penetração fora de sua base tradicional.

Luke

Mas espera — qual é o tamanho desse grupo de centro na amostra? A pesquisa não diz. Sabemos que 2.004 pessoas foram entrevistadas no total, mas quantas delas se identificam como de centro? Sem isso, fica difícil saber se estamos falando de um segmento relevante ou de um detalhe estatístico.

Mark

E no segundo turno, por que Lula cai de 31% para 41%? Isso não faz sentido.

Mimi

Faz, sim. No primeiro turno, o voto se fragmenta entre vários candidatos. No segundo turno, há apenas dois nomes, então eleitores que estavam dispersos se concentram. Além disso, alguns que votariam em Zema ou Caiado no primeiro turno podem migrar para Lula ou Flávio no segundo.

Luke

Mas note que 24% votariam em branco no segundo turno entre eleitores de centro. Isso é muito alto. Sugere que nem Lula nem Flávio conseguem convencer esse grupo de forma decisiva. Não é uma vitória clara para ninguém.

Mark

E quanto àquele grupo de não alinhados? Como é diferente do centro?

Mimi

O centro é definido por uma escala de 1 a 7. Os não alinhados estão numa escala diferente, de 1 a 5, e se definem por não serem bolsonaristas nem petistas. São grupos medidos de formas distintas, então não são exatamente comparáveis.

Luke

Exato. E ali, Lula e Flávio empatam no primeiro turno, 40% a 35%. Isso é bem diferente da vantagem de 14 pontos no grupo de centro. Então a força de Lula entre eleitores de centro não se repete entre os não alinhados. Isso importa.

Mark

A rejeição é praticamente igual para os dois em todos os grupos. O que isso significa?

Mimi

Significa que ambos têm tetos. Nenhum deles consegue ser aceito por mais de metade do eleitorado, mesmo entre seus segmentos mais favoráveis. Isso aponta para uma eleição muito competitiva, sem vencedor óbvio.

Luke

E lembre-se: essa pesquisa é de março de 2026. Faltam meses para a eleição. Muito pode mudar. Esses números são um retrato de um momento, não uma previsão.

  • A vantagem de Lula sobre Flávio entre eleitores de centro é de 14 pontos no primeiro turno — margem que ultrapassa com folga o erro estatístico da pesquisa.
  • No segundo turno, essa diferença encolhe drasticamente: o resultado entre os dois vira um empate técnico, com 41% para Lula e 32% para Flávio.
  • Um quarto dos eleitores de centro declara que votaria em branco num confronto direto entre os dois, sinalizando insatisfação profunda com ambas as opções.
  • A rejeição é quase simétrica: 45% dos eleitores de centro recusam Lula categoricamente, enquanto 51% fazem o mesmo com Flávio.
  • No eleitorado geral, o padrão se repete — vantagem de Lula no primeiro turno, empate técnico no segundo, com os dois candidatos presos dentro de seus núcleos consolidados.

No início de março de 2026, o Datafolha mediu o pulso de um eleitorado que resiste à polarização: entre os que se dizem de centro, Lula lidera Flávio Bolsonaro com folga no primeiro turno, mas os dois se aproximam no segundo — enquanto um quarto desse grupo declara que votaria em branco. O retrato sugere que a disputa pela presidência ainda não encontrou, nos extremos nem no meio, uma narrativa capaz de conquistar plenamente aqueles que buscam uma terceira via.

Uma pesquisa Datafolha conduzida entre 3 e 5 de março de 2026, com 2.004 entrevistas em 137 municípios, traça um mapa detalhado de como o eleitorado de centro se distribui entre os principais candidatos à presidência. O resultado mais saliente: Lula aparece com 31% das intenções de voto nesse segmento, contra 17% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de 14 pontos que está bem além da margem de erro de cinco pontos percentuais. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem em seguida, com 9% e 6%, respectivamente.

A pergunta espontânea — sem apresentar nomes — revela ainda mais a fragilidade de Flávio entre esse grupo: apenas 2% o mencionam, enquanto Lula é citado por 15%. Mas o segundo turno embaralha o cenário. Num confronto direto, Lula alcança 41% e Flávio 32% entre os eleitores de centro — resultado classificado como empate técnico pela metodologia. O dado mais revelador, porém, é o dos 24% que declarariam voto em branco, indicando que uma parcela expressiva desse eleitorado não se sente representada por nenhum dos dois.

No eleitorado total, Lula mantém vantagem de cinco a seis pontos no primeiro turno, mas o segundo turno nacional também resulta em empate técnico: 46% a 43%. Entre eleitores que se dizem nem bolsonaristas nem petistas, o padrão se repete — empate no primeiro e no segundo turno, com 23% de votos em branco.

A rejeição aos dois candidatos é quase espelhada. Entre eleitores de centro, 45% descartam Lula e 51% descartam Flávio. Entre os não alinhados, os números são 48% e 50%, respectivamente. A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-03715/2026, sugere que ambos os candidatos enfrentam barreiras estruturais para crescer além de suas bases — e que o centro do espectro político permanece, por ora, um território em aberto.

Uma pesquisa Datafolha realizada no início de março de 2026 revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro entre eleitores que se posicionam no centro do espectro político. O levantamento, conduzido entre 3 e 5 de março com 2.004 entrevistas espalhadas por 137 municípios, testou diversos cenários de primeiro turno e oferece um retrato nuançado de como esse segmento do eleitorado se distribui entre os candidatos.

No primeiro turno, considerando apenas eleitores que se autoidentificam como de centro numa escala de 1 a 7, Lula aparece com 31% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 17%. O restante do campo se divide entre Romeu Zema, do Novo, com 9%, e Ronaldo Caiado, do PSD, com 6%. A margem de erro da pesquisa é de cinco pontos porcentuais, o que significa que essa diferença de 14 pontos entre Lula e Flávio está bem fora da zona de incerteza estatística. Quando se pergunta espontaneamente aos eleitores de centro em quem votariam, sem apresentar nomes, o cenário muda: 15% mencionam Lula, enquanto apenas 2% citam Flávio e 2% mencionam Jair Bolsonaro.

O segundo turno entre os dois principais nomes apresenta um quadro diferente. Nesse segmento de centro, Lula alcança 41% enquanto Flávio chega a 32%, resultado que a metodologia estatística classifica como tecnicamente empatado. Um quarto dos eleitores de centro, 24%, declararia voto em branco nesse cenário, e 3% não souberam responder. Essa proporção elevada de abstenções e votos brancos sugere que mesmo entre eleitores que se posicionam no centro, há uma parcela significativa que não se sente plenamente representada por nenhuma das duas opções.

Quando se observa o eleitorado como um todo, Lula mantém uma vantagem mais confortável sobre Flávio no primeiro turno, liderando por cinco ou seis pontos. Porém, no segundo turno nacional, os dois candidatos ficam tecnicamente empatados, com Lula em 46% e Flávio em 43%. Há ainda um terceiro grupo analisado pela pesquisa: eleitores que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas, posicionados numa escala diferente. Entre eles, Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro turno (40% a 35%) e no segundo turno, com uma proporção ainda maior de votos em branco, chegando a 23%.

A rejeição aos candidatos também revela simetria interessante. Entre eleitores de centro, 45% afirmam que não votariam em Lula sob nenhuma circunstância, enquanto 51% rejeitam Flávio. Entre os não alinhados, a rejeição é praticamente idêntica: 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio. Esses números sugerem que ambos os candidatos enfrentam barreiras significativas para expandir suas bases além de seus núcleos mais consolidados, especialmente entre o eleitorado que se posiciona fora das polarizações tradicionais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03715/2026, conferindo-lhe validade oficial.

No primeiro turno entre eleitores de centro, Lula tem 31% e Flávio 17%, seguidos por Romeu Zema com 9% e Ronaldo Caiado com 6%
— Datafolha
No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com 24% votando em branco
— Datafolha
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