A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra um campo de disputa que permanece suspenso entre o movimento e a imobilidade: Lula e Flávio Bolsonaro avançaram juntos, mas chegaram ao mesmo lugar. Com 42% e 38% respectivamente, os dois líderes vivem um empate técnico que revela tanto a força de cada campo quanto a resistência do eleitorado em se mover — um retrato fiel de um país que ainda pondera seu próprio destino.
Datafolha: Lula sobe para 42% e Flávio para 38% no 1º turno; distância permanece em 4 pontos
A distância entre eles permaneceu em quatro pontos
Então tecnicamente Lula e Flávio estão empatados?
Sim, dentro da margem de erro. Ambos subiram dois pontos, mas a distância de quatro pontos permanece igual à pesquisa anterior, então estatisticamente não houve mudança real.
Mas é importante notar que a margem de erro de dois pontos significa que Lula poderia estar entre 40% e 44%, e Flávio entre 36% e 40%. Há sobreposição, mas também há cenários onde Lula está claramente à frente.
E os outros candidatos? Alguém está crescendo?
Não. Cury caiu de 5% para 4%, Caiado caiu de 4% para 3%. O campo está bastante cristalizado.
Exceto Wilson Grassi, que saiu de 0% para 1%. Mas um ponto percentual em uma amostra de 2.506 pessoas é uma variação muito pequena para afirmar que ele está realmente crescendo.
E se olharmos só votos válidos?
Aí Lula fica com 45% e Flávio com 40%, uma diferença de cinco pontos. É uma vantagem mais clara quando você exclui brancos e nulos.
Mas isso é apenas um recorte diferente dos mesmos dados. Não significa que Lula venceria o segundo turno com essa margem — é só como os votos se distribuem se todos os indecisos e abstencionistas não votarem.
Quanto tempo levou para fazer essa pesquisa?
Três dias, entre 28 e 30 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas com 16 anos ou mais.
E está registrada no TSE, então é uma pesquisa oficial e verificável. Isso é importante.
Der Puls
- Lula e Flávio sobem dois pontos cada um, mas a distância entre eles permanece congelada em quatro pontos — exatamente onde estava em setembro.
- A margem de erro de dois pontos transforma a liderança aparente em empate estatístico, mantendo a corrida presidencial em aberto.
- O campo alternativo encolhe: Cury cai para 4%, Caiado recua para 3%, e os demais candidatos mal registram presença na disputa.
- Com apenas 2% de indecisos e 5% de brancos e nulos, o eleitorado já escolheu seus lados — o que torna cada décimo de ponto ainda mais disputado.
- Em votos válidos, Lula amplia a vantagem para cinco pontos (45% a 40%), sinalizando que o segundo turno pode ser o verdadeiro campo de definição desta eleição.
A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra um campo de disputa que permanece suspenso entre o movimento e a imobilidade: Lula e Flávio Bolsonaro avançaram juntos, mas chegaram ao mesmo lugar. Com 42% e 38% respectivamente, os dois líderes vivem um empate técnico que revela tanto a força de cada campo quanto a resistência do eleitorado em se mover — um retrato fiel de um país que ainda pondera seu próprio destino.
O Datafolha divulgado na quinta-feira fotografou uma corrida presidencial que se move sem se transformar. Lula chegou a 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 38% — ambos subiram dois pontos em relação ao levantamento anterior, mas a distância entre eles permaneceu idêntica à registrada em 24 de setembro. Dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais, os critérios estatísticos da pesquisa reconhecem o que os números sugerem: um empate técnico. O levantamento ouviu 2.506 pessoas entre 28 e 30 de setembro, com 95% de confiança e registro no TSE.
No restante do campo, o cenário é de recuo generalizado. Augusto Cury caiu de 5% para 4%, Ronaldo Caiado foi de 4% para 3%, e Renan Santos se manteve no mesmo patamar. Romeu Zema e Samara Martins seguem com 1% cada, enquanto Wilson Grassi saiu do zero para marcar presença. Os demais candidatos continuam sem registrar intenções de voto. Brancos, nulos e indecisos somam 7%, praticamente estáveis — sinal de que o eleitorado, em sua maioria, já fez suas escolhas.
A leitura em votos válidos oferece uma perspectiva diferente: excluídos brancos e nulos, Lula sobe para 45% e Flávio para 40%, abrindo uma vantagem de cinco pontos. Essa diferença pode ganhar peso decisivo caso a disputa avance para um segundo turno, tornando o comportamento desse eleitorado já definido o verdadeiro fator a ser observado nos próximos meses.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro chegou a 38%. Ambos subiram dois pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, mas a distância entre eles permaneceu em quatro pontos — exatamente a mesma margem registrada em 24 de setembro.
Essas variações, porém, ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, o que significa que tecnicamente os dois candidatos estão empatados segundo os critérios estatísticos da pesquisa. O levantamento foi realizado entre 28 e 30 de setembro, ouvindo 2.506 pessoas com 16 anos ou mais, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08039/2026.
No restante do campo, o escritor Augusto Cury recuou de 5% para 4%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado caiu de 4% para 3%, mesmo patamar do presidente do Missão, Renan Santos, que se manteve estável. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema e a dentista Samara Martins permaneceram com 1% cada, enquanto o veterinário Wilson Grassi subiu de 0% para 1%. Os demais candidatos — o economista Edmilson Costa, o jornalista Rui Costa Pimenta, o empresário Leonardo Avalanche, a advogada Clariana Barão e o professor Hertz Dias — continuaram com 0%.
Os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que não escolheram nenhum candidato somaram 5%, mantendo o mesmo patamar da rodada anterior. Os indecisos também permaneceram estáveis em 2%, sinalizando um eleitorado que já definiu suas preferências em grande medida.
Quando se considera apenas os votos válidos — excluindo brancos e nulos — o quadro muda ligeiramente. Nessa contagem, Lula sobe para 45% das intenções contra 40% de Flávio, ampliando a vantagem para cinco pontos. Cury aparece com 4%, Caiado e Renan com 3% cada, e Zema com 1%. Essa diferença em votos válidos pode sinalizar uma dinâmica importante para possíveis desdobramentos da campanha, especialmente se o processo avançar para um segundo turno.
Bemerkenswerte Zitate
As variações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos— Datafolha