Datafolha: Lula sobe para 42% e Flávio Bolsonaro para 38% em nova pesquisa

Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados
Ambos estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais no primeiro turno.
Mark

Esses números de Lula subindo de 39% para 42% — é movimento real ou variação dentro da margem de erro?

Mimi

É uma sequência consistente de crescimento ao longo de vários meses. Começou em 39%, passou por 38%, voltou a 39%, subiu para 40%, e agora 42%. Não é uma oscilação aleatória; é uma linha ascendente.

Luke

Mas tecnicamente, 42% com margem de ±2 significa que ele poderia estar em 40%. E Flávio em 38% com a mesma margem poderia estar em 40% também. Eles estão empatados.

Mimi

Verdade. Mas o padrão importa. Se você vê Lula subindo consistentemente e Flávio subindo mais lentamente, há algo acontecendo, mesmo que os números atuais se sobreponham.

Mark

E a aprovação dele? 48% aprovam, 49% desaprovam. Como ele pode estar ganhando se mais gente desaprova?

Mimi

Porque nem todo mundo que desaprova o governo vota no candidato da oposição. Alguns podem votar em branco, nulo, ou em outro candidato. E alguns que desaprovam podem ainda preferir Lula a alternativas.

Luke

Também é importante notar que a aprovação está em 48% agora, mas começou em 47% em agosto. Subiu um ponto. Não é uma transformação.

Mark

Nos cenários de segundo turno, Lula ganha de todo mundo. Isso muda a análise?

Mimi

Muda porque mostra que Lula tem um teto maior em segundo turno. Contra Zema, por exemplo, ele chega a 49%. Mas contra Flávio, fica em 48%, o mesmo que contra Caiado.

Luke

E todos esses cenários têm Lula dentro da margem de erro. Ele não está claramente à frente em nenhum deles. A diferença é pequena demais para ser conclusiva.

Mark

Então o que a gente sabe de verdade?

Mimi

Que Lula está em movimento ascendente, que tem vantagem numérica em todos os cenários, mas que essa vantagem é frágil. E que o eleitorado está muito dividido — quase metade aprova, quase metade desaprova.

  • Lula sobe de 39% para 42% ao longo de seis rodadas de pesquisa, mas a margem de erro de dois pontos mantém a disputa tecnicamente empatada com Flávio Bolsonaro, que chegou a 38%.
  • A aprovação do governo Lula está partida ao meio — 48% aprovam, 49% desaprovam — revelando um eleitorado polarizado onde nenhum dos lados tem força suficiente para definir o jogo.
  • Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem numérica sobre todos os adversários testados, mas em nenhum caso ultrapassa a margem de erro com folga suficiente para ser considerado favorito seguro.
  • Os votos brancos e nulos caem consistentemente, de 9% para 6%, sinalizando que o eleitorado está se posicionando — mas os indecisos já são apenas 1% a 2%, sugerindo que a batalha será travada na convicção, não na conquista de novos eleitores.

A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha revela um país dividido ao meio: Lula avança lentamente, mas não escapa do empate técnico com Flávio Bolsonaro. Os números traduzem menos uma preferência consolidada do que uma tensão ainda em formação — um eleitorado que, em sua maioria, já escolheu um lado, mas ainda não decidiu com convicção.

A mais recente pesquisa Datafolha coloca Lula com 42% de intenção de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os dois lideram tecnicamente empatados — uma fotografia de disputa aberta, não de liderança consolidada.

A trajetória de Lula ao longo das seis rodadas da série é de crescimento gradual: saiu de 39% em agosto e chegou aos atuais 42%. Flávio Bolsonaro percorreu caminho semelhante, partindo de 33% até os 38% de agora, mas em ritmo mais lento. Os demais candidatos — Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema — permanecem em posições secundárias, todos dentro da margem de erro entre si.

Nos cenários de segundo turno simulados pelo Datafolha, Lula aparece à frente em todas as combinações testadas: 48% a 45% contra Flávio Bolsonaro, 48% a 42% contra Caiado, e 49% a 40% contra Zema. As vantagens existem, mas nenhuma delas é ampla o suficiente para afastar o empate técnico.

A aprovação do governo reflete a mesma divisão: 48% aprovam o trabalho de Lula, 49% desaprovam. Na avaliação geral, 35% consideram o governo ótimo ou bom, 23% regular, e 41% ruim ou péssimo. O que os números descrevem, no fim, é um Brasil que já escolheu seus lados — mas onde nenhum deles ainda tem força suficiente para decidir a eleição.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta semana coloca Lula com 42% de intenção de voto para presidente, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 38%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que significa que os dois candidatos estão tecnicamente empatados — Lula poderia estar entre 40% e 44%, e Bolsonaro entre 36% e 40%.

O levantamento mostra uma trajetória ascendente para o presidente petista. Em agosto, quando a série começou, Lula marcava 39%. Passou por 38%, voltou a 39% em duas rodadas, subiu para 40% e agora chegou aos 42%. Flávio Bolsonaro, do PL, começou em 33%, permaneceu nesse patamar por duas pesquisas, depois subiu para 35%, alcançou 36% em duas ocasiões e agora está em 38%. A dinâmica sugere movimento, mas dentro de uma margem que não permite conclusões definitivas sobre quem está à frente.

Os demais candidatos permanecem em posições secundárias e praticamente empatados entre si dentro da margem de erro. Augusto Cury, do Avante, começou com 2%, chegou a 8%, oscilou entre 6% e 5%, e agora está em 4%. Ronaldo Caiado, do PSD, saiu de 5% e caiu para 3%. Renan Santos, do Missão, mantém-se em 3%, enquanto Romeu Zema, do Novo, está em 1%. Esses quatro nomes — Cury, Caiado, Santos e Zema — estão todos dentro da margem de erro uns dos outros.

Quando o Datafolha simula cenários de segundo turno, o quadro muda. Numa disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente petista aparece com 48% contra 45% do bolsonarista — ainda tecnicamente empatados dentro da margem. Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 48% e Caiado 42%. Diante de Romeu Zema, Lula sobe para 49% e Zema fica em 40%. Em todos esses cenários, Lula mantém uma vantagem numérica, mas em nenhum deles consegue uma margem confortável que o coloque claramente à frente.

A aprovação do trabalho de Lula como presidente permanece dividida. Quarenta e oito por cento aprovam sua atuação, enquanto 49% desaprovam — uma diferença de apenas um ponto percentual. Quando perguntados sobre a avaliação geral do governo, 35% o consideram ótimo ou bom, 23% acham regular, e 41% o avaliam como ruim ou péssimo. Esses números refletem um eleitorado polarizado, onde quase metade da população rejeita o governo e a outra metade o apoia ou tolera.

Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos vêm caindo ao longo das rodadas. Começaram em 9% em agosto, passaram por 8%, 7%, e agora estão em 6% no cenário de primeiro turno. Nos cenários de segundo turno, variam entre 6% e 10%, dependendo do adversário. Os indecisos, por sua vez, representam apenas 1% a 2% do eleitorado, sugerindo que a maioria das pessoas já tem uma posição definida ou pelo menos uma inclinação clara.

O que emerge desses números é um retrato de uma disputa aberta. Lula tem movimento ascendente e vantagem em todos os cenários testados, mas nenhuma delas é robusta o suficiente para ser considerada segura. Flávio Bolsonaro também está em trajetória de crescimento, embora mais lenta. O eleitorado está dividido, a aprovação do governo é frágil, e a margem de erro continua sendo o fator determinante na interpretação de quem está realmente à frente.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%
— Datafolha
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