Datafolha: Lula lidera Flávio por 3 pontos em segundo turno; 10% votariam branco/nulo

A vantagem de Lula encolheu de 15 para apenas 3 pontos em três meses
Datafolha mostra erosão significativa na liderança do presidente petista no cenário de segundo turno.
Mark

Como você interpreta essa queda de 15 para 3 pontos em apenas três meses? É um sinal de que Flávio está crescendo ou de que Lula está caindo?

Mimi

Provavelmente os dois. Lula perdeu 5 pontos — de 51% para 46% — enquanto Flávio ganhou 7 pontos — de 36% para 43%. Então há movimento nos dois sentidos, mas Flávio está crescendo mais rápido do que Lula está caindo.

Luke

Mas precisamos lembrar que essa é uma pesquisa de um único instituto em um único momento. Três meses é tempo suficiente para mudanças reais, mas também para flutuações normais. A margem de erro é de dois pontos, então tecnicamente a diferença de 3 pontos não é tão robusta quanto parece.

Mark

E esses 10% que votariam em branco ou nulo — eles são eleitores que não gostam de nenhum dos dois, ou são pessoas que ainda não decidiram?

Mimi

A pesquisa não diferencia entre essas duas coisas. Pode ser rejeição genuína aos candidatos, pode ser indecisão, pode ser protesto. O que importa é que eles existem e podem ser decisivos.

Luke

Exatamente. E a pesquisa não nos diz o que aconteceria se esses 10% fossem pressionados a escolher. Muitas vezes, quando você força uma decisão, esses votos migram. Não sabemos para onde.

Mark

Flávio está crescendo em regiões específicas — Sul, Norte, Centro-Oeste, evangélicos. Isso significa que Lula perdeu apoio nesses lugares ou que Flávio conquistou novos eleitores?

Mimi

Provavelmente ambos. Flávio herdou parte da base do pai e está expandindo nela. Mas Lula também pode ter perdido apoio em algumas dessas regiões. A pesquisa não decompõe isso com clareza.

Luke

E aqui está o problema: a pesquisa nos diz onde Flávio é forte agora, mas não nos diz se ele está forte porque conquistou novos votos ou porque manteve votos que Lula tinha antes. Essa é uma diferença importante para entender a dinâmica real.

  • A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro despencou de 15 para 3 pontos em apenas três meses — uma erosão que redefine o campo de batalha eleitoral.
  • Flávio Bolsonaro avança com força entre evangélicos e nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, consolidando as mesmas bases que elegeram seu pai.
  • Um em cada dez eleitores declara que votaria em branco ou nulo, um contingente que pode ser mais decisivo do que qualquer estratégia de campanha.
  • Lula ainda lidera todos os cenários testados pelo Datafolha, mas suas margens encolhem em cada um deles, sinalizando uma tendência que preocupa o campo petista.
  • Com margem de erro de dois pontos e uma diferença de apenas três, a pesquisa projeta uma eleição que pode ser decidida nos últimos dias — ou nas últimas horas.

A três meses de distância de dezembro, o Brasil acorda para um cenário eleitoral profundamente transformado: o que era uma vantagem confortável de 15 pontos para Lula sobre Flávio Bolsonaro reduziu-se a apenas 3, segundo o Datafolha. A democracia, como sempre, revela-se um organismo vivo — e os números de março de 2026 lembram que nenhuma liderança é permanente. O eleitorado, fragmentado e inquieto, ainda guarda em si uma parcela de dez por cento que recusa ambos os caminhos oferecidos.

O Datafolha divulgado em 7 de março de 2026 redesenhou o mapa eleitoral brasileiro com uma clareza desconfortável: Lula aparece com 46% das intenções de voto num eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 43%. A diferença de 3 pontos, dentro da margem de erro de 2 pontos, contrasta com a folga de 15 pontos que o presidente petista ostentava em dezembro de 2025. Em três meses, 12 pontos evaporaram.

A pesquisa, realizada com 2.004 eleitores em 137 municípios, revela um eleitorado dividido e com uma fatia expressiva de resistência: 10% afirmam que votariam em branco ou nulo — número quase idêntico ao de dezembro, quando era 12%. Apenas 1% não soube responder. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, cresce de forma consistente entre evangélicos e nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, reativando bases que historicamente sustentaram o bolsonarismo.

O instituto testou ainda outros adversários para Lula. Contra Ratinho Júnior, o presidente vai a 45% contra 41%. Frente a Eduardo Leite, a vantagem é maior: 46% a 34%. E contra Ronaldo Caiado, Lula marca 46% contra 36%. Em todos os cenários, o petista lidera — mas em nenhum deles com folga tranquilizadora.

O bloco de eleitores que recusa todos os candidatos merece atenção especial. Com uma margem tão estreita entre os dois primeiros colocados, esse contingente de indecisos e abstêmios pode inclinar a balança de forma decisiva — dependendo de como, ou se, vier a se mover até o dia do pleito.

A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 7 de março, traça um quadro de segundo turno presidencial muito mais apertado do que era esperado há poucos meses. Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem de apenas 3 pontos porcentuais. O que torna esse número particularmente significativo é a trajetória: em dezembro de 2025, o presidente petista liderava por 15 pontos. A erosão de 12 pontos em três meses marca uma mudança substancial no cenário eleitoral.

Os números completos revelam um eleitorado fragmentado. Além dos dois principais candidatos, 10% dos eleitores afirmam que votariam em branco ou nulo — uma cifra que permanece praticamente estável em relação a dezembro, quando era 12%. Apenas 1% dos entrevistados não soube responder em quem votaria. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores distribuídos em 137 municípios entre terça e quinta-feira da semana anterior à divulgação, com margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, consolidou ganhos em segmentos específicos do eleitorado. Ele se destaca particularmente entre evangélicos, entre eleitores da região Sul e entre moradores do Norte e Centro-Oeste. Essa concentração geográfica e demográfica sugere que sua campanha encontrou ressonância em bases que historicamente apoiaram seu pai, enquanto Lula vê sua base nacional se estreitar.

O instituto testou também outros cenários de segundo turno para mapear a força de Lula contra diferentes adversários. Contra Ratinho Júnior, o presidente mantém 45% contra 41%. Diante de Eduardo Leite, a vantagem é maior: 46% contra 34%. E frente a Ronaldo Caiado, Lula marca 46% contra 36%. Em todos esses cenários, o petista segue à frente, mas em nenhum deles sua margem é confortável. A tendência é clara: conforme o pleito se aproxima, as distâncias se reduzem.

O dado dos votos em branco ou nulo merece atenção particular. Uma em cada dez pessoas que respondeu à pesquisa sinalizou desejo de não votar em nenhum dos candidatos oferecidos. Esse contingente pode ser decisivo em uma eleição onde a margem entre os dois principais nomes é de apenas três pontos. Se esses eleitores indecisos ou abstêmios se movimentarem para um lado ou outro, ou se mantiverem sua posição, o resultado final pode variar significativamente do que a pesquisa atual projeta.

Lula segue à frente em todos os cenários testados, mas suas margens de vantagem continuam em queda
— Datafolha
Fale Conosco FAQ