Em setembro de 2026, uma pesquisa Datafolha revelou que 53% dos beneficiários do Bolsa Família declaram intenção de voto em Lula, contra 28% para Flávio Bolsonaro — uma distância que não é acidente, mas reflexo de como políticas de transferência de renda tecem vínculos duradouros entre governantes e os mais vulneráveis. A margem de 25 pontos percentuais convida a uma reflexão mais profunda: quando a sobrevivência cotidiana está em jogo, o voto raramente é apenas uma opinião — é também uma escolha de proteção.