Datafolha: Lula lidera com 60% entre beneficiários do Bolsa Família no 2º turno

Lula alcança 60% entre beneficiários do Bolsa Família
Em cenário de segundo turno, presidente lidera com vantagem de 27 pontos sobre Flávio Bolsonaro.
Mark

Por que essa pesquisa com beneficiários do Bolsa Família importa tanto? Não é só um segmento do eleitorado?

Mimi

É um segmento que cresceu muito nos últimos anos. Estamos falando de milhões de pessoas. Como elas votam pode definir eleições.

Luke

Verdade, mas precisamos ser precisos: quantos milhões? O Datafolha não diz o tamanho total do universo de beneficiários.

Mark

E essa diferença entre 60% e 44% — estimulada versus espontânea — o que explica?

Mimi

Quando você ouve o nome Lula, você lembra de quem ele é, do que representa. Na espontânea, as pessoas precisam pensar sozinhas. Muitos não conseguem nomear candidatos sem ajuda.

Luke

Certo, mas isso também pode significar que sem o nome na frente, esses eleitores não têm preferência clara. Não sabemos se estão realmente indecisos ou se simplesmente não acompanham política.

Mark

E essa correção de 15% no benefício — como isso muda o jogo?

Mimi

Muda tudo. R$ 91 a mais por mês para quem ganha R$ 600 é significativo. Mas a pesquisa foi feita antes disso virar notícia.

Luke

Exatamente. Então esses números não refletem como o beneficiário vai reagir à notícia. Precisamos de uma nova pesquisa para saber se isso move votos.

Mark

Flávio Bolsonaro está tão atrás que não tem volta?

Mimi

Nessa pesquisa, sim, está muito atrás. Mas segundo turno é diferente. Dinâmica muda.

Luke

E não sabemos qual seria o outro candidato no segundo turno. A pesquisa é hipotética. Tudo pode mudar.

  • A vantagem de Lula entre beneficiários do Bolsa Família chega a 27 pontos percentuais no segundo turno — uma distância que sinaliza um eleitorado altamente fidelizado.
  • No primeiro turno, a margem é ainda mais folgada: 53% para Lula contra apenas 28% para Flávio Bolsonaro nesse segmento específico.
  • A pesquisa foi concluída antes do anúncio do reajuste de 15% no benefício, de R$ 600 para R$ 691, o que deixa em aberto o impacto dessa medida nas próximas medições.
  • Na versão espontânea da pesquisa — sem citar nomes — os números caem para 44% e 19%, revelando que o reconhecimento dos candidatos amplifica significativamente as intenções de voto.
  • O levantamento, registrado no TSE e contratado pelo grupo Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Entre aqueles que dependem do Bolsa Família para sustentar o cotidiano, o presidente Lula mantém uma liderança expressiva sobre Flávio Bolsonaro — 60% a 33% em um eventual segundo turno, segundo o Datafolha. A pesquisa, realizada em setembro de 2026 com mais de dois mil entrevistados, captura um eleitorado que historicamente se identifica com políticas de transferência de renda, e cujos números ainda não refletem o anúncio de reajuste de 15% no benefício. No grande teatro das disputas eleitorais, o vínculo entre proteção social e preferência política raramente é tão visível quanto aqui.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, expõe a solidez do apoio do presidente Lula entre os beneficiários do Bolsa Família. Em um cenário hipotético de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, Lula alcança 60% das intenções de voto nesse segmento, enquanto o filho do ex-presidente fica com 33% — uma diferença de 27 pontos percentuais.

No primeiro turno, a vantagem petista é ainda mais pronunciada: 53% contra 28%. O crescimento de sete pontos no segundo turno reflete tanto a consolidação de eleitores já inclinados ao presidente quanto possíveis migrações de indecisos e apoiadores de outros candidatos.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Foram considerados beneficiários tanto os receptores diretos do programa quanto moradores de domicílios onde alguém recebe o auxílio. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-04029/2026 e contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S.Paulo.

Um elemento crucial marca o contexto da coleta: a maior parte dos dados foi reunida antes do anúncio governamental de reajuste de 15% no valor do benefício, que passará de R$ 600 para R$ 691. Os números, portanto, ainda não capturam o possível efeito dessa notícia sobre as intenções de voto.

Na versão espontânea da pesquisa — em que os nomes dos candidatos não são mencionados ao entrevistado —, Lula aparece com 44% e Flávio Bolsonaro com 19%. A diferença em relação à pesquisa estimulada revela o peso do reconhecimento dos nomes na forma como esse eleitorado se posiciona.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira revela a força que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém entre os eleitores que dependem do Bolsa Família. Em um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, Lula alcança 60% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fica com 33%. A margem entre eles — 27 pontos percentuais — mostra uma distância considerável nesse segmento específico do eleitorado.

No primeiro turno, a vantagem petista é ainda mais pronunciada. Lula registra 53% das intenções de voto entre beneficiários do programa, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Esse crescimento de sete pontos no segundo turno hipotético reflete tanto a consolidação de votos já inclinados para o presidente quanto possíveis migrações de eleitores indecisos ou de terceiros candidatos.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre terça-feira, 15 de setembro, e a quinta-feira, 17. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O instituto considerou como beneficiários tanto os receptores diretos do programa quanto pessoas que vivem em residências onde alguém recebe o auxílio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026 e foi contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S.Paulo.

Um detalhe importante marca o timing dessa pesquisa: a maior parte da coleta de dados ocorreu antes do anúncio feito pelo governo federal nesta quinta-feira de que o valor do benefício será corrigido em 15%. A parcela mínima passará de R$ 600 para R$ 691. Isso significa que os números refletem as intenções de voto dos beneficiários antes dessa notícia ganhar circulação, deixando em aberto como essa correção pode impactar futuras medições.

Quando o Datafolha apresenta a pergunta de forma espontânea — sem mencionar os nomes dos candidatos ao entrevistado — os números mudam de figura. Nesse formato, Lula marca 44% das intenções de voto entre beneficiários do Bolsa Família, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 19%. A diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea sugere que o reconhecimento dos nomes dos candidatos influencia significativamente como esse eleitorado se posiciona.

A maior parte do levantamento foi feita antes da divulgação de hoje do governo federal de que o valor do benefício será corrigido em 15%
— Datafolha
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