Datafolha: Lula lidera com 47% contra 43% de Flávio em 2º turno de 2026

Lula avança enquanto rejeição permanece praticamente empatada
Presidente lidera por 4 pontos, mas ambos candidatos enfrentam rejeição de cerca de 45%.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em maio de 2026? Estamos tão longe das eleições?

Mimi

Não, na verdade estamos a cinco meses do segundo turno. Essa é a primeira vez que vemos Lula saindo na frente de forma clara contra Flávio desde que as mensagens com o banqueiro vieram à tona.

Luke

Mas vale notar que em maio passado eles estavam empatados em 45% cada. Então a mudança de 4 pontos em uma semana é real, mas também pode ser volatilidade normal. A margem de erro é de 2 pontos.

Mark

E Michelle? Por que testá-la agora?

Mimi

Porque ainda há incerteza sobre quem será o candidato do PL. Flávio é senador, Michelle é ex-primeira-dama. A pesquisa mostra que ela teria um desempenho ligeiramente melhor contra Lula — 48% a 43%, comparado aos 47% a 43% de Flávio.

Luke

Espera — Michelle tem 43% contra Lula em 48%, e Flávio tem 43% contra Lula em 47%. Então a diferença entre os dois cenários é mínima. Não é claro que Michelle seja mais forte.

Mark

E a rejeição? Como isso muda o jogo?

Mimi

Flávio é rejeitado por 46% dos eleitores. Lula por 45%. É praticamente um empate. Isso significa que ambos têm um teto de apoio similar — nenhum dos dois consegue contar com a rejeição do outro como vantagem automática.

Luke

Exatamente. A rejeição alta de ambos sugere que essa eleição pode ser decidida por quem conseguir mobilizar melhor seus apoiadores, não por quem conseguir conquistar novos votos.

Mark

Então o que muda entre agora e outubro?

Mimi

Tudo. Campanhas, eventos, crises, alianças. Esses números são um retrato de um momento específico — logo após as mensagens do Flávio com o banqueiro serem publicadas.

Luke

E vale lembrar que 9% ainda dizem branco ou nulo contra Flávio, e 8% contra Michelle. Esses votos podem migrar para qualquer lado.

  • Lula recupera vantagem sobre Flávio Bolsonaro após semana de empate técnico, abrindo quatro pontos de diferença em novo levantamento do Datafolha.
  • A pesquisa foi realizada logo após a divulgação de mensagens entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, lançando dúvidas sobre o impacto do episódio nas intenções de voto.
  • Em votos válidos, a distância se amplia: Lula chega a 52,2% enquanto Flávio fica em 47,8%, tornando a vantagem mais expressiva do que os números brutos sugerem.
  • Michelle Bolsonaro, testada no mesmo cenário, perde para Lula por margem menor — 43% a 48% —, com rejeição de apenas 31%, bem abaixo dos 46% de Flávio e dos 45% de Lula.
  • Com rejeições quase idênticas entre os dois líderes, a eleição de 2026 pode ser decidida por indecisos, dinâmicas de campanha e eventos ainda imprevisíveis.

A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil já ensaia os contornos de uma disputa que promete ser tão intensa quanto as anteriores. Uma pesquisa Datafolha divulgada em maio coloca Lula à frente de Flávio Bolsonaro em um hipotético segundo turno — 47% contra 43% —, sinalizando que o campo político ainda está em movimento, moldado tanto por números quanto por episódios que emergem no calor do cotidiano. A história, como sempre, está sendo escrita antes mesmo de a campanha começar.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira mostra o presidente Lula à frente do senador Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno para 2026: 47% contra 43%, uma virada em relação à semana anterior, quando os dois estavam empatados em 45%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 20 e 22 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A trajetória dos números ao longo dos meses revela oscilações: em abril, Flávio havia chegado a 46% contra 45% de Lula; agora, o presidente retoma a liderança. Considerando apenas votos válidos, a distância cresce — Lula alcança 52,2% e Flávio fica em 47,8%. O período de coleta coincide com a repercussão de mensagens trocadas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, publicadas pelo The Intercept Brasil, nas quais Flávio teria pedido apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro.

O instituto também testou Michelle Bolsonaro contra Lula. Nesse confronto, o presidente mantém a vantagem — 48% a 43% —, mas a margem é menor, sugerindo que a ex-primeira-dama mobiliza uma base ligeiramente mais sólida ou ainda desperta menos opinião formada entre os eleitores.

Nos índices de rejeição, o quadro é equilibrado: Flávio é rejeitado por 46% dos eleitores, Lula por 45%. Michelle aparece em posição mais confortável, com apenas 31% de rejeição. Com margens tão estreitas e tantos meses pela frente, a disputa de 2026 permanece aberta — dependente de indecisos, da dinâmica da campanha e de eventos que ainda estão por vir.

Uma pesquisa divulgada na sexta-feira pela Datafolha coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno para 2026. Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 43% — uma vantagem de quatro pontos percentuais que marca uma mudança em relação ao levantamento anterior, realizado uma semana antes, quando ambos estavam tecnicamente empatados em 45%.

O instituto ouviu 2.004 pessoas entre 20 e 22 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%. A trajetória dos números ao longo dos meses mostra movimento: em março, Lula tinha 46% e Flávio 43%; em abril, Lula mantinha 45% enquanto Flávio subia para 46%; em maio, ambos chegaram a 45%; agora, Lula avança novamente. Quando se considera apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos — a distância aumenta: Lula alcança 52,2% e Flávio fica em 47,8%.

A pesquisa foi realizada após a divulgação de mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O The Intercept Brasil publicou as conversas, nas quais o senador teria solicitado apoio financeiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O timing da coleta de dados — nos dias imediatamente seguintes à publicação — significa que os números refletem o cenário político em meio a esse episódio.

O instituto também testou Michelle Bolsonaro em um confronto direto contra Lula no segundo turno. Nesse cenário, o presidente mantém sua vantagem: 48% contra 43% da ex-primeira-dama, com 8% de votos em branco ou nulo e 1% de indecisos. A diferença é menor do que a registrada contra Flávio, sugerindo que Michelle teria uma base de apoio ligeiramente mais sólida ou que parte do eleitorado ainda não formou opinião sobre ela como candidata.

Os números de rejeição revelam um quadro competitivo, mas com vantagem para Lula. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores — aqueles que dizem não votariam nele para presidente em outubro de 2026. Lula, por sua vez, enfrenta rejeição de 45%, uma diferença de apenas um ponto percentual. Michelle Bolsonaro aparece com 31% de rejeição, significativamente menor, seguida por Romeu Zema, do Novo, com 18%; Renan Santos, da Missão, com 16%; e Ronaldo Caiado, do PSD, com 15%.

Os dados sugerem um cenário em que Lula parte como favorito em um segundo turno contra Flávio, mas com uma margem que deixa espaço para movimento. A rejeição praticamente equivalente entre os dois principais nomes indica que a disputa pode ser decidida por fatores que ainda não estão completamente cristalizados — a mobilização de eleitores indecisos, a dinâmica da campanha, e eventos que possam ocorrer nos meses que antecedem o pleito de outubro.

Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro
— The Intercept Brasil, conforme reportado pela Datafolha
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