A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil começa a ver contornos mais nítidos de uma disputa que promete ser acirrada. O Datafolha, em pesquisa encomendada pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, registrou um eleitorado ainda em movimento — com 13% de indecisos —, mas que por ora aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro em todos os cenários testados. Como todo instantâneo político, os números revelam menos um destino do que um ponto de partida.
Datafolha: Lula lidera com 45% em cenário de votos válidos para 2026
Lula venceria em qualquer segundo turno testado
Como se lê essa diferença entre o cenário espontâneo e o estimulado? Por que Lula sobe de 39% para 45%?
Quando você não mostra nomes, muita gente não consegue responder ou responde com o primeiro nome que vem à cabeça. Quando você apresenta uma lista, as pessoas veem todas as opções e conseguem escolher com mais clareza. Alguns que estavam indecisos ou em branco acabam se posicionando.
Mas aí a pergunta é: qual desses cenários é mais realista? No dia da eleição, o eleitor não vai ter uma lista na mão. Ele vai votar com base no que lembra, no que viu na campanha, nas conversas. O espontâneo pode ser mais próximo da realidade.
Verdade. Mas o estimulado também importa porque mostra o potencial de cada candidato quando as pessoas realmente conhecem todas as opções. É como se dissesse: se o eleitor estivesse bem informado, como votaria?
E esses 13% indecisos no cenário espontâneo — para onde eles vão?
Essa é a grande incógnita. Alguns vão para Lula, alguns para Bolsonaro, alguns votam em branco. Dependendo de como se distribuem, podem mudar o resultado.
E note que no cenário estimulado com votos válidos, os indecisos praticamente desaparecem — caem para 2%. Isso significa que quando você força a escolha, quase todo mundo escolhe. Mas na vida real, nem todo mundo vai votar.
Os números de segundo turno mostram Lula ganhando em todos os cenários. Isso é conclusivo?
Mostra uma tendência forte, sim. Mas estamos em outubro de 2026, faltam meses para a eleição. Muita coisa pode acontecer. Escândalos, crises econômicas, campanhas mais agressivas.
E também: esses cenários de segundo turno são simulações. A gente não sabe se Bolsonaro vai chegar ao segundo turno, se Caiado vai crescer, se alguém mais vai emergir. São possibilidades, não previsões.
Il Polso
- Lula lidera com 39% na pesquisa espontânea, mas Flávio Bolsonaro pressiona com 31%, sinalizando uma corrida mais competitiva do que legislaturas anteriores sugeriram.
- O bloco de indecisos — 13% do eleitorado — representa uma fatia capaz de alterar o equilíbrio da disputa conforme a campanha ganhar forma e os candidatos se definirem.
- No cenário estimulado com votos válidos, a diferença entre Lula (45%) e Bolsonaro (40%) encolhe para cinco pontos, revelando que a vantagem do presidente se estreita quando o eleitor é confrontado com a lista completa.
- Simulações de segundo turno colocam Lula vencendo em todos os cinco cenários testados, com margens entre 3 e 9 pontos — vitórias possíveis, mas nenhuma confortável o suficiente para ser considerada segura.
A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil começa a ver contornos mais nítidos de uma disputa que promete ser acirrada. O Datafolha, em pesquisa encomendada pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, registrou um eleitorado ainda em movimento — com 13% de indecisos —, mas que por ora aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro em todos os cenários testados. Como todo instantâneo político, os números revelam menos um destino do que um ponto de partida.
O Datafolha divulgou na quinta-feira uma sondagem sobre a corrida presidencial de 2026, ouvindo 2.506 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa apresenta dois ângulos distintos da disputa: o que o eleitor revela sem ser guiado e o que emerge quando uma lista de nomes é colocada à sua frente.
No cenário espontâneo, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 31%. Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos somam 2% cada. Os 13% de indecisos chamam atenção: é um eleitorado ainda em aberto, sensível ao que vier pela frente.
Quando os entrevistados recebem a lista de candidatos, os números se aproximam. Computando apenas votos válidos, Lula chega a 45% e Bolsonaro a 40% — uma diferença de cinco pontos que, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, indica uma disputa real. Cury registra 4%; Caiado e Renan Santos, 3% cada.
O Datafolha simulou ainda cinco cenários de segundo turno, todos com Lula de um lado. O menor intervalo aparece no confronto com Flávio Bolsonaro: 48% a 45%. A maior folga surge contra Romeu Zema: 49% a 40%. Em todos os casos, o presidente sairia vencedor — mas sem folga que dispense atenção.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-08039/2026 e tem nível de confiança de 95%. Ela oferece um retrato do momento, não uma profecia — e o próprio volume de indecisos lembra que a eleição ainda está por ser escrita.
O instituto Datafolha divulgou na quinta-feira uma nova sondagem sobre a corrida presidencial de 2026, oferecendo um retrato em múltiplos ângulos da disputa que se desenha. A pesquisa, realizada entre 28 de setembro e 1º de outubro junto a 2.506 eleitores, apresenta cenários tanto espontâneos quanto estimulados, revelando dinâmicas distintas conforme o eleitor é ou não apresentado a uma lista de candidatos.
Quando perguntados sem sugestão de nomes, os eleitores apontam Lula com 39% de intenção de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 31%. O quadro espontâneo mostra ainda o escritor Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos empatados com 2% cada um. Um dado relevante: 13% dos entrevistados declararam-se indecisos, enquanto 5% optaram por branco, nulo ou nenhum voto. Essa margem de indecisão sugere um eleitorado ainda em movimento, com potencial para mudanças conforme a campanha avança.
O cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada, altera a distribuição. Com todos os votos contabilizados, Lula sobe para 42% e Bolsonaro para 38%, reduzindo a diferença entre os dois principais concorrentes. Nesse mesmo cenário, Augusto Cury aparece com 4%, Caiado e Renan Santos com 3% cada, enquanto Romeu Zema, Samara e Wilson Grassi registram 1% cada. Cinco candidatos — Leonardo Avalanche, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta — não pontuaram, com Avalanche tendo anunciado sua desistência na véspera da divulgação.
O cálculo sobre votos válidos, excluindo brancos e nulos, coloca Lula em 45% e Bolsonaro em 40%, ampliando novamente a margem entre os dois. Esse indicador é particularmente relevante para entender a força relativa dos candidatos principais quando se desconta a abstenção e o voto em branco. Os demais candidatos mantêm posições similares ao cenário anterior: Cury com 4%, Caiado e Renan Santos com 3% cada, e os três menores com 1% cada.
O Datafolha simulou cinco cenários de segundo turno, todos envolvendo Lula. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 48% enquanto o senador fica em 45%, uma margem de três pontos. Frente a Ronaldo Caiado, Lula obtém 48% contra 42% do governador mineiro. Contra Romeu Zema, o presidente chega a 49% enquanto Zema marca 40%, a maior diferença testada. Em confronto com Renan Santos, Lula atinge 48% e Santos 39%. Os números sugerem que em qualquer cenário de segundo turno que chegue até Lula, o presidente sairia vitorioso, com vantagens oscilando entre três e nove pontos percentuais.
A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo de Comunicação, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08039/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Esses dados metodológicos importam porque indicam a precisão esperada dos números: uma variação de até dois pontos em qualquer direção permanece dentro da margem de incerteza estatística. O levantamento oferece um instantâneo do momento político, mas como toda pesquisa de intenção de voto, reflete preferências em um ponto específico do tempo, sujeito a mudanças conforme eventos políticos se desenrolam e campanhas ganham corpo.
Citazioni salienti
Pesquisa de intenção de voto faz uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população— Gazeta do Povo