Datafolha: Lula lidera com 41% contra 31% de Flávio no primeiro turno

Flávio sofreu recuo de quatro pontos após o escândalo do filme
O senador acumula desgaste desde as revelações sobre o pedido de dinheiro ao ex-banqueiro.
Mark

Como uma pesquisa de junho consegue captar o que está realmente acontecendo na cabeça do eleitor? Dois mil pessoas em 139 cidades — isso é suficiente?

Mimi

A margem de erro de dois pontos percentuais é o que o Datafolha oferece com essa amostra. É um padrão aceito. Mas Mark está certo em questionar: a pesquisa é um retrato de um momento específico, quarta e quinta-feira.

Luke

E um momento muito particular. A operação da PF contra Jaques Wagner aconteceu no último dia da coleta. O próprio Datafolha diz que captou apenas parcialmente os efeitos. Então temos uma foto que pode estar desatualizada.

Mark

Flávio caiu quatro pontos em um mês. Isso é por causa do filme?

Mimi

Principalmente. A pesquisa de maio foi a primeira inteiramente após as conversas com Vorcaro virem a público. Então sim, o desgaste parece ligado ao episódio.

Luke

Mas é importante notar: Flávio já tinha 31% em maio. Ele não desabou. Mantém a segunda posição com folga sobre os outros. O filme o machucou, mas não o eliminou da disputa.

Mark

E Lula? Ele está seguro?

Mimi

Os números sugerem estabilidade. Quarenta e um por cento no primeiro turno é uma posição forte. No segundo turno, 47% é mais confortável ainda.

Luke

Confortável, mas não esmagador. Quarenta e sete por cento significa que 43% ainda vota em Flávio, e 10% vota em branco ou nulo. Lula não tem margem para erros grandes.

Mark

A rejeição dele está subindo?

Mimi

Subiu um ponto, de 45% para 46%. Flávio subiu dois, de 46% para 48%. Então Flávio é mais rejeitado, mas ambos têm rejeição alta.

Luke

E aqui está o ponto que ninguém está dizendo: 46% de rejeição significa que quase metade do eleitorado diz que não votaria em Lula de jeito nenhum. Isso é um teto muito baixo para um presidente em exercício.

  • Flávio Bolsonaro recuou quatro pontos após as revelações sobre o pedido de dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, saindo de empate técnico para desvantagem clara.
  • A rejeição a Flávio atingiu 48% — a mais alta entre os pré-candidatos testados —, sinalizando que o escândalo não apenas freou seu crescimento, mas aprofundou a desconfiança do eleitorado.
  • Lula sustenta 47% no segundo turno contra 43% de Flávio, números idênticos aos de maio, indicando um cenário cristalizado que resiste a oscilações conjunturais.
  • Uma operação da PF contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado, ocorreu durante a coleta de dados, e o Datafolha admite que seus efeitos foram apenas parcialmente captados — deixando aberta a possibilidade de impacto negativo para Lula nas próximas pesquisas.

Em meio à turbulência política que marca o horizonte eleitoral brasileiro, o Datafolha registra neste sábado uma fotografia de preferências que, por ora, favorece o presidente Lula com dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno — 41% contra 31%. O desgaste do senador, atribuído ao escândalo do filme 'Dark Horse', contrasta com a estabilidade do atual presidente, embora uma operação da Polícia Federal contra aliado governista possa ainda reconfigurar esse equilíbrio nas próximas semanas.

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado consolida um cenário eleitoral em que o presidente Lula mantém vantagem de dez pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno — 41% contra 31%. Os números são praticamente idênticos aos de maio, sugerindo estabilidade nas preferências, mas a trajetória dos dois candidatos é distinta: enquanto Lula se mantém, Flávio recua.

O principal fator de desgaste do senador é o caso do filme 'Dark Horse', no qual ele teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma produção sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Comparado à rodada anterior — a primeira após a divulgação pública dessas conversas —, Flávio perdeu quatro pontos no primeiro turno. No segundo turno, Lula lidera por 47% a 43%, exatamente os mesmos números de maio. A rejeição a Flávio chegou a 48%, dois pontos acima do mês anterior, enquanto a de Lula ficou em 46%.

Os demais pré-candidatos permanecem distantes: Ronaldo Caiado e Renan Santos marcam 3% cada, e nomes como Romeu Zema e Aécio Neves registram 2%. Na pesquisa espontânea, Lula lidera com 30% e Flávio aparece com 17%. O ex-presidente Bolsonaro, inelegível, ainda foi citado por 2% dos entrevistados.

O instituto alerta, porém, que o último dia de coleta coincidiu com uma operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, aliado de Lula no Senado. O Datafolha avalia que os efeitos desse episódio foram apenas parcialmente captados, deixando aberta a possibilidade de que futuras pesquisas revelem movimentos ainda não registrados neste levantamento.

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 41% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro, que marca 31%. O resultado é praticamente estável em relação à rodada anterior de maio, quando Lula tinha 40% e Flávio também 31%, sugerindo um cenário consolidado nas preferências eleitorais.

No cenário de segundo turno, Lula amplia sua margem para 47% contra 43% de Flávio — exatamente os mesmos números registrados um mês antes. Votos em branco e nulo somam 8%, enquanto 1% dos entrevistados não soube responder. O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios entre quarta e quinta-feira da semana anterior, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09956/2026.

O desgaste de Flávio é atribuído principalmente às revelações sobre o caso do filme "Dark Horse", no qual o senador solicitou recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma produção cinematográfica sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Comparando com a pesquisa de maio — a primeira realizada integralmente após a divulgação pública dessas conversas — Flávio sofreu um recuo de quatro pontos nas intenções de voto no primeiro turno, saindo de uma posição de empate técnico com Lula para uma desvantagem clara.

Os demais pré-candidatos testados permanecem significativamente distantes dos dois líderes. Ronaldo Caiado, do PSD, marca 3%, enquanto Renan Santos, da Missão, mantém os mesmos 3%. Com 2% cada aparecem Aécio Neves do PSDB (testado pela primeira vez nesta rodada), Augusto Cury da Avante, Romeu Zema do Novo e Samara Martins da UP. Cabo Daciolo, Joaquim Barbosa e Rui Costa Pimenta registram 1% cada. Hertz Dias e Edmilson Costa não pontuaram. Sete por cento declaram voto em branco ou nulo, enquanto 4% não sabem.

Em simulações de segundo turno contra Lula, outros nomes também foram testados. Ronaldo Caiado marca 41% contra 43% do presidente — uma queda em relação a maio, quando tinha 39% enquanto Lula alcançava 48%. Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, registra 39% contra 48% de Lula, mantendo os mesmos percentuais da rodada anterior. Em ambos os cenários, brancos e nulos ficam em torno de 10 a 11%.

Na pesquisa espontânea, onde não são apresentadas opções de nomes aos entrevistados, Lula lidera com 30%, seguido por Flávio com 17%. O terceiro nome mais citado é o do ex-presidente Bolsonaro, que permanece inelegível e não disputa, mas foi lembrado por 2% dos entrevistados. Flávio também aparece como o candidato mais rejeitado, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele sob nenhuma circunstância — um aumento de dois pontos em relação a maio, quando tinha 46%. Lula apresenta 46% de rejeição, um ponto acima da rodada anterior.

O instituto observa que o último dia da coleta de dados coincidiu com uma operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado, em investigações ligadas ao caso do Banco Master. A avaliação do Datafolha é que a nova pesquisa captou apenas parcialmente os efeitos desse episódio, que potencialmente poderia ter impacto negativo para Lula. Isso significa que futuras pesquisas podem refletir mudanças ainda não plenamente registradas neste levantamento.

A pesquisa captou apenas parcialmente os efeitos da operação da PF contra Jaques Wagner, potencialmente negativa para Lula
— Datafolha
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