Datafolha: Lula lidera com 39% e venceria Flávio Bolsonaro no 2º turno

72% dos eleitores já traçaram seu caminho; 27% ainda podem mudar
A maioria do eleitorado está decidida, mas um quarto ainda está em aberto para mudanças conforme a campanha avança.
Mark

Como interpretar essa vantagem de seis pontos de Lula no primeiro turno quando a rejeição dos dois é praticamente igual?

Mimi

A rejeição similar não contradiz a vantagem. Significa que ambos têm eleitores que os rejeitam, mas Lula conseguiu consolidar mais apoio entre quem ainda está aberto. Aqueles 27% que podem mudar de voto são o território em disputa.

Luke

Mas precisamos ser claros: essa pesquisa foi feita logo no início das campanhas. Muita coisa pode mudar nos próximos meses. Os 72% decididos são uma fotografia de um momento específico.

Mark

E o segundo turno? A vantagem de Lula fica menor lá — 47 contra 43. Por quê?

Mimi

Quando vai para o segundo turno, alguns eleitores que votariam em terceiros candidatos no primeiro turno precisam escolher entre dois. Alguns daqueles que rejeitam Flávio podem preferir Lula, mas nem todos. E vice-versa.

Luke

Também há mais abstenção no segundo turno — 9% de branco ou nulo contra 6% no primeiro. Isso reduz a base de comparação. A margem de dois pontos percentuais é importante lembrar aqui.

Mark

Flávio Bolsonaro tem 33% no primeiro turno mas 46% de rejeição. Como alguém que rejeita pode estar votando nele?

Mimi

Rejeição não é o oposto de voto. Você pode rejeitar um candidato mas ainda assim votar nele se achar que é a melhor opção entre as disponíveis, ou se rejeitar mais ainda os outros.

Luke

Exatamente. E esses números de rejeição vêm de um universo de 2.058 pessoas. A margem de erro de dois pontos significa que Lula poderia estar entre 37% e 41%, e Flávio entre 31% e 35%. Não é uma diferença tão grande quanto parece à primeira vista.

  • A largada oficial das campanhas eleitorais transforma especulações em números: Lula sai na frente, mas a margem é estreita o suficiente para manter a tensão viva.
  • Com 72% do eleitorado já decidido, o campo de disputa real se estreita dramaticamente — a eleição pode ser decidida por uma fatia pequena e volátil de indecisos.
  • Flávio Bolsonaro, herdeiro político de um movimento que ainda mobiliza um terço do país, consolida-se como o único rival capaz de levar a disputa ao limite.
  • Os demais candidatos — Caiado com 5%, Renan Santos com 4% e Zema com 3% — existem nas margens, sem força para romper o duopólio que já se desenha.
  • A rejeição quase espelhada entre os dois líderes (46% contra 45%) revela um eleitorado profundamente polarizado, onde vencer pode depender menos de convencer e mais de não afastar.

Com as campanhas eleitorais brasileiras oficialmente em curso, o primeiro retrato sistemático das intenções de voto revela um país dividido, mas não indecisos: a maioria dos eleitores já escolheu seu lado. Lula lidera com 39% no primeiro turno e amplia a vantagem para 47% em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que o segue de perto com 33% e 43%, respectivamente. Os índices de rejeição quase idênticos dos dois principais candidatos — 46% e 45% — sugerem que esta eleição será menos uma conquista de corações e mais uma batalha de resistências.

A primeira pesquisa Datafolha após o início oficial das campanhas eleitorais coloca Lula na liderança com 39% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro, do PL, que registra 33%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Em um cenário de segundo turno entre os dois, Lula amplia a vantagem: 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro. O dado mais revelador, porém, pode ser outro — 72% dos entrevistados afirmam estar totalmente decididos sobre seu voto, sinalizando que o espaço para viradas dramáticas é limitado.

Os demais candidatos ficam distantes dos dois líderes. Ronaldo Caiado aparece em terceiro com 5%, seguido por Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%. Em simulações de segundo turno contra Lula, tanto Caiado quanto Zema perderiam com margens ainda maiores do que Flávio Bolsonaro.

O retrato da rejeição é o que talvez melhor defina o momento: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores, Lula por 45%. Números quase idênticos que traduzem uma polarização profunda — dois candidatos com bases sólidas e resistências igualmente robustas, em uma disputa que promete ser decidida nas bordas de um eleitorado já em grande parte convicto.

A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o início oficial das campanhas eleitorais mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto para a presidência, deixando Flávio Bolsonaro, do PL, em segundo lugar com 33%. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, foi realizado entre 18 e 20 de agosto com 2.058 pessoas maiores de 16 anos, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Em um cenário de segundo turno direto entre os dois principais candidatos, Lula ampliaria sua vantagem, chegando a 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro. A simulação revela um eleitorado em que a maioria já traçou seu caminho: 72% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre em quem votar, enquanto 27% disseram que ainda podem mudar de voto.

Na disputa pelo primeiro turno, os demais candidatos ficam significativamente atrás dos dois líderes. Ronaldo Caiado, do PSD, aparece em terceiro com 5%, seguido por Renan Santos, da Missão, com 4%, e Romeu Zema, do Novo, com 3%. Os candidatos restantes registram percentuais ainda menores. Seis por cento dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo, enquanto 4% não sabem em quem votar.

Quando se projeta um segundo turno entre Lula e Caiado, o presidente petista obtém 47% contra 40% do candidato do PSD. Em um eventual confronto entre Lula e Zema, o resultado é ainda mais favorável ao presidente, com 48% contra 38%. Nesses cenários alternativos, os percentuais de votos em branco, nulo e indecisos aumentam em relação ao segundo turno com Flávio Bolsonaro.

A rejeição aos candidatos principais é praticamente equilibrada. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores, enquanto Lula tem índice de rejeição de 45%. Essa proximidade nos números de rejeição sugere uma disputa em que ambos os lados têm bases sólidas mas também enfrentam resistência significativa entre o eleitorado. O levantamento marca o primeiro balanço sistemático das forças em jogo após as campanhas saírem oficialmente do papel.

Lula lidera as intenções de voto para a eleição presidencial com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%
— Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto
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