Datafolha: Lula lidera 1º turno em MG, mas Flávio vence simulação de 2º turno

Numericamente à frente, mas empatados dentro do erro
Lula lidera o primeiro turno com 39%, mas Flávio tem 37% — uma diferença que desaparece na margem de erro.
Mark

Por que essa pesquisa em Minas Gerais importa tanto? Não é só um estado entre 27.

Mimi

Minas é o termômetro. Desde 1985, todo presidente eleito venceu lá primeiro. Em 2022, Lula ganhou por menos de um ponto percentual no estado — 50,21% contra 49,79% — e isso se repetiu na votação nacional. O estado funciona como um espelho.

Luke

Mas é importante notar que essa correlação histórica não é uma lei da física. Pode quebrar. E essa pesquisa mostra números muito próximos — dentro da margem de erro nos dois cenários.

Mark

Então Lula está ganhando ou não?

Mimi

Numericamente, sim, no primeiro turno. Ele tem 39% contra 37% de Flávio. Mas com margem de erro de três pontos, eles estão empatados. A diferença de dois pontos não é estatisticamente significativa.

Luke

E no segundo turno a situação inverte. Flávio aparece com 46% contra 44% de Lula. Também dentro da margem de erro, mas a tendência muda.

Mark

Como assim a tendência muda entre o primeiro e o segundo turno?

Mimi

Porque nem todos os eleitores que votariam em Cury, Zema ou Caiado no primeiro turno necessariamente iriam para Lula no segundo. Alguns migram para Flávio. É o que a simulação está capturando.

Luke

Mas é importante lembrar que essa é uma simulação. Não sabemos como esses eleitores realmente votariam se houvesse um segundo turno de verdade. Pesquisa estimulada tem limitações.

Mark

E a aprovação do governo? Isso afeta?

Mimi

Sim. 51% desaprovam o governo Lula em Minas, enquanto 46% aprovam. Isso é um pano de fundo importante. Quando você tem mais gente desaprovando do que aprovando, fica mais difícil para o candidato da situação.

Luke

Mas 46% aprovando também é uma base sólida. Não é um governo em colapso de popularidade. E 41% acham ruim ou péssimo, mas 35% acham ótimo ou bom — há divisão real, não rejeição unânime.

  • Lula lidera numericamente o primeiro turno com 39%, mas Flávio Bolsonaro está a apenas dois pontos de distância — dentro da margem de erro — tornando qualquer projeção de vitória prematura.
  • No segundo turno simulado, a dinâmica se inverte: Flávio avança para 46% e Lula recua para 44%, sugerindo que o eleitorado mineiro pode estar migrando conforme a campanha ganha forma.
  • A desaprovação do governo Lula em Minas já supera a aprovação — 51% contra 46% —, criando um terreno fértil para o campo oposicionista consolidar vantagem.
  • A volatilidade entre as duas simulações — Lula perdendo dois pontos no segundo turno enquanto Flávio ganha um — indica um eleitorado ainda em movimento, longe de decisões definitivas.
  • Com Minas Gerais funcionando historicamente como termômetro nacional, o empate técnico sinaliza que a eleição presidencial de 2026 pode ser decidida nos últimos metros da corrida.

Em Minas Gerais, estado que desde a redemocratização nunca errou o nome do futuro presidente, uma pesquisa Datafolha divulgada em 25 de setembro revela um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro — tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento, realizado entre 22 e 24 de setembro com 1.204 eleitores, não aponta um vencedor, mas confirma que o coração eleitoral do Brasil pulsa sem direção definida a menos de um ano do pleito.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 25 de setembro, traça o primeiro retrato detalhado da disputa presidencial em Minas Gerais. Encomendado pela Globo e pela Folha de São Paulo, o levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.

No primeiro turno, Lula aparece à frente com 39% — dois pontos a mais do que na pesquisa anterior, de 12 de setembro. Flávio Bolsonaro vem logo atrás com 37%, também em alta de dois pontos. A diferença é insuficiente para sair do empate técnico. Os demais candidatos ficam distantes: Augusto Cury com 5%, Romeu Zema com 4% e Ronaldo Caiado com 3%.

Quando se simula um segundo turno, o quadro se inverte. Flávio Bolsonaro passa a liderar com 46%, ganhando um ponto em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula cai para 44%, perdendo dois pontos. A margem de erro mantém os dois tecnicamente empatados também neste cenário.

A aprovação do governo Lula no estado segue dividida: 46% aprovam a gestão, mas 51% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 35% consideram o governo ótimo ou bom, 22% o veem como regular e 41% o julgam ruim ou péssimo.

Minas Gerais carrega um peso simbólico e histórico nas eleições brasileiras. Desde a redemocratização, em 1985, todo candidato que venceu no estado foi eleito presidente. Em 2022, Lula conquistou o estado por margem mínima — 50,21% contra 49,79% de Bolsonaro —, espelhando o resultado nacional. Hoje, com os números oscilando dentro da margem de erro e o eleitorado ainda em movimento, Minas volta a anunciar que a disputa de 2026 está longe de ter dono.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 25 de setembro, oferece o primeiro retrato detalhado da disputa presidencial em Minas Gerais. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de São Paulo, entrevistou 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente com 39% das intenções de voto, uma subida de dois pontos em relação à pesquisa anterior de 12 de setembro. Flávio Bolsonaro vem logo atrás com 37%, também em alta de dois pontos. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. Os demais candidatos ficam bem distantes: Augusto Cury mantém 5%, Romeu Zema cai para 4%, e Ronaldo Caiado permanece com 3%. Os candidatos menores somam 2% ou menos cada um. Brancos, nulos e abstenções chegam a 5%, enquanto 3% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

O cenário muda significativamente quando se simula um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Neste caso, Flávio sai na frente com 46%, ganhando um ponto percentual em relação à pesquisa anterior. Lula cai para 44%, perdendo dois pontos. Novamente, a diferença está dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 8%, e apenas 1% permanece indeciso.

A aprovação do governo Lula em Minas Gerais segue dividida. Enquanto 46% aprovam a gestão, 51% desaprovam — uma alta de um ponto na desaprovação. Na avaliação geral, 35% consideram o governo ótimo ou bom, 22% o veem como regular, e 41% o julgam ruim ou péssimo. Esses números mostram uma base de apoio consolidada, mas também uma rejeição significativa.

Minas Gerais ocupa um lugar especial no calendário eleitoral brasileiro. Desde a redemocratização, em 1985, todo candidato que venceu no estado foi eleito presidente da República. Em 2022, Lula conquistou 50,21% dos votos mineiros enquanto Bolsonaro ficou com 49,79% — uma margem apertada que se refletiu na votação nacional, onde Lula venceu com 50,90% contra 49,10% do adversário. Essa história faz de Minas um termômetro confiável das preferências presidenciais do país.

Os números desta pesquisa sugerem um cenário aberto. No primeiro turno, Lula mantém uma pequena vantagem numérica, mas insuficiente para ser considerada consolidada. No segundo turno, a dinâmica se inverte e Flávio ganha espaço. A volatilidade entre as duas simulações — com Lula perdendo dois pontos e Flávio ganhando um — indica que muitos eleitores mineiros ainda estão avaliando suas escolhas ou podem mudar de voto conforme a campanha avança. Com a margem de erro de três pontos, qualquer um dos dois pode estar à frente ou empatado, dependendo de como os dados se distribuem.

Minas Gerais é o estado considerado termômetro das eleições presidenciais. Desde a primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar, todo candidato que venceu em MG foi eleito presidente da República.
— Datafolha/G1
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