No terceiro ano de seu mandato, Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança da corrida presidencial brasileira, mas o horizonte eleitoral revela uma disputa que se estreita. A pesquisa Datafolha de setembro de 2026 captura um momento em que o primeiro debate e o início da propaganda televisiva começam a redesenhar o campo — com um candidato emergente ganhando força e o segundo turno projetado como um verdadeiro equilíbrio de forças. A democracia, como sempre, anuncia seus resultados em camadas.
Datafolha: Lula lidera 1º turno com 38%, Flávio tem 33% e empate técnico no 2º turno
Lula e Flávio em empate técnico, mas a aproximação segue
Como se explica o crescimento tão rápido de Cury, de 2% para 8% em duas semanas?
O timing é importante. Esse salto acontece depois do primeiro debate presidencial, em 23 de agosto, onde Cury teve presença. Coincide também com o início da propaganda eleitoral em rádio e TV. Candidatos menores ganham visibilidade quando entram no ar.
Mas a pesquisa não explica por que Cury cresceu especificamente. Pode ser o debate, pode ser a propaganda, pode ser algo que aconteceu fora da campanha. A Datafolha não decompõe isso.
No segundo turno, Lula e Flávio estão realmente empatados?
Tecnicamente, sim. Lula tem 46%, Flávio tem 44%, e a margem de erro é de dois pontos. Então numericamente Lula está à frente, mas não de forma estatisticamente significativa.
O que importa é que em agosto Lula tinha 47% e agora tem 46%. Flávio subiu de 43% para 44%. Então há uma tendência de aproximação, mesmo que ainda dentro da margem de erro.
Se Cury não chegar ao segundo turno, o que acontece com aqueles 8%?
A pesquisa não responde isso. Ela testa cenários com Caiado, Zema e Renan Santos, mas não com Cury. Então não sabemos para onde vão esses votos.
Exatamente. É um buraco importante. Cury está em terceiro lugar com 8%, mas não sabemos o que muda se ele cair. Pode beneficiar Lula, pode beneficiar Flávio, pode ir para branco e nulo.
Por que Lula vence em todos os cenários de segundo turno testados?
Porque em todos eles ele fica acima de 46%. Contra Caiado tem 46%, contra Zema tem 48%, contra Renan tem 47%. Parece haver um piso de apoio ao presidente.
Ou um teto para os adversários. A pesquisa não explica a dinâmica. Apenas mostra que Lula tem mais votos em cada cenário. Não sabemos se é porque Lula é forte ou porque os outros são fracos.
Le Pouls
- Lula lidera com 38%, mas sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro encolheu um ponto desde agosto, sinalizando erosão lenta porém contínua.
- Augusto Cury quadruplicou sua intenção de voto em duas semanas — de 2% para 8% —, tornando-se a surpresa mais disruptiva da corrida.
- No segundo turno simulado, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados em 46% e 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
- O primeiro debate presidencial e o início da propaganda eleitoral em rádio e TV já produzem efeitos mensuráveis nas pesquisas, indicando campanha em plena ebulição.
- Em todos os cenários alternativos de segundo turno testados, Lula venceria com folga — mas o duelo com Flávio permanece o mais incerto e decisivo.
No terceiro ano de seu mandato, Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança da corrida presidencial brasileira, mas o horizonte eleitoral revela uma disputa que se estreita. A pesquisa Datafolha de setembro de 2026 captura um momento em que o primeiro debate e o início da propaganda televisiva começam a redesenhar o campo — com um candidato emergente ganhando força e o segundo turno projetado como um verdadeiro equilíbrio de forças. A democracia, como sempre, anuncia seus resultados em camadas.
A pesquisa Datafolha divulgada em setembro de 2026 confirma Lula à frente no primeiro turno com 38% das intenções de voto, cinco pontos acima de Flávio Bolsonaro, que marca 33%. A vantagem, no entanto, é menor do que a registrada em agosto, quando o presidente somava 39%.
A grande novidade do levantamento é Augusto Cury, do Avante, que saltou de 2% para 8% em apenas duas semanas e se consolidou na terceira posição. Os demais candidatos — Caiado, Renan Santos, Zema e outros — permanecem fragmentados, sem capacidade de pressionar os dois líderes.
O cenário mais tenso emerge na projeção de segundo turno entre Lula e Flávio: 46% contra 44%, diferença que cai dentro da margem de erro e configura empate técnico. Em agosto, a distância era de quatro pontos. Nos demais confrontos simulados — contra Caiado, Zema ou Renan Santos —, Lula venceria com margens mais confortáveis.
Este é o primeiro Datafolha após o início da propaganda eleitoral em rádio e TV, em 28 de agosto, e também o primeiro a capturar os efeitos do debate presidencial de 23 de agosto. A combinação desses eventos com o crescimento de Cury e a aproximação entre os dois principais candidatos indica que a campanha ainda está em movimento — e que o resultado final permanece em aberto.
A corrida presidencial brasileira segue com Luiz Inácio Lula da Silva mantendo a dianteira no primeiro turno, mas enfrentando um cenário muito mais apertado caso chegue a um segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, o presidente reúne 38% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos percentuais à frente de Bolsonaro, que aparece com 33%. A vantagem, porém, encolheu em relação ao levantamento anterior, realizado em 21 de agosto, quando Lula tinha 39% e Flávio, 33%.
O movimento mais significativo no primeiro turno vem de Augusto Cury, candidato do Avante, que saltou de 2% para 8% em apenas duas semanas, consolidando-se isoladamente na terceira posição. Os demais candidatos permanecem fragmentados: Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 4%; Renan Santos, da Missão, com 3%; e Romeu Zema, do Novo, com 2%. Samara Martins, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta dividem 1% cada. Três candidatos não pontuaram. Votos em branco, nulo ou abstenção somam 6%, enquanto 3% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.
O quadro muda significativamente quando se projeta um segundo turno entre Lula e Flávio. O presidente mantém 46% das intenções, enquanto o senador chega a 44%. Numericamente, Lula segue à frente, mas a diferença de dois pontos cai dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando um empate técnico. Comparado com a pesquisa de agosto, quando Lula tinha 47% e Flávio 43%, o movimento sugere uma ligeira aproximação entre os dois candidatos. Votos em branco, nulo ou abstenção chegam a 9%, com apenas 2% de indecisos.
O Datafolha testou também cenários alternativos de segundo turno, todos favoráveis ao presidente. Contra Caiado, Lula venceria por 46% a 41%. Diante de Zema, a vantagem seria maior: 48% a 39%. E em um confronto com Renan Santos, o presidente teria 47% contra 38% do candidato da Missão. Em todos esses cenários, os votos em branco, nulo ou abstenção variam entre 11% e 13%, com indecisos em torno de 2%.
Este levantamento marca a primeira medição do Datafolha após o início da propaganda eleitoral em rádio e televisão, que começou em 28 de agosto. A pesquisa também captura os efeitos do primeiro debate presidencial realizado em 23 de agosto, que contou com a participação de Cury, Santos e Caiado, além das sabatinas que a Globo realizou na semana anterior com os principais candidatos. Esses eventos, combinados com o crescimento de Cury e a aproximação entre Lula e Flávio no segundo turno, sugerem que a campanha ainda está em movimento, com espaço para mudanças conforme a disputa avança.
Citations marquantes
Lula venceria todos os cenários alternativos de segundo turno testados, contra Caiado (46% a 41%), Zema (48% a 39%) e Renan Santos (47% a 38%)— Pesquisa Datafolha