Em um país onde a política frequentemente se organiza em torno de lealdades e aversões profundas, uma nova pesquisa Datafolha revela que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro compartilham, com diferença mínima, o topo da rejeição eleitoral brasileira — 46% e 45%, respectivamente. O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março com mais de dois mil eleitores, sugere que a polarização não apenas persiste, mas se aprofunda, enquanto nomes como Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas aguardam nas margens com índices de rejeição significativamente menores. A questão que o momento coloca não é ape
Datafolha: Lula e Flávio lideram rejeição em pesquisa presidencial
Quarenta e seis por cento descartam Lula; Flávio cresce sete pontos
Como entender esses números de rejeição tão altos para os dois principais nomes? Isso é normal em uma disputa presidencial?
Quarenta e seis por cento é realmente um patamar elevado. Significa que quase metade do eleitorado já descartou o presidente de forma categórica. Para Flávio, o crescimento de sete pontos em três meses é o que chama atenção — ele está se aproximando rapidamente.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. Rejeição não é a mesma coisa que intenção de voto negativa. A pesquisa mostra que Lula lidera em primeiro turno mesmo com essa rejeição alta. Então há eleitores que rejeitam Lula mas votariam nele se fosse necessário?
Exatamente. Rejeição mede quem você descarta completamente. Mas em uma eleição real, as pessoas votam em quem acham melhor entre as opções disponíveis, não necessariamente em quem mais gostam.
E esses outros candidatos com rejeição menor — Ratinho Jr. com 19%, Tarcísio com 18% — eles têm chance real de crescer?
A pesquisa não nos diz isso. Ela mostra que têm menos rejeição, mas não mostra se têm capacidade de mobilização, estrutura de campanha, ou se conseguem converter essa menor rejeição em votos reais. Ratinho Jr. pode ser visto como menos rejeitado simplesmente porque é menos conhecido.
É um ponto válido. Menor rejeição pode significar menos visibilidade tanto quanto maior aceitação. O que a pesquisa realmente nos diz é que há espaço no eleitorado para candidatos que não sejam Lula ou Flávio, mas não sabemos se esse espaço será preenchido.
A margem de erro de dois pontos muda alguma coisa nessa análise?
Muda, sim. Lula e Flávio estão tecnicamente empatados — a diferença de um ponto está dentro da margem. Mas o crescimento de Flávio de sete pontos em três meses é real e significativo, independentemente da margem de erro.
El Pulso
- A rejeição a Flávio Bolsonaro saltou 7 pontos percentuais desde dezembro, aproximando-o de Lula em velocidade que surpreende e redefine o mapa eleitoral.
- Com 46% dos eleitores afirmando que jamais votariam em Lula e 45% dizendo o mesmo sobre Flávio, o país enfrenta uma polarização que sufoca o centro antes mesmo da campanha formal começar.
- Candidatos como Ratinho Jr. (19%), Tarcísio de Freitas (18%) e Romeu Zema (17%) mantêm índices de rejeição muito menores, sinalizando espaço potencial para uma terceira via ainda não consolidada.
- Apesar da rejeição elevada, Lula segue liderando todas as simulações de primeiro turno testadas pelo Datafolha, o que revela a tensão entre ser rejeitado e ser, ainda assim, o mais votado.
Em um país onde a política frequentemente se organiza em torno de lealdades e aversões profundas, uma nova pesquisa Datafolha revela que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro compartilham, com diferença mínima, o topo da rejeição eleitoral brasileira — 46% e 45%, respectivamente. O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março com mais de dois mil eleitores, sugere que a polarização não apenas persiste, mas se aprofunda, enquanto nomes como Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas aguardam nas margens com índices de rejeição significativamente menores. A questão que o momento coloca não é apenas quem lidera as intenções de voto, mas se o eleitorado encontrará, ou desejará encontrar, um caminho além dos dois polos que dominam o imaginário político nacional.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado colocou o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico no topo da rejeição eleitoral brasileira: 46% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula sob nenhuma circunstância, enquanto 45% responderam o mesmo sobre Flávio. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre 3 e 5 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O movimento mais expressivo foi o de Flávio Bolsonaro, cuja rejeição cresceu sete pontos desde dezembro — passando de 38% para 45% —, aproximando-o substancialmente do presidente. A rejeição a Lula também subiu, mas de forma mais modesta: dois pontos, de 44% para 46%.
Os demais nomes testados apresentam cenário bem diferente. Fernando Haddad aparece com 27% de rejeição, enquanto Ratinho Jr., Tarcísio de Freitas e Romeu Zema registram entre 17% e 19% — os menores índices entre os candidatos mais proeminentes. Eduardo Leite, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo completam a lista com rejeições ainda menores.
Mesmo com os altos índices de rejeição, Lula mantém liderança nas intenções de voto em todos os cenários de primeiro turno simulados. O crescimento acelerado de Flávio, porém, levanta a pergunta central que o levantamento deixa no ar: a polarização entre os dois nomes mais rejeitados abrirá espaço para uma terceira via, ou a disputa permanecerá estruturada em torno desse mesmo eixo?
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro ocupam posições praticamente idênticas quando o assunto é rejeição eleitoral. Quarenta e seis por cento dos entrevistados disseram que não votariam em Lula sob nenhuma circunstância, enquanto 45% responderam o mesmo sobre Flávio — uma diferença dentro da margem de erro que caracteriza um empate técnico entre os dois principais nomes em disputa.
O levantamento, que ouviu 2.004 eleitores espalhados por 137 municípios entre 3 e 5 de março, revelou movimento significativo em relação aos números de dezembro. A rejeição a Lula cresceu dois pontos percentuais naquele período, passando de 44% para 46%. Flávio Bolsonaro, porém, registrou expansão mais acentuada: sua rejeição saltou de 38% para 45%, um aumento de sete pontos que o aproxima substancialmente do presidente nas simulações de segundo turno.
Os demais candidatos testados pelo instituto apresentam índices de rejeição consideravelmente menores. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, aparece com 27% de rejeição. Ratinho Jr., governador do Paraná, registra 19% — o menor índice entre os nomes mais proeminentes na pesquisa. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, marca 18%, enquanto Romeu Zema, que governa Minas Gerais, fica em 17%. A lista continua com Eduardo Leite em 15%, Renan Santos e Ronaldo Caiado empatados em 14%, e Aldo Rebelo fechando a relação com 12%.
Apesar dos altos índices de rejeição, Lula mantém liderança nas intenções de voto em todos os cenários de primeiro turno que o Datafolha testou. O crescimento de Flávio Bolsonaro, contudo, sinaliza movimento que pode redefinir a dinâmica da campanha conforme ela se aproxima. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03715/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números sugerem um eleitorado polarizado em torno dos dois principais nomes, enquanto outros candidatos potenciais — particularmente Ratinho Jr., Tarcísio e Zema — mantêm espaço de manobra maior junto aos eleitores. A questão que emerge é se essa rejeição elevada aos dois líderes criará abertura para uma terceira via ou se a disputa permanecerá estruturada em torno dessa polarização.
Citas Notables
Lula lidera as intenções de voto em todos os cenários de primeiro turno testados— Datafolha