Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro lideram rejeição com 47% e 43%

Lula e Flávio dominam reconhecimento, mas também a rejeição
Os dois principais candidatos são conhecidos por 99% e 95% dos eleitores, mas também lideram em rejeição.
Mark

Como uma pesquisa feita antes de um episódio importante consegue ser relevante?

Mimi

Porque ela estabelece uma linha de base. Quando as mensagens entre Flávio e Vorcaro explodiram, temos agora um ponto de comparação claro. Podemos medir se aquilo mudou algo.

Luke

Mas isso é exatamente o problema — estamos lendo números que não capturam o momento que importa. A pesquisa é tecnicamente válida, mas está datada.

Mark

E quanto ao empate em 45% no segundo turno? Isso é real?

Mimi

É o que a amostra de 2.004 pessoas mostrou, com margem de erro de dois pontos. Significa que a verdade está entre 43% e 47% para cada um, provavelmente.

Luke

Exato. Tecnicamente eles não empatam — estão dentro da margem de erro. É importante não ler precisão onde há apenas incerteza.

Mark

Por que Zema e Caiado têm tanta rejeição baixa?

Mimi

Porque ninguém os conhece. Você não pode rejeitar quem não sabe que existe. Cinquenta e quatro por cento não conhecem Zema.

Luke

Isso é um dado fascinante e perigoso ao mesmo tempo. Baixa rejeição pode parecer boa, mas é só invisibilidade. Se ganharem visibilidade, a rejeição pode explodir.

Mark

Então Lula e Flávio estão presos a esses números?

Mimi

Não necessariamente. Mas a estabilidade de mês para mês sugere que as posições deles já estão cristalizadas na cabeça do eleitor. Mudanças grandes exigem eventos grandes.

  • Lula lidera a rejeição com 47% e Flávio Bolsonaro aparece logo atrás com 43%, numa disputa em que ser conhecido significa também ser recusado por quase metade do eleitorado.
  • Os números permanecem praticamente inalterados desde abril, sinalizando que as posições estão cristalizadas e resistem a movimentos conjunturais recentes.
  • A troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não foi captada pela pesquisa, deixando em aberto o impacto real desse episódio sobre a percepção pública.
  • Zema e Caiado têm rejeições modestas — 15% e 13% —, mas são desconhecidos por mais da metade dos eleitores, o que limita severamente seu alcance eleitoral.
  • Em um segundo turno simulado, Lula e Flávio empatam em 45% cada, retrato de um eleitorado dividido ao meio e sem margem visível para desempate.

Em um país onde o reconhecimento e a rejeição caminham lado a lado, a pesquisa Datafolha de maio de 2026 revela que os dois nomes mais conhecidos do eleitorado brasileiro — Lula e Flávio Bolsonaro — são também os mais recusados. A polarização, longe de ser novidade, consolida-se em números estáveis, sugerindo que o campo político já escolheu seus polos antes mesmo de a campanha começar. Para os demais presidenciáveis, o desafio não é apenas convencer, mas primeiro ser visto.

A pesquisa Datafolha divulgada no sábado traçou um retrato de rejeição polarizada na corrida presidencial de 2026: Lula lidera com 47%, seguido por Flávio Bolsonaro com 43%. Os números são quase idênticos aos de abril — quando Lula marcava 48% e Flávio, 46% —, indicando estabilidade nas percepções do eleitorado.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre terça e quarta-feira da semana anterior, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o código BR-00290/2026. Vale notar que a maioria das entrevistas ocorreu antes de vir a público uma troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — o que significa que esse episódio ainda não se reflete nos dados.

O alto índice de rejeição de Lula e Flávio acompanha um igualmente alto reconhecimento: apenas 1% não conhece o presidente, e 5% desconhecem o senador. O contraste com os demais candidatos é revelador. Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ex-governadores com rejeições bem menores — 15% e 13%, respectivamente —, são desconhecidos por mais da metade dos eleitores, o que limita sua capacidade de crescimento.

Entre os outros presidenciáveis, Ciro Gomes registra 20% de rejeição, Cabo Daciolo aparece com 14%, e Rui Costa Pimenta, com 12%. Renan Santos, Aldo Rebelo e Samara Martins empatam em 11% cada.

Num eventual segundo turno, Lula e Flávio chegam empatados em 45% cada — um espelho da divisão do eleitorado brasileiro. A estabilidade dos números sugere que os campos já estão definidos, enquanto o que ainda pode mudar essa equação permanece, por ora, em aberto.

A pesquisa Datafolha divulgada no sábado revelou um cenário de rejeição polarizado na corrida presidencial: Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 47% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro com 43%. Os dois números permaneceram praticamente estáveis em relação ao levantamento anterior, realizado em abril, quando Lula registrava 48% e Flávio, 46%.

O levantamento foi conduzido entre terça e quarta-feira da semana anterior, abrangendo 2.004 entrevistados distribuídos em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026. Um detalhe importante: a maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação de uma troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que significa que esse episódio não está refletido nos números apresentados.

Além da rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro também dominam em reconhecimento. Apenas 1% dos entrevistados diz não conhecer o presidente, enquanto 5% afirmam desconhecer o senador fluminense. Esse contraste é marcante quando comparado aos demais candidatos: Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ambos ex-governadores, são desconhecidos por 54% e 53% dos eleitores, respectivamente. Essa falta de visibilidade reflete-se também em suas taxas de rejeição, que são significativamente menores — 15% para Zema e 13% para Caiado.

O levantamento também mapeou a rejeição de outros candidatos presidenciáveis. Ciro Gomes registra 20% de rejeição, enquanto Cabo Daciolo aparece com 14%. Rui Costa Pimenta, do PCO, tem 12% de rejeição. Renan Santos, Aldo Rebelo e Samara Martins empatam em 11% cada. Augusto Cury marca 10%, e Hertz Dias, 9%. Uma pequena parcela de 2% rejeita todos os candidatos ou não votaria em nenhum deles, enquanto 2% dizem não saber e 1% afirma que votaria em qualquer um ou não rejeita ninguém.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos empatam em 45% cada, segundo o mesmo levantamento. Esse cenário aponta para uma disputa acirrada entre os dois nomes que dominam tanto o reconhecimento quanto a rejeição no eleitorado brasileiro. A estabilidade dos números em relação ao mês anterior sugere que as posições dos principais candidatos consolidaram-se, pelo menos até o momento da pesquisa. O que virá a seguir — como novos episódios políticos e revelações afetarão essas proporções — permanece em aberto.

A maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação da troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
— Datafolha
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