Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro lideram em todos os cenários para 2026

Ambos carregam um peso: quase metade rejeita cada um
Lula é rejeitado por 46% dos eleitores e Flávio Bolsonaro por 45%, limitando seu potencial de crescimento.
Mark

Como é possível Lula estar em empate técnico no segundo turno se lidera por 6 pontos no primeiro turno estimulado?

Mimi

A margem de erro de dois pontos porcentuais explica parte disso — a diferença de três pontos entre 46% e 43% cai dentro dessa faixa. Mas há algo mais: eleitores que votam em terceiros no primeiro turno podem migrar para Flávio no segundo, ou simplesmente não comparecer.

Luke

Verdade, mas o dado mais importante é que essa diferença de 15 pontos em pesquisas anteriores caiu para 3. Isso é uma tendência real ou flutuação normal? A pesquisa não diz.

Mark

E esses índices de rejeição tão altos — 46% para Lula, 45% para Flávio — o que significam na prática?

Mimi

Significam que quase metade do eleitorado já descartou cada um deles. São números que limitam o teto de votos que podem alcançar, mesmo que tudo mais corra bem.

Luke

Mas rejeição não é voto garantido para o outro. Muitos desses 46% que rejeitam Lula podem também rejeitar Flávio. A pesquisa não cruza esses dados.

Mark

Por que Ratinho Jr. aparece com 7% no primeiro turno mas 38% não o conhecem?

Mimi

Porque a pesquisa estimulada apresenta o nome. Quando você diz o nome para alguém, ela consegue opinar. Mas na vida real, fora de uma pesquisa, a maioria não pensa nele.

Luke

Exato. Isso sugere que sua votação é frágil — pode crescer se ganhar visibilidade, ou desaparecer se não conseguir se consolidar como candidato.

Mark

A pesquisa foi feita em 137 municípios. Isso cobre o Brasil inteiro?

Mimi

Cobre uma amostra representativa, mas não é o Brasil inteiro. Há variações regionais que uma pesquisa nacional não captura completamente.

Luke

E não sabemos como foi a distribuição desses 137 municípios — quantos no Nordeste, quantos no Sul, quantos em capitais versus interior. Esses detalhes importam.

  • Lula lidera o primeiro turno com 38% contra 32% de Flávio Bolsonaro, mas a vantagem que chegou a 15 pontos no segundo turno encolheu para apenas três — dentro da margem de erro.
  • A pesquisa espontânea expõe uma assimetria reveladora: sem sugestão de nomes, Lula alcança 25% enquanto Flávio cai para 12%, indicando que parte do eleitorado bolsonarista ainda não migrou plenamente para o senador.
  • Ambos os líderes carregam rejeição de quase metade do eleitorado — 46% para Lula e 45% para Flávio —, abrindo uma janela de oportunidade que outros pré-candidatos ainda não conseguiram atravessar.
  • Nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado têm rejeição bem menor, mas enfrentam o obstáculo do desconhecimento e da baixa penetração eleitoral fora de seus redutos.
  • Com 10% dos eleitores declarando intenção de votar em branco ou nulo num eventual segundo turno entre os dois líderes, o campo do descontentamento permanece vasto e disputável.

A mais de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil já esboça sua polarização: o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro emergem como protagonistas em todos os cenários testados pelo Datafolha, repetindo um padrão que o país conhece bem — o da disputa concentrada em dois polos que dividem e mobilizam o eleitorado. A pesquisa, realizada com mais de dois mil eleitores em 137 municípios, revela não apenas preferências, mas também um peso igualmente distribuído: quase metade dos brasileiros rejeita ambos os nomes, sugerindo que a eleição ainda está por ser verdadeiramente decidida.

A pesquisa Datafolha divulgada em 7 de março projeta para 2026 uma disputa presidencial já com contornos definidos: Lula e Flávio Bolsonaro lideram todas as simulações testadas pelo instituto, consolidando uma polarização que domina o debate político nacional.

No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 38% e Flávio com 32%. O terceiro colocado, Ratinho Jr., não ultrapassa 7%. Quando Caiado substitui Ratinho no cenário, os números variam pouco — Lula em 39%, Flávio em 33% —, revelando uma estrutura de preferências bastante estável. Na pesquisa espontânea, a vantagem de Lula se amplia: 25% contra 12% do senador, com Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo em posições distantes.

O segundo turno é onde a disputa se aperta de forma mais significativa. Lula marca 46% contra 43% de Flávio — empate técnico dentro da margem de erro. A trajetória impressiona: essa diferença já foi de 15 pontos a favor do presidente. Contra Tarcísio de Freitas, Lula vai melhor, com 45% a 42%.

O dado que atravessa toda a pesquisa, porém, é a rejeição. Lula é rejeitado por 46% dos eleitores; Flávio, por 45%. Quase metade do eleitorado fecha a porta para os dois líderes. Entre os demais pré-candidatos, a rejeição é bem menor — Caiado lidera com apenas 14% —, mas o desconhecimento ainda é um obstáculo considerável. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, com registro na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

O quadro que emerge é o de uma eleição ainda aberta nas margens: Lula parte na frente, Flávio se consolida como principal adversário, mas a alta rejeição de ambos mantém viva a possibilidade de que o eleitorado busque — ou construa — uma terceira saída.

A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 7 de março, desenha um cenário eleitoral para 2026 em que dois nomes dominam todas as simulações: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Não importa qual combinação de candidatos o instituto testa, esses dois emergem à frente, consolidando uma polarização que já marca o debate político nacional.

No primeiro turno estimulado — aquele em que os entrevistados recebem uma lista de nomes — Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 32%. O terceiro colocado, Ratinho Jr., do PSD, não consegue passar de 7%. Quando o Datafolha muda ligeiramente o cenário, trazendo Ronaldo Caiado, governador de Goiás, no lugar de Ratinho, os números se repetem com pequenas variações: Lula em 39%, Flávio em 33% e Caiado em 4%. A consistência desses resultados sugere uma estrutura de preferências bastante sólida entre os eleitores.

Mas quando a pesquisa passa para o modo espontâneo — quando os entrevistados mencionam nomes sem sugestão — a vantagem de Lula se amplia significativamente. O presidente chega a 25%, enquanto Flávio Bolsonaro cai para 12%. Nesse cenário, Romeu Zema, do Novo, aparece com 4%, Renan Santos com 3% e Aldo Rebelo com 2%. A diferença entre o modo estimulado e o espontâneo revela algo importante: muitos eleitores precisam ser lembrados de quem são os candidatos para considerá-los.

O segundo turno é onde a disputa se aperta. Lula marca 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de apenas três pontos percentuais, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Isso significa que tecnicamente estão empatados. O que torna esse número relevante é a trajetória: em pesquisas anteriores, essa diferença chegou a 15 pontos porcentuais a favor de Lula. A aproximação é real e significativa. Quando o Datafolha testa Lula contra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, o presidente sai melhor: 45% contra 42%.

O que chama atenção, porém, é que ambos os líderes carregam um peso considerável. Lula é rejeitado por 46% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro é rejeitado por 45%. Esses são números altos — quase metade do eleitorado diz que não votaria nesses candidatos de jeito nenhum. Entre os demais pré-candidatos, a rejeição é menor: Tarcísio tem 18%, Ratinho Jr. tem 19%, Romeu Zema tem 17% e Ronaldo Caiado tem o menor índice, com 14%. Mas Ratinho Jr. enfrenta outro problema: 38% dos eleitores não o conhecem.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 10% dos eleitores disseram que votariam em branco ou nulo, e 1% não sabia em quem votar. O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores em 137 municípios entre terça e quinta-feira daquela semana. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

O quadro que emerge é o de uma eleição que, apesar de estar ainda a mais de um ano de distância, já apresenta contornos bem definidos. Lula parte na frente, mas Flávio Bolsonaro conseguiu reduzir a margem e se posiciona como seu principal adversário em qualquer cenário testado. Ambos, porém, enfrentam o desafio de altos índices de rejeição — um sinal de que parte significativa do eleitorado está aberta a outras opções, caso elas se consolidem.

A diferença entre Lula e Flávio no segundo turno caiu de 15 pontos em pesquisas anteriores para 3 pontos, dentro da margem de erro
— Datafolha
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