Em março de 2026, o instituto Datafolha revelou que a corrida presidencial brasileira se tornou muito mais competitiva do que se imaginava: Lula, com 46%, e Flávio Bolsonaro, com 43%, estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. O que em dezembro era uma vantagem de 15 pontos para o presidente se comprimiu em apenas três meses para uma diferença dentro da margem de erro — sinal de que o tempo e a política raramente preservam as distâncias que parecem seguras.
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no 2º turno
A vantagem de Lula encolheu de 15 pontos para apenas três
Como é possível Lula perder 12 pontos em três meses contra o mesmo adversário?
Não perdeu 12 pontos contra Flávio especificamente — perdeu 12 pontos de vantagem sobre ele. Lula saiu de 51% para 46%, uma queda de cinco pontos. Flávio subiu de 36% para 43%, um ganho de sete. São movimentos diferentes.
Mas a pergunta de fundo permanece: o que explica isso? A pesquisa não diz.
Não, não diz. Você tem uma queda de aprovação presidencial, possível desgaste, e um candidato de oposição que está ganhando visibilidade e consolidando seu eleitorado.
E no primeiro turno? Lula ainda lidera confortavelmente?
Sim. 38% contra 32% de Flávio é uma vantagem de seis pontos, bem acima da margem de erro. Mas note que é menor do que era em pesquisas anteriores.
Quanto menor? A fonte não compara os números de primeiro turno de dezembro com os de março.
Boa observação. Não temos essa comparação direta. Sabemos que a vantagem no segundo turno caiu muito, mas não sabemos exatamente como o primeiro turno evoluiu.
E se Haddad fosse o candidato do PT?
Flávio venceria com 33% a 21%. É um cenário que o próprio Datafolha chama de improvável, mas mostra quanto Lula é pessoal nessa equação.
Improvável por quê? A pesquisa não explica.
Não. Você teria que saber da política interna do PT, das declarações de Lula, de outras sinalizações. A pesquisa só testa o cenário.
Então Lula ainda ganha em todos os segundos turnos testados?
Todos. Mas as margens são apertadas. Contra Ratinho Jr., 45% a 41%. Contra Caiado, 46% a 36%. Contra Leite, 46% a 34%. Só contra Flávio é que fica em três pontos.
E se Flávio enfrentar Haddad?
Flávio vence, 43% a 41%. E se Haddad enfrentar Ratinho Jr., empate em 40% a 40%.
Então o PT tem um problema se Lula não for o candidato?
Parece que sim, pelo menos segundo esses números. Mas lembre-se: estamos em março de 2026. Faltam meses para a eleição. Muito pode mudar.
Le Pouls
- A vantagem de Lula, que era de 15 pontos em dezembro, despencou para apenas 3 pontos em março — uma erosão rápida que redefine o equilíbrio da disputa.
- Flávio Bolsonaro avança de forma consistente há meses, consolidando-se como o principal adversário do presidente mesmo com seu pai preso por tentativa de golpe.
- No primeiro turno, Lula ainda lidera com folga (38% contra 32%), mas o campo da direita mostra vitalidade com múltiplos candidatos testados pelo Datafolha.
- Sem Lula na disputa, o cenário se inverte: Flávio venceria Haddad, e um duelo entre o petista e Ratinho Jr. terminaria empatado — revelando o quanto a candidatura presidencial depende da figura pessoal de Lula.
- O retrato que emerge é o de uma eleição que, se chegar ao segundo turno entre os dois líderes, será decidida por margens que poucos observadores antecipavam há apenas alguns meses.
Em março de 2026, o instituto Datafolha revelou que a corrida presidencial brasileira se tornou muito mais competitiva do que se imaginava: Lula, com 46%, e Flávio Bolsonaro, com 43%, estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. O que em dezembro era uma vantagem de 15 pontos para o presidente se comprimiu em apenas três meses para uma diferença dentro da margem de erro — sinal de que o tempo e a política raramente preservam as distâncias que parecem seguras.
A pesquisa Datafolha divulgada em 7 de março de 2026 redesenhou o mapa da disputa presidencial brasileira. Lula lidera com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno, mas Flávio Bolsonaro o pressiona com 43% — uma diferença de três pontos que cai dentro da margem de erro de dois pontos do levantamento, configurando empate técnico.
O contraste com meses anteriores é revelador. Em dezembro, Lula tinha 51% contra 36% de Flávio — 15 pontos de vantagem. Em julho de 2025, a diferença era de 11 pontos. O senador fluminense do PL ganhou terreno de forma consistente, transformando o que parecia uma corrida definida em uma disputa aberta. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios ao longo de três dias.
No primeiro turno, Lula mantém a liderança com 38%, enquanto Flávio aparece com 32%. Ratinho Júnior, do PSD, registra 7%, seguido por Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo. O Datafolha testou variações com Eduardo Leite e Ronaldo Caiado no lugar de Ratinho Jr., mas Lula manteve 39% em ambos os cenários, com Flávio oscilando entre 33% e 34%.
Um cenário classificado como improvável traz uma reviravolta significativa: se o PT lançasse Fernando Haddad, Flávio venceria com 33% contra 21% do ministro da Fazenda — evidência de que boa parte do desempenho petista está ancorada na figura pessoal do presidente. Nos demais duelos de segundo turno, Lula ainda venceria todos os adversários testados, mas sempre com margens menores do que as registradas meses atrás.
A pesquisa Datafolha divulgada no sábado 7 de março de 2026 desenha um segundo turno presidencial muito mais apertado do que o cenário que se desenhava três meses antes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente com 46% das intenções de voto, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o pressiona com 43%. Três pontos percentuais separam os dois — uma margem que cai dentro da margem de erro de dois pontos do levantamento, transformando o que antes parecia uma vantagem confortável em um empate técnico.
O movimento é significativo quando se olha para trás. Em dezembro, quando o Datafolha fez sua última sondagem, Lula tinha 51% contra 36% de Flávio — uma diferença de 15 pontos. Sete meses antes, em julho de 2025, a vantagem era de 11 pontos (48% a 37%). O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que está preso por tentativa de golpe, ganhou terreno consistentemente ao longo dos meses. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre terça e quinta-feira da semana anterior ao levantamento, registrando o trabalho na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.
No primeiro turno, porém, Lula mantém a liderança. O cenário considerado mais provável pelo Datafolha mostra o presidente com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 32%. Ratinho Júnior, do PSD, aparece com 7%, Romeu Zema (Novo) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3%, e Aldo Rebelo (DC) com 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 14%. O instituto testou variações incluindo outros nomes do PSD — Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, de Goiás — mas em ambos os casos Lula mantinha a dianteira, com 39% em um cenário e 39% no outro, enquanto Flávio oscilava entre 33% e 34%. Ratinho Jr. mostrou-se o candidato pessedista com melhor desempenho entre os testados.
Um cenário que o próprio Datafolha classifica como improvável traz uma reviravolta: se o candidato do PT fosse Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Flávio Bolsonaro venceria com 33% contra 21% do petista. Esse resultado ilustra quanto do desempenho de Lula no primeiro turno está atrelado à sua pessoa.
Nas projeções para o segundo turno, Lula ainda venceria todos os adversários testados, mas as margens encolheram. Contra Ratinho Jr., o presidente teria 45% contra 41%. Diante de Eduardo Leite, 46% a 34%. Contra Ronaldo Caiado, 46% a 36%. Mas é o duelo com Flávio que marca o ponto de inflexão: aqueles três pontos de diferença representam uma erosão dramática da vantagem que Lula tinha apenas alguns meses antes.
Os cenários sem Lula revelam outras dinâmicas. Flávio Bolsonaro derrotaria Haddad por 43% a 41%. Um segundo turno entre Haddad e Ratinho Jr. terminaria empatado, com 40% para cada lado. O Datafolha simulou cinco cenários para o primeiro turno e sete para um eventual segundo turno, mapeando as principais combinações possíveis para a eleição de 2026. O que emerge é um retrato de uma disputa que, se chegar ao segundo turno com Lula e Flávio, será decidida por margens muito menores do que a maioria dos observadores esperava alguns meses atrás.
Citations marquantes
A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores— Datafolha